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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Já estou a ver isto colado nos carros...



Pois é, já se estava à espera...

Lá diz o povo:

«Não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe!»

Sabia-se que, mais tarde ou mais cedo, o Benfica teria de ceder. E desta vez calhou ser em Braga, com uns estalos e murros à mistura, à maneira de outros túneis de antanho. Havia um estádio, no Porto, onde isso acontecia muito. E parece que até lá cheirava mal...

Mas isso são contas de antigamente, o que interessa agora é que o Benfica perdeu. E bem, digo eu, pois durante o jogo não fez muito para alterar as coisas.

E não vale a pena estarmos aqui a carpir as mágoas e dizer que houve duas mãos na área do Braga (que noutro estádio ou com outra cor de camisola até daria penalty), que o golo invalidado ao Benfica... enfim, pode-se aceitar...

Não vale a pena argumentar com o árbitro, visto que a armada do Porto (estou-me a referir aos 6 árbitros do Porto que já apanhámos nas 9 jornadas da Liga...) é como todos sabemos: para serem 'abençoados' têm que estar nas boas graças do 'Papa'.

Jorge Jesus tem que preparar a equipa para, todas as semanas, jogar, não contra 11, mas sim contra 14. Sabemos que é assim, sempre foi assim e há coisas que não mudam.

E tudo isto vem a propósito da grandeza do Benfica. Somos grandes... Não, somos ENORMES!

E nem sequer me chateio com os meus amigos que são de outras tendências futebolísticas que, perante um jogo entre Benfica e Porto, por exemplo, preferem 'puxar' pelas gentes do Norte.

E não me chateio, porquê?

Muito simples. Quando se é tão grande assim, é natural que TODOS os outros nos queiram ver em baixo. Aceito isso como algo normal, não levo nada a mal. Todos contra o Benfica, foi assim nos anos 70, 80, 90... Por que haveria de mudar agora?

Até sou daqueles que, numa primeira análise, até sorri um pouco com a crise que vai ali para o outro lado da Segunda Circular. Mas pensando mais a fundo, eu gosto é de ver um Sporting mais forte, para as vitórias saberem melhor! Pedradas e tentativas de invasão do estádio não ficam bem num clube que foi fundado por Viscondes e fidalgos de punhos de renda!

As claques (pois são elas o detonador de tudo o que o futebol tem de mais violento) são desnecessárias ao futebol! Desnecessárias, repito! Se alguém quer ir ao futebol e puxar pela sua equipa, vai e fá-lo. Tão simples como isso. Não falo de nomes, mas se querem que vos diga, Juve Leo, No Name Boys, Super Dragões... Tudo elementos supérfluos para o fenómeno futebol. Tudo delinquentes com camisolas de várias cores.

Mas falemos do nosso Benfica. A melhor maneira para esquecer uma derrota é jogar melhor para a próxima e conseguir a vitória. Portanto, na próxima Quinta, todos 'em Liverpool' a puxar pelo Glorioso que, acredito, irá dar música na cidade dos Beatles!

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Última hora: Mais uma boa notícia: Luisão renovou até 2013!!!

E mais outra: a Académica ganhou 2-0!

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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

«No Princípio Era o Verbo...» ou «E Se Jesus Fosse Professor?»


Naquele tempo, Jesus subiu ao monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Depois, tomando a palavra, ensinou-os, dizendo:


- Em verdade vos digo, bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles...


Pedro interrompeu:

- Temos que aprender isso de cor?


André disse:

- Temos que copiá-lo para o papiro?


Simão perguntou:

- Vamos ter teste sobre isso?


Tiago, o Menor queixou-se:

- O Tiago, o Maior está sentado à minha frente, não vejo nada!


Tiago, o Maior gritou:

- Cala-te queixinhas!


Filipe lamentou-se:

- Esqueci-me do papiro-diário.


Bartolomeu quis saber:

- Temos de tirar apontamentos?


João levantou a mão:

- Posso ir à casa de banho?


Judas Iscariotes exclamou: (Judas Iscariotes era mesmo malvado, com retenção repetida e vindo de outro Mestre)

- Para que é que serve isto tudo?


Tomé inquietou-se:

- Há fórmulas? Vamos resolver problemas?


Judas Tadeu reclamou:

- Podemos ao menos usar o ábaco?


Mateus queixou-se:

- Eu não entendi nada... ninguém entendeu nada!


Um dos fariseus presentes, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada, tomou a palavra e dirigiu-se a Ele, dizendo:

- Onde está a tua planificação?

- Qual é a nomenclatura do teu plano de aula nesta intervenção didáctica mediatizada?

- E a avaliação diagnóstica?

- E a avaliação institucional?

- Quais são as tuas expectativas de sucesso?

- Tens a abordagem da área em forma globalizada, de modo a permitir o acesso à significação dos contextos, tendo em conta a bipolaridade da transmissão?

- Quais são as tuas estratégias conducentes à recuperação dos conhecimentos prévios?

- Respondem estes aos interesses e necessidades do grupo de modo a assegurar a significatividade do processo de ensino-aprendizagem?

- Incluíste actividades integradoras com fundamento epistemológico produtivo?

- E os espaços alternativos das problemáticas curriculares gerais?

- Propiciaste espaços de encontro para a coordenação de acções transversais e longitudinais que fomentem os vínculos operativos e cooperativos das áreas concomitantes?

- Quais são os conteúdos conceptuais, processuais e atitudinais que respondem aos fundamentos lógico, praxeológico e metodológico constituídos pelos núcleos generativos disciplinares, transdisciplinares, interdisciplinares e metadisciplinares?


Caifás, o pior de todos os fariseus, disse a Jesus:

- Quero ver as avaliações do primeiro, segundo e terceiro períodos e reservo-me o direito de, no final, aumentar as notas dos teus discípulos, para que ao Rei não lhe falhem as previsões de um ensino de qualidade e não se lhe estraguem as estatísticas do sucesso. Serás notificado em devido tempo pela via mais adequada. E vê lá se reprovas alguém! Lembra-te que ainda não és titular e não há quadros de nomeação definitiva!


... E Jesus pediu a reforma antecipada aos trinta e três anos...

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