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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Spot The Looney!...


Diário vindo do futuro, de um aluno que hoje tem 11 anos e está a viver as reformas do nosso sistema de ensino.

29 de Junho de 2009
paçei o 5º anuh. A p*ta da stora de mat, k é a nossa dt, n m kria deixar paçar pk eu tnh nega a td menus a ginástica, pk jogo bem há bola, e o crl... mas a gaija f*deu-se puke a ministra da idukaxão mandou dizer ao ppl k penxam q mandam aí nas xkolas masé pabaixarem os kornos k tds os socios com menos de 12 anus teiem de paçar... axu bem.

29 de Junho de 2010
passei o 6º anuh. ainda bem q ainda n fiz 13 anus, q ódpx podia n passar, qesta cena de passar com buéda negas é só até aos 12... f*da-se, fiquei buéda f*dido na m*rda deste ano, e ó c*ralho, o pan*leiro do stor d educassão física deu-me a m*rda do 2... assim tive nega a tudo... ainda bem q a ministra da iduqaxão é porreira, ela é q é uma sócia sbem: a xqola n serve pa nada, é uma seca. tive q aprender que os K's se escrevem Q, qomo em "xqola" e não "xkola", e que "passar" não é qom Ç... a xqola é porreira só pa qurtir qas damas qd gente se balda...

29 de Junho de 2011
Passei o 7º ano. Exte anuh ia chumbando pq tive nega a qase td menos a área de projetuh, mas aqela cena tb é facil, n se fax nd... Exte anuh a dt disse-me q eu passava pq tinha aprendido qas fraxex qomexam qom letra maiúscula e pq m abituei a exqrever qom Q em vez de K, tipuh agora ja xei xqrever "eu qomo qogumelos qom quentruhs" em vez de "eu komo kogumelos kom kuentruhs". É fixolas, pode xer qum dia venha a ser um gamela famôzo...

29 de Junho de 2013
Passei o 9º ano. Foi buéda fácil, pqu a prof paxou-me logo. Fui ao quadro xqurever uma sena em qu dezia tipuh "aquela janela", e eu exqurevi "aqela janela", pqu dixeram-me qu n se xkqureve "akela", é quom Q e não quom K. Mas a profs desatinou quomiguh e dixe qu eu tnh qu pôr o U à frente do Q... Pur ixu exte anuh aprendi qu o Q leva U à frente. No próximuh anuh é o 10º, vou pá sequndária...

29 de Junho de 2014
Aquabei o 10º ano. Não foi muituh difícil só tive que aprendermos a não exqureverem quom aberviaturas purque nem todas as palavras xe puderam aberviar mas ixtu foi uma bequa para o quompliquado purque quom esta sena do QU em vex de K e das aberviaturas exqueceram-me de quomo é que se faxião os verbuhs nos tempuhs e nas pexoas, ou lá o que é... Mas a prof disse tass bem que no prócimo anuh a gente vê ixu.

29 de Junho de 2015
Passou o 11º ano. Foi mais fácil que o 10º. Aprendi que as frases devem ser mais qurtax. E aprendi também que "ano" não esqureve "anuh". Axo que no prócimo ano vai ser mais difícil. Purque a xeguir é a faquldade.

29 de Junho de 2016
Acabou o 12º. Fiquei buéda confuso porque tive de aprender a diferenxa entre usar o QU e o C, tipo "esCrever" e não "esQUrever". Quando eu usava o K era buéda mais fácil... A prof de português é buéda religiosa e anda a ouvir vozes de deus, porque dixe-me que eu não merexia passar, mas "xão ordens lá de xima"...

