domingo, 17 de julho de 2011

Postais da Lituânia (I)

Como vos tinha contado ali mais abaixo, estive em meados de Maio na Letónia e na Lituânia, fruto dum Projeto Comenius em que o nosso Agrupamento esteve envolvido.

Fomos três alunas e dois professores, que participámos numa semana de trabalhos e partilha, com conferências, espetáculos, trabalhos, apresentações…

Quem diria que eu um dia iria estar a mais de 3 mil quilómetros do remanso do lar? Cada vez mais se prova que o Mundo se vai tornando, cada vez mais, pequeno!

Mas pronto. Vou partilhar convosco algumas das impressões que me ficaram desta estadia neste dois países, começando por aquilo que mais me tocou e impressionou:

A Religiosidade dos Lituanos (I)

Visitámos um sítio que, tanto tempo passado, não sei de que forma mais me impressionou. Estou a falar naquilo a que os Lituanos chamam, naturalmente, a Colina das Cruzes (“Kryžių kalnas” em lituano).

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A história deste local é uma mistura de lenda e realidade. Lá dizem os entendidos: “se o mito ultrapassa a realidade, conte-se o mito.”

Quanto ao número de cruzes que existem nesta colina, há números muito díspares, mas creio haver algum acordo no número de 200 mil cruzes, embora em tempos idos tenham sido muitas mais, conforme explicarei mais adiante.

200 000 cruzes! Ou melhor, 200 001, pois a partir daquele dia, ficou lá mais uma cruz portuguesa, com o nome de Portugal e Ponte de Sor!

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O seu aparecimento perde-se na poeira dos séculos. Há historiadores que localizam naquela zona um antigo castro, onde os habitantes tinham o costume de colocar cruzes, como manifestação da sua fé e religiosidade. Ao longo dos séculos, foram sendo colocados mais crucifixos, cruzes enormes, que viveram, mais ou menos pacificamente até à revolução soviética.

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Ao certo, ao certo, é que nos tempos em que estes territórios faziam parte da extinta União Soviética, o poder de Moscovo nunca viu este terreno com bons olhos. Religião e Comunismo nunca se deram bem. E por isso, as populações da região de Siauliai (onde se situa a Colina), devido ao seu fervor religioso, foram “transferidas” para a Sibéria e outros gulags, onde poderiam “trabalhar” com menos “distrações”!

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O poder soviético, como “recompensa”, arrasou a Colina, destruindo todas as cruzes. Mas isso foi sol de pouca dura, visto que, cada vez que faziam isso, a população voltava a colocar cruzes, crucifixos, transformando aquele lugar num autêntico calvário para os sovietes.

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Na década de 60, mais uma vez foi a colina totalmente arrasada. O poder soviético tentou, inclusivé, criar uma barragem de modo a destruir e limpar aquele terreno para sempre!

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Até à queda do Comunismo, foi uma autêntica luta “ora agora destróis tu, ora agora ponho eu mais umas cruzes”… E em 1985, acabou-se a luta, ficando a zona pacificada e com o aspeto que tem hoje.

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Em 7 de Setembro de 1993, o Papa João Paulo II celebrou ali missa para 100 mil pessoas e em 1997 foi reinstituída a Festa da Colina das Cruzes, no último domingo de Julho.

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sábado, 16 de julho de 2011

Estou de volta!

Pois é, amigos. Estou de volta, após uma «licença sabática» de mais de dois meses…

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Final do ano, algum cansaço, mas a pedido de várias famílias, aqui estou para partilhar algumas das minhas idiossincrasias, fruto deste país lindo à beira mar plantado, maila bonita cidade onde vivo, Ponte de Sor de seu nome!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Understanding…

Na próxima semana, Letónia e Lituania esperam-me…

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Será o último episódio do projeto Comenius que a nossa escola tem desenvolvido, desde que, em Janeiro de 2009 se encontraram professores oriundos da Noruega, Suécia, Roménia, Portugal,Turquia e Dinamarca aqui em Ponte de Sor, para delinearem as linhas mestras do Projeto.

Fomos página de jornal e a reunião correu maravilhosamente, uma vez que deu origem a uma série de iniciativas que tinham como polo aglutinador, a Tolerância e Compreensão Cultural, o que deu origem ao nome “oficial” do projeto, «Cultural Tolerance and Understanding». É esse igualmente o nome do site do projeto.

Após submissão do projeto, este foi aceite por Bruxelas e as atividades foram mais que muitas. Com algumas centenas de alunos envolvidos e dezenas de professores dos países acima referidos, o primeiro encontro foi na Turquia, na cidade de Konya, em Outubro de 2009, onde fomos regiamente recebidos, com a simpatia que só os Turcos conseguem oferecer. Neste encontro só participaram professores, que elaboraram as atividades e trabalhos a desenvolver pelos alunos nos dois anos que durou o projeto.

Em cada escola foram sendo elaborados os trabalhos pelos vários alunos que participaram, tendo o próximo encontro sido em Maio de 2010 na Noruega, na cidade de Vangsvik. Da nossa escola participaram os alunos Ricardo e Nuno, que apresentaram os trabalhos dos grupos portugueses, tendo estes sido muito elogiados por todos.

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Paralelamente a todos estes trabalhos, houve uma agenda cultural para alunos e professores, que na Noruega puderam visitar a capital, Oslo e assistir ao sempre único e inesquecível sol da meia noite, algo que é impossível de verificar cá pelas nossas latitudes!

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Em Outubro de 2010, o encontro foi em Galati, na Roménia, onde todos apresentaram os trabalhos elaborados desde a Noruega. Aqui, tivemos inclusivamente direito a aparição na televisão romena!

Da parte cultural, visitámos a cidade de Bucareste e o estuário do Danúbio, que naquelas zonas não tem nada de azul!

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Agora, o encontro será em Siauliai, na Lituânia. A parte cultural incluirá a cidade de Riga, na Letónia e seremos novamente bem recebidos, como o fomos em todas as cidades e países, por onde divulgamos a mensagem de tolerância e compreensão cultural sempre presente no projeto. A Inês, a Andreia e a Catarina já há muito tempo que andam a contar os dias que faltam! Amanhã é sexta e no Domingo, ala para a Letónia!

Mas não se preocupem. Nós vamos dando notícias!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ponte de Sor vista do Cabeço

Resolvi comemorar este 25 de Abril de maneira diferente.

Que tal um passeio foto-velocipédico até ao Cabeço Superior? E assim fiz.

Ponte de Sor, vista lá de cima, tem outro encanto!

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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Como nasce um sonho…

Imaginem isto:

Eric Whitacre teve um sonho. Sonhou que, sendo ele um compositor, fazer algo radical, global e, mesmo assim, belo. Belo como a Arte sabe ser, belo como a Natureza nos revela…

Eric sonhou em fazer um coro… virtual! E não fez a coisa por menos. Ponto de partida, 2000 vozes!

Em primeiro lugar, socorreu-se da maior comunidade à superfície da Terra: a Internet. Colocou online as partituras de cada voz e os interessados fizeram o seu download, filmaram-se e enviaram os videos através do YouTube, tal qual como numa verdadeira audição.

Eric selecionou os melhores e, através de apuradas escolhas, obteve as vozes de que necessitava. As 2000!

Quem quiser saber da génese de todo o projeto, poderá consultar a página das conferências TED TALKS (que poderão ser vistas em Portugal, através da Sic Radical) onde, através duma palestra de Eric Whitmore poderão ter uma visão mais ampla e abrangente de tudo.

O produto final foi a peça “Lux Aurumque”.

sábado, 26 de março de 2011

Chasing rainbows… Literalmente!

Sábado, dia de chuva.

De repente, aparece o sol!

Pego na câmera e acontece isto:

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«Oh, my God! A double rainbow!!!»

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Foi-se embora, ficaram as nuvens e o sol foi-se!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Live curious...

conhecimento

If you are, you breath

If you breath, you talk

If you talk, you ask

If you ask, you think

If you think, you search

If you search, you experience

If you experience, you learn

If you learn, you grow

If you grow, you wish

If you wish, you find

And if you find, you doubt

If you doubt, you question

If you question, you understand

If you understand, you know

If you know, you want to know more

If you want to know more, you are alive!

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domingo, 20 de março de 2011

Como Tirar Boas Fotos

A propósito da proximidade da lua neste Sábado, houve (e está ainda a haver) uma grande “caça” à foto do nosso satélite mais próximo, da qual eu também não escapei!

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Após muitas tentativas e erros (tem que ser assim, pois é o único processo de aprendermos…), consultei múltiplos tutoriais, dos quais encontrei este, no site “Eu Fui, Eu Vou”.