29 de Junho de 2017
Já fiz o primeiro ano da faculdade. Estou em ingenharia cevil na universidade lusófona. Tive um stor buéda mal iducado que me disse que eu era um ignorante porque às vezes escrevia com X em vez de CH, S ou C. Mas o meu pai veio cá com uma moca de rio maior e chegou-lhe a rôpa ao pelo. E depois fomos fazer queixa do gajo e a ministra despediu-o porque o gajo, não sei quê, parece que quis vir estragar aqui um muro nosso. Mas não sei essas senas. O meu pai é que me explicou uma cena qualquer de "danos murais"... O que é bom é que a ministra da iducação continua a mandar aqui nestes sócios da faculdade para eles não levantarem a garimpa contra nós.

29 de Junho de 2019
Acabei a minha licenciatura porque a ministra da iducação disse que tinhamos que passar sempre mesmo que não tivessemos notas, para não ficarmos astigmatizados. Acho que é uma cena que dá nos olhos quando se estuda muito. Agora vou fazer um mestrado e disseram-me que, quando acabar, vou ficar mestre. Eu quero ser de Kung-Fu.

29 de Junho de 2021
Já sou mestre. Afinal não sou de Kung Fu, sou de engenharia cevil. Os meus profs disseram que eu não devia estar em mestrado porque ainda não estava preparado, mas eu disse que o meu pai tinha uma moca de rio maior e que era amigo da ministra e já tinha mandado um bacano da laia deles para a rua e eles calaram-se. Agora vou fazer um doutoramento, porque a ministra da iducação diz que se não deixarem um aluno fazer o doutoramento só por causa das notas, ele fica com a auto-estima em baixo e isso perjudica a aprendizajem.

29 de Junho de 2023
Sou doutor. O meu orientador da tese ficou muito satisfeito porque eu já não dou erros ortográficos: ao longo destes dois anos, aprendi a escrever "engenharia civil" em vez de "ingenharia cevil" e também porque aprendi que a ministra é da "educação" e não da "iducação", mas lê-se assim. Entretantos casei. A minha dama chama-se Sónia e os pais dela ficaram muito felizes por ela ir casar com um doutor em engenharia civil. Ela não sabe ler nem escrever: só fez até ao 2º ano da licenciatura e depois foi trabalhar para o Minipreço. Já tá grávida.

29 de Outubro de 2023
Nasceu o meu filho! Chamei-lhe Júnior porque ele é mais novo que eu.

29 de Agosto de 2029
O Júnior vai fazer 6 anos daqui a 2 meses. Devia entrar para a escola este ano, mas estive a pensar muito bem e não o vou pôr na escola. Ele não precisa daquilo para nada, aprende em casa. Eu ensino-lhe a ler, que sou doutor, e a mãe ensina-lhe a fazer contas, que é caixa no Minipreço. A escola não vale nada. Acho que o sistema de ensino hoje em dia é uma m*rda. No meu tempo é que era bom.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Entendam-se, p***a!


A primeira vez que passei por Moura (já lá vão uns anitos...) lembro-me de, logo à entrada da cidade, estar escrita, num muro, uma frase poderosíssima, em plena campanha pela construção da Barragem do Alqueva. Dizia simplesmente:

«Construam-me, porra!»

Vem isto tudo a propósito do estado de «chove não molha» que a questão da avaliação docente está a atravessar. Fiquei banzado quando hoje, logo pela manhã, ouvi o abrantino presidente da bancada socialista, Jorge Lacão, afirmar que a avaliação iria continuar, tal qual como a Milú a tinha sonhado.

Belisquei-me e doeu-me: afinal não estava a dormir! Estava a ser testemunha de mais um número de paranóia do poder!

Até parece que o partido que neste momento está no poder teve maioria absoluta! Por favor, alguém que passe pelo Largo do Rato e lhes explique que estão em minoria!

Porque é disso que se trata. A oposição é a maioria, o que quer dizer que têm uma palavra a dizer (a não ser que acreditam naquelas lérias do socrático ministro que é capaz de, numa assentada, repetir «diálogo» 'n' vezes...).

Já dizia a minha avó que não há pior mentiroso que aquele que acredita nas próprias mentiras... como é o caso.

Por isso, senhores e senhoras deputados, façam o favor de seguir aquelas palavras tão alentejanas e tão verdadeiras que eu, num dia quente dum Maio de há anos atrás, encontrei em Moura:

Entendam-se, porra!

PS: (cruzes, credo!) Não viram o exmº senhor ministro Santos Silva tão pose de Estado? Tão diplomata e tão querido! Agora que joga na Defesa, em quem é que vai malhar?

PS outra vez: Uma arara amiga contou-me que lhe tinha segredado uma catatua que ouvira a um periquito que... parece que está por aí a acontecer outra visita «de Estado (ao que isto chegou)» até terras de Cabo Verde... E com convidados VIP... Mas isto fui eu que ouvi... e podia estar distraído!

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

...e a Milú não nos disse Adeus!!!

Mais uma vez, obrigado ao Antero!

Novos ares sopram da 5 de Outubro!

Afinal ainda há esperança! Tem o nome de Isabel Alçada (e embora cada ministro seja uma melancia, nunca se sabe o que está lá dentro), parece-me que vamos deixar de ver prepotência e autoritarismo no diálogo com a classe docente. Parece-me...

Espero que estes anos de intoxicação da opinião pública tenham um final e que a excelentíssima senhora doutora Maria de Lurdes Rodrigues, mais os seus «sidekicks» Pedreira, Lemos e outros, peguem na sua excelentíssima tralha e que vão pregar para outra freguesia.

Esse é o meu desejo e, creio eu, de cerca de 150 mil professores do nosso país.

Quanto ao que vem aí, continuo a dizer que é uma grande incógnita. Mas uma coisa temos a favor: Isabel Alçada foi professora do básico e secundário, esteve no terreno, conhece o que é a escola portuguesa e não é uma seguidista do eduquês.


Conheci Isabel Alçada de duas visitas que fez à minha escola, em acções de promoção da leitura e dos seus livros da colecção «Uma Aventura», em companhia da sua colega de escrita Ana Maria Magalhães. Claro que a impressão que tive dela foi ligeira, mas pareceu-me uma pessoa de diálogo fácil. Assim espero que seja na sua nova função.

E desejo, muito sinceramente, que esta não seja... «Uma Aventura na 5 de Outubro»!
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

«No Princípio Era o Verbo...» ou «E Se Jesus Fosse Professor?»


Naquele tempo, Jesus subiu ao monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Depois, tomando a palavra, ensinou-os, dizendo:


- Em verdade vos digo, bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles...


Pedro interrompeu:

- Temos que aprender isso de cor?


André disse:

- Temos que copiá-lo para o papiro?


Simão perguntou:

- Vamos ter teste sobre isso?


Tiago, o Menor queixou-se:

- O Tiago, o Maior está sentado à minha frente, não vejo nada!


Tiago, o Maior gritou:

- Cala-te queixinhas!


Filipe lamentou-se:

- Esqueci-me do papiro-diário.


Bartolomeu quis saber:

- Temos de tirar apontamentos?


João levantou a mão:

- Posso ir à casa de banho?


Judas Iscariotes exclamou: (Judas Iscariotes era mesmo malvado, com retenção repetida e vindo de outro Mestre)

- Para que é que serve isto tudo?


Tomé inquietou-se:

- Há fórmulas? Vamos resolver problemas?


Judas Tadeu reclamou:

- Podemos ao menos usar o ábaco?


Mateus queixou-se:

- Eu não entendi nada... ninguém entendeu nada!


Um dos fariseus presentes, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada, tomou a palavra e dirigiu-se a Ele, dizendo:

- Onde está a tua planificação?

- Qual é a nomenclatura do teu plano de aula nesta intervenção didáctica mediatizada?

- E a avaliação diagnóstica?

- E a avaliação institucional?

- Quais são as tuas expectativas de sucesso?

- Tens a abordagem da área em forma globalizada, de modo a permitir o acesso à significação dos contextos, tendo em conta a bipolaridade da transmissão?