Com a devida vénia, aqui vai:

Como Tirar Boas Fotos

1º Passo – Enquadrar a Foto

Primeiramente, é importante informar que o objeto ou pessoa principal da foto não deve ficar centralizado, ou seja, o ponto principal da foto deve estar deslocado para direita ou esquerda. Uma dica importante para facilitar a sua vida nesse caso, é você mentalmente dividir o visor em três colunas e três linhas #; feito isso você deve colocar o objeto ou pessoa principal de sua foto dentro ou mais próximo possível de um dos pontos de intersecção, como no exemplo abaixo.

Os benefícios de dividir o visor não acabam por ai, já sabemos que para dar destaque a algo você deve colocá-lo em meio a um dos pontos de intersecção; e se você desejar transmitir a idéia de horizonte ou enaltecer o olhar de uma pessoa, por exemplo, o que fazer? É simples: nesse caso, você deve utilizar também a regra de divisão, porém, você vai delimitar o horizonte ou enaltecer os olhos utilizando as linhas horizontais, conforme exemplo abaixo:

2º Passo – Quando Usar o Flash

Em ambientes escuros, é claro, mas ao contrário do que muitos imaginam, o flash não deve ser utilizado somente em ambientes escuros; o flash pode ajudar, por exemplo, em fotos onde o objeto ou a pessoa focada tem por traz uma luz muito forte, como a luz do sol ou de holofotes, por exemplo. Em casos como esse, contra a luz, se você não utilizar a função do flash, quem vai brilhar na foto vai ser o sol ou os holofotes ao fundo e o seu amigo vai se resumir basicamente a uma silhueta. Então a dica é essa: em casos como esses, usem o flash, porque o flash vai preencher a falta de luz.

3º Passo – Quando Não Usar o Flash

A função flash é muito importante quando bem aplicada, mas inútil para uma foto onde o foco está a 20 metros ou 20 cm de distância, por exemplo. Então a dica para quando não se deve utilizar o flash, é:

Longe: Normalmente, o flash funciona muito bem em alcances de 3 a 5 metros de distância, dependendo da qualidade da máquina um pouco mais, mais nada que posso fugir muito disso.

Perto: Quando o objeto ou pessoa a ser fotografado estiver muito próximo, não é indicado o uso do flash também, isso porque a foto vai ficar muito iluminada, muito clara.

Ainda deve se ter uma atenção ao utilizar o flash em locais muito iluminados e com o foco principal da foto distante, como em jogos de futebol e shows, por exemplo. Se você vier a utilizar o flash numa situação dessas, o flash vai iluminar logo a sua frente, tirando o foco do objeto desejado que está lá no fundo.

4º Passo – A Luz natural

Agora que você já sabe como utilizar o flash, está na hora de saber como utilizar a luz natural, a luz do sol, luz essa que com certeza é muito mais bonita que a luz de qualquer flash. Então, sempre que possível, opte por ela e deixe o flash pra um próximo momento, até porque os flashes além de serem fortes e realçarem as imperfeições e rugas, não tem a mesma cor da luz ambiente. Para utilizar essa luz de forma correta, você deve prestar atenção em seu posicionamento, você deve manter sempre que possível o sol nas suas costas, fazendo, digamos que a função do flash, porém com muito mais eficácia. Ao contrário do que muitos imaginam, os dias nublados são excelentes para tirar retratos. Essa luz difusa de que você dispõe nesses dias não só realçam as cores, como suavizam os traços.

5º Passo – Olhos nos Olhos

Quando você vai tirar foto de uma pessoa, a máquina deve estar posicionada de acordo com a altura dos olhos da pessoa a ser fotografada; se a pessoa a ser fotografada for uma criança, a dica seria se ajoelhar.

6º Passo – Travando o Foco

Muitas vezes você tira uma foto e só depois verifica que a câmara focalizou um objeto ou alguma coisa ao fundo, mas esse não era o objeto que você queria dar ênfase; então o que fazer nesse caso?

Nesse caso, você deve mirar sua câmara exatamente para o ponto que deseja focalizar, deve então apertar o botão disparador de sua câmara até meio e esperar o indicador da mira ficar verde ou ouvir um bip; quando isso acontecer sem soltar o botão disparador que já está apertado até meio, você deve reposicionar a câmara procurando o enquadramento que deseja e o foco ficará fixo.

7º Passo – Tirando Retratos

Quando for tirar retratos, a pessoa deve realmente estar próxima, você pode até aplicar o plano americano, focando dos joelhos para cima  ou até o plano médio, da cintura para cima; o que você não pode, é deixar a pessoa como um ponto pequeno no meio de uma imensidão.