- Quais são as tuas estratégias conducentes à recuperação dos conhecimentos prévios?

- Respondem estes aos interesses e necessidades do grupo de modo a assegurar a significatividade do processo de ensino-aprendizagem?

- Incluíste actividades integradoras com fundamento epistemológico produtivo?

- E os espaços alternativos das problemáticas curriculares gerais?

- Propiciaste espaços de encontro para a coordenação de acções transversais e longitudinais que fomentem os vínculos operativos e cooperativos das áreas concomitantes?

- Quais são os conteúdos conceptuais, processuais e atitudinais que respondem aos fundamentos lógico, praxeológico e metodológico constituídos pelos núcleos generativos disciplinares, transdisciplinares, interdisciplinares e metadisciplinares?


Caifás, o pior de todos os fariseus, disse a Jesus:

- Quero ver as avaliações do primeiro, segundo e terceiro períodos e reservo-me o direito de, no final, aumentar as notas dos teus discípulos, para que ao Rei não lhe falhem as previsões de um ensino de qualidade e não se lhe estraguem as estatísticas do sucesso. Serás notificado em devido tempo pela via mais adequada. E vê lá se reprovas alguém! Lembra-te que ainda não és titular e não há quadros de nomeação definitiva!


... E Jesus pediu a reforma antecipada aos trinta e três anos...

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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Auto-Avaliação, ai ai...

Sei que muitos de vós já terão recebido esta versão de Auto Avaliação Docente, mas como achei das coisas mais engraçadas dos últimos tempos, reproduzo-a aqui, com a devida vénia ao autor, que não sei quem é mas é digno de figurar aqui no Papagaio Daltónico.

Aqui vai:



FICHA PREENCHIDA (PARA COPY-PASTE)

***** AUTO AVALIAÇÃO *****

Nome do avaliado PROFESSORA


Categoria - Titular do seu nariz


Departamento Curricular - Língua Portuguesa e Literaturas


1. Como avalia o cumprimento do serviço lectivo e dos seus objectivos individuais estabelecidos neste âmbito?


Avalio com um EXCELENTE. Cá vou vindo todos os dias, como faço há quatro décadas… com a pasta recheada de manuais, livros, dicionários, prontuários, gramáticas, fichas, cadernos, lápis e canetas, uma pen de 4 GB e caneta felpuda para o quadro branco que há nos contentores. Trago a lancheira, uns maços de tabaco, PROZAC e, às vezes, o PC portátil. E trago uns óculos para ver perto (para longe não uso, apesar das cataratas, sou vaidosa…), trago sempre a cabeça entre as orelhas, mãos, braços, pernas e tudo o mais que me faz falta neste domínio. Excelente.


2. Como avalia o seu trabalho no âmbito da preparação e organização das actividades lectivas? Identifique sumariamente os recursos e instrumentos utilizados e os respectivos objectivos.


Avalio com um EXCELENTE. Utilizo todos os recursos supracitados com grande mestria, inclusive as TIC, PPS, PPT, PDFs, Scribd, Word, Excel, Moodle, blogues, data-show, Dvds, Cds de todos os tamanhos e Bics de todas as cores. Só me falta usar mais o quadro interactivo e comprar um Migalhões para guardar o lanche que trago de casa, pois ainda não sou de ferro e na minha idade preciso alimentar-me de forma mais saudável do que engolir cafés em todos os intervalos.


3. Como avalia a concretização das actividades lectivas e o cumprimento dos objectivos de aprendizagem dos seus alunos? Identifique as principais dificuldades e as estratégias que usou para as superar.


As actividades lectivas concretizam-se de modo EXCELENTE. Entramos e saímos vivos e contentes, apesar da falta de espaço, das obras, da poeira, das salas de aula em contentores, da falta de ar circulante, do amianto em cima das cabeças. E segue o baile. Dos objectivos de aprendizagem dos meus alunos, pois eles que falem! Às vezes doem-me as "cruzes" pois já me custa carregar com a tralha toda já referida, mas os alunos, por enquanto, vão ajudando. Excelente.