8º Passo – Conhecer sua Câmara

Agora que você já tem conhecimento de algumas dicas básicas para uma boa fotografia, deve não só possuir uma boa câmara, mas conhecer as suas funções, os seus limites, então leia o manual e teste, teste todas as funções, isso vale principalmente para utilizar as funções dentro do botão giratório com funções representadas através de vários desenhos como lua, homem com lua, entre muitas outras dependendo da marca de sua câmara. Esse botão costuma ter funções como controle de luz para cenário claro, redução do efeito de olhos vermelhos, redução de tremido no movimento e, é claro, o modo automático onde a câmara se auto ajusta para se adaptar a cada ambiente, conforme a necessidade.

Essas seriam as principais dicas, sabendo isso, o mais importante é tentar, tentar, tentar e saber que muitas vezes, fugindo das regras, você consegue a sua melhor fotografia.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Secção Jornal do Incrível…

CTT Estação

Infelizmente, hoje tive de ir aos Correios…

Esperava-me uma entrada naquela zona meio estrambólica, tipo “Twilight Zone”, assim a tipos uma “Quinta Dimensão saloia”, que são o Posto de Correios da nossa cidade de Ponte de Sor.

Todos os habitantes da nossa cidade sabem que os nossos Correios são, provavelmente, o sítio onde se gasta tempo mais inutilmente, são horas e horas de tempo gasto a fazer… bem, a fazer o quê? A esperar, pura e simplesmente.

E assim fiz. A tarefa, hercúlea e impressionante: levantar um registo enviado das Finanças!

Assim que o recebi, assinei-o e acreditei que o facto das pessoas me conhecerem pessoalmente há anos me evitaria dissabores de maior.

Entrei, tirei a minha senha de entrada naquela máquina de dar senhas toda modernaça que está à entrada (cujas opções são, de todas as seis, “Atendimento Geral” e… “Atendimento Geral”) e verifiquei o número: 186. Olhei para o mostrador que estava no balcão: 179. OK, sete pessoas, deve ser rápido.

Rápido? Bem, se vos disser que demorei mais de meia hora… A única funcionária atendia, enquanto os clientes (ou utentes, ou usuários ou o lá que seja) esperavam, esperavam, esperavam, olhando para as capas da panóplia de livros que enchiam as estantes que preenchem quase por completo todo o espaço. Interroguei-me: Correios ou Papelaria?

Mas adiante. Meia hora se passou, em que fiquei a saber os problemas de saúde da Dona M, o sorriso do R, que entrou, tirou a senha e entrou outras duas vezes e a bicha ainda não tinha andado, as anedotas do Dr. X… Enfim, um enriquecimento cultural que não se consegue em mais nenhum lado!

“- 186!”

“- Sou eu, sou eu.” Dirigi-me vitorioso ao balcão e apresentei o aviso do registo. Devo dizer que o registo era para o meu falecido pai, mas como sempre fiz, assinei no espaço “aviso entregue por”, com o BI direitinho e tudo.

“- Não lhe posso entregar isto!” – disse a zelosa funcionária, “o destinatário é o seu pai e não assinou aqui!”

Neste momento, vi Felini a descer a terra, na companhia de Kafka e de tantos outros, rindo a bandeiras despregadas!

“- Mas o meu pai faleceu, não pode assinar o aviso, logicamente!” – esclareci eu. “Não está à espera que vá ao cemitério pedir-lhe que me assine isto, pois não? Sou herdeiro do meu pai, a minha mãe não pode assinar e nunca tive qualquer problema a fazer isto assim!”

E aí ela disse-me a frase que me fez reconhecer que, contra factos, não há argumentos:

“- Mas isto está endereçado ao seu pai e você não é ele!”

Pronto! Fiquei estarrecido com esta tirada de génio. Assim, de uma penada, ficava a saber duas coisas:

1 – A carta estava endereçada ao meu pai;

2 – Eu não era o meu pai!

Ótimo! Estávamos a avançar. E voltei à carga:

“- Este aviso foi colocado na caixa de correio do meu pai, uma vez que não estava ninguém em casa. Mas e se tivesse? E se lá tivesse um, digamos, ladrão? Como era?”

“- Nesse caso, tínhamos entregue a carta a essa pessoa!”

Nesta altura caiu-me tudo ao chão! Estava demasiado furioso para me exaltar, as pessoas nos correios olhavam-me com um olhar de solidariedade…

Resolvi insistir:

“- Então como poderemos fazer isto? Há volta a dar?”

“- Se quiser, podemos enviar-lhe isto para casa!”

ALELUIA!!! Uma solução, afinal tão simples!

“- Mas tem que pagar cerca de 3 euros e tal…”

“-????”

Pronto, a cena tornou-se tão caricata, tão ridiculamente desproporcionada que saí dos correios, pedindo para a diligente funcionária comunicar com os remetentes da carta que o destinatário tinha falecido e que eu não possuía poderes mediúnicos que o fizesse assinar a carta do além.

E como a Maya não mora por perto…

São estes os serviços que temos!

Vivam os Correios da Ponte de Sor! Viva!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Sócrates, uma anedota revisitada

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Aleluia! Aleluia! Aleluia!

José Sócrates está eufórico! Portugal reduziu a dívida!

Após o períplo internacional de Sócrates para venda da dívida portuguesa, conseguiu-se reduzir o déficite das nossas contas.

Agora, já não temos um buracão mas sim “só” um buraco!

No entanto, continua a ser um buraco!

Com o desemprego de 11,1 %! (e a subir)

Com o ataque selvagem à função pública, através da redução de salários!

Com a redução dos subsídios sociais! (abono de família?! querias…)

(valha a verdade que os Senhores Deputados vão poder continuar a beber água engarrafada, o que queriam? que bebessem água da torneira? isso é coisa para a arraia miúda!)

Esta história do nosso primeiro Pinóquio Sócrates faz-me lembrar uma anedota que já tem barbas mas que aqui tem cabimento. Reza assim:

Conta-se que o Silva era um tropa garboso, mas muito nervoso. Detestava más notícias e entrava em depressão quando o contrariavam.

Certo dia, faleceu o pai do Silva. Ninguém tinha coragem de lhe ir contar a má notícia, nem o comandante, nem o sargento. É então que o cabo dá um passo em frente e diz em alto e bom som:

- Vou lá eu e conto-lhe que o pai morreu.

O cabo foi ter com o Silva e, ao encontrá-lo, disse, com o maior cuidado e sensibilidade:

- Silva, a tua família morreu toda!

O pobre do Silva entrou em pânico, a chorar, a gritar…

O cabo desatou-se então a rir, o que deixou o Silva atónito.

- É mentira, pá! Morreu só o teu pai!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Parabéns a mim…

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Pois…

2 anos comecei esta experiência blóguica, sem saber no que iria dar e 2 anos depois:

565 posts,

35345 visitantes,

24 seguidores e outros não tanto…

Puxando pela calculadora (é mentira! gosto de fazer contas de cabeça…), 565 posts dá uma média de… quase um post por dia! Pouco se compararmos com os gurus da blogosfera, mas ideal para quem, como eu, gosta de mandar uns bitaites, umas bocas, partilhar umas fotos…

Enfim, um grande obrigado a todos os que me lêem, de todo o mundo

Sim, de todo o mundo. Não me perguntem mas há, possivelmente, um português enganado em Taiwan que, de vez em quando, me vem visitar! Para ele, o meu “chen-chen”!

E tudo começou assim, em 16 de Fevereiro de 2009:

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Apresentação

Basta, pum, basta!!!

Uma geração que consente deixar-se representar por Blogs é uma geração que nunca o foi.

É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!

Abaixo a geração!

Morram os Blogs, morram! Pim!

Os Blogs são habilidosos!

Os Blogs vestem-se mal!

Os Blogs usam ceroulas de malha!

Os Blogs são Blogs!

Morram os Blogs, morram! Pim!

PS: A não ser que se chamem O Papagaio Daltónico!

(com a devida vénia ao Mestre Almada!)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

«Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te.»

(Shakespeare)

(“Keep anything that can remind you would admit that he could forget you.”)

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Because she knows…

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O amor já não é o que era...

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O Amor não é aquilo que te pega de surpresa e te deixa sem ar. Isso é asma.

O Amor não faz brotar uma nova pessoa dentro de ti. O nome disso é gravidez.

O Amor não torna as pessoas mais bonitas. A isso chamamos álcool.

O Casamento é uma tragédia em dois atos: civil e religioso.

Só há um tipo de amor que dura: o não correspondido.

Quem ama o feio é porque o bonito não aparece.

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