4. Como avalia a relação pedagógica que estabeleceu com os seus alunos e o conhecimento que tem de cada um deles?


EXCELENTE. Apesar de me terem trocado as voltas, de me terem tirado turmas e alunos de continuidade e de me terem dado sessenta e dois novos (ôps… será que foi uma homenagem à minha idade?), para lá dos que já tinha, conhecemo-nos excelentemente. E, quanto à nossa relação, os meus alunos riem-se, muito mais do que choram, à minha beira. E estou certa de que aprendem comigo - ainda há dias, no intervalo, a fumar fora de portas os meus cigarros, uma aluna de doze anos correu para o meu lado e puxou ela também de um cigarro para me acompanhar no gesto. Até esta aprendizagem definida pela ASAE é integralmente cumprida.


5. Como avalia o apoio que prestou à aprendizagem dos seus alunos?


EXCELENTE, também. E vou tendo sempre clientes nas aulas de reforço, apoio, substituições, salas de estudo... até no jardim em frente à escola a avaliar com os alunos os galhos das árvores que podem aguentar que se trepe, apoiando-os no exercício, ou a tentar apoiar e compreender a linguagem utilizada pelos jovens casais de alunos, sob as mesmas árvores, a exercitar experiências de natureza físico-química aprendidas nas aulas práticas …


6. Como avalia o trabalho que realizou no âmbito da avaliação das aprendizagens dos alunos? Identifique sumariamente os instrumentos que utilizou para essa avaliação e os respectivos objectivos.


EXCELENTE. Estou sempre de olho neles e de ouvido alerta, memória de elefante e caderno mágico para anotações. Consegui preencher todas as grelhas das turmas do ensino regular e recorrente, conforme a legislação específica que muda a cada semana e que já tenho decorada, preenchi cuidadosamente o PIAV das oito turmas com todas as cruzes e percentagens, os cronogramas e as configurações da avaliação de todas as turmas, produzi planificações, relatórios disto e daquilo, consegui fazer todos os diagnósticos, reflexões e análises do APA, dos NEE, dos AOPES, do PEE, do PAA, de todos os PCP (planos curriculares de turma), do PQP (isto não sei bem o que é, mas preenchi…) conforme descrito nas actas de todos os Conselhos de Turma e reuniões de Departamento, Grupos, Minigrupos, etc. E, mais difícil ainda, consegui distribuí-los por níveis, só quatros e cincos no básico, assim como nas turmas do secundário, dezoitos e dezanoves pois o vinte é pra mim, que o mereço por ter contribuído com eficácia para as estatísticas ministeriais referentes ao sucesso educativo. Excelente.


7. Identifique a evolução dos resultados escolares dos seus alunos. Avalie o seu contributo para a sua melhoria e o cumprimento dos objectivos individuais estabelecidos neste âmbito.


EXCELENTE. Este ponto descreverei detalhadamente apenas no final do ano, mas atendendo a que esta escola não costuma ficar bem colocada nos rankings, posso contribuir para essa melhoria e ir dizendo antecipadamente, com alguma alegria, que a maior parte dos alunos do 11º e 12º anos já consegue ler, e quase todos já escrevem frases utilizando a letra maiúscula no início, apesar das enormes dificuldades com a pontuação e a troca dos B pelo V e bice-bersa.

Apesar de nunca lerem as obras obrigatórias, é notável a ampliação vocabular que revelam devido aos hábitos de aprendizagem adquiridos através dos “Morangos com Açúcar”, obra-prima que pode servir como exemplo de prática inovadora e motivadora, ao invés da leitura de “Os Lusíadas” ou do “Memorial do Convento”, obras impostas pelo M.E. e que são a verdadeira causa dos maus resultados desta escola nos exames. Caso esse factor seja objecto de alteração pelo M.E., posso afirmar desde já que os resultados serão excelentes, assim como eu. EXCELENTE!