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sábado, 20 de março de 2010

Eu fui!



Éramos mais de 200 inscritos em Ponte de Sor, mas neste Sábado, só cerca de 40 voluntários responderam à chamada. E os outros?

Houve uns que se dirigiram às suas freguesias (Galveias, por exemplo, reuniu os seus voluntários na vila), outros que só entrarão em funções na semana que vai iniciar e outros que, infelizmente, não puderam comparecer.

Talvez tenha havido alguns que se assustaram com as pingas que caíram logo pela manhã, mas São Pedro (que parece que apoiou a iniciativa) lá nos deu tempo sem chuva. Alguns aguaceiros ao longo da manhã, mas nada mais do que isso.

E a tarefa começou cedo. Pelas 8.30 começaram a juntar-se os voluntários no Largo do Município, sempre acompanhados pelos risos e cânticos dos Escuteiros que a todos nos deram uma lição de civismo e amor pelo ambiente. Foram uns verdadeiros percursores das palavras que o seu fundador, Lord Baden-Powell um dia disse:
«Procurai deixar o Mundo um pouco melhor do que o encontraram.»

E eles assim fizeram, bem como os restantes «compagnons de route».

Inicialmente, pretendia-se formar cinco grupos, cada qual com o seu percurso, mas devido ao escasso número de voluntários, foram formados apenas dois:

- um iria fazer o percurso que passaria pela Fonte de Esteves, seguindo ao longo da linha férrea e terminando junto ao Pingo Doce; - o outro grupo seguiria pela estrada das Galveias, fazendo uma primeira paragem junta à curva grande antes da Casa dos Cantoneiros, seguindo na direcção da barragem do Ribeiro das Vinhas.

Nas viaturas disponibilizadas (da Junta de Freguesia, dos Amorins, da GNR/SEPNA e outras particulares), os grupos partiram, com os percursos bem definidos, passando pelas lixeiras «ocasionais» que durante os dias anteriores tinham sido sinalizadas.

E meus amigos, o Ser Humano pode ser muito porco! (que me perdoem os porcos, que não aprendem literatura nem a compreender que "na cama que fizermos, nos iremos deitar")
Encontrámos de tudo! E quando dizemos de tudo, isso quer mesmo dizer TUDO!

Desde sacos inteirinhos (daqueles grandes, das rações) cheios de roupa, deixada ao abandono, provavelmente ali largada por alguém que resolvera fazer da estupidez um modo de vida.... Claro que estava completamente podre, sem qualquer possibilidade de se utilizar. Encontrámos pneus (pr'aí uns dez) daqueles enormes, de tractores e máquinas agrícolas... restos de entulho proveniente de inúmeras obras... sanitas, bidés... tábuas, caixas de madeira...

Andámos, andámos e demos com um autêntico cemitério de cadáveres de televisões... Cinescópios esmigalhados, as caixas de plástico, cortadores de relva, ares condicionados, a mais diversa gama de electrodomésticos... Era uma verdadeira dor de alma.

O tempo passou a voar.

É claro que talvez preferisse estar em casa a ler um livro, a corrigir os meus testes, ou a ler o jornal, ou a beber uma bejeca... Mas o espírito daquela gente ía todo num sentido: acreditar que valeu a pena, que fizemos a diferença.

Terminámos junto à ponte do Rio Sor, onde a Valnor colocou aqueles mega-contentores, que rapidamente foram preenchidos.

E pelas 2 horas regressámos cada um a sua casa, sabendo que aquilo que fizéramos era uma gota no oceano, mas não é verdade que o oceano é composto por inúmeras gotas?

antes e depois








sexta-feira, 19 de março de 2010

terça-feira, 9 de março de 2010

Uma Idéia Bonita



é um projecto optimista e que pretende seguir os passos daquilo que foi feito na Estónia, em 2008, com o nome de «Let's Do It, Estonia», conforme podem verificar neste vídeo do YouTube.

O resultado foi simples: num simples dia de Maio, duma população de pouco mais de 1 milhão de pessoas, cerca de 50 mil pessoas congregaram-se num espírito comum de limpar um país... o que conseguiram, com assinalável êxito.

Alguns sonhadores pensaram fazer o mesmo em Portugal e, para o efeito, marcou-se o dia 20 de Março de 2010 com o Dia D, como o dia ondeVamos limpar a floresta portuguesa num só dia

Eu já me inscrevi mas tenho pena de ainda só sermos 38 pessoas inscritas, na zona de Ponte de Sor.

Por isso, eu já me inscrevi. Se os meus leitores concordam com a ideia, dêem um salto até à página do Projecto, tomem conhecimento do mesmo e façam como eu: inscrevam-se!

«As ideias belas e verdadeiras pertencem a todos.»
Séneca

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Por que Copenhaga falhou

Nestes últimos dias tenho estado por casa: a gripe chegou cá à gaiola do Papagaio!

Felizmente não é a A, esta é mais tipo Z, uma vez que só dá febres e tosse, nada dos outros sintomas mais... evidentes!

Começou com a minha parceira de poleiro, mas foi assim muito levinho. A seguir fui eu, claro! Como casámos com comunhão de adquiridos...

Agora é o mais pequeno e a mais velha já começa a sentir-se quente... Prevejo um belo Natal!

Na ida hoje ao Centro de Saúde, fui atendido por um médico que nunca tinha visto, português e bastante simpático e acessível, por sinal... contrariamente a alguns que por cá teimam em dar a ideia de que para se ser médico tem que se ter uma carantonha feia e constante, a pedir-se-lhes desculpa por tudo e mais alguma coisa... Paranóias dos deuses!

Fui informado de que tinha... um «surto gripal»! Agora é tudo «surto gripal», para não ferir susceptibilidades nem criar alarmes infundados e desnecessários.

Por isso, tive um «surto gripal», o que me colocou em casa, lendo jornais, vendo TV mas não tendo muita paciência para escrever.

E aqui estou eu, após ter assistido ao mundo na caixinha mágica: desde o Benfica-Porto (yes!!!), passando pelo drama berlusconiano, o «casamento» entre homossexuais, as agendas dos partidos políticos (paliiiiiize...), terminando no já (infelizmente) esperado final da Conferência de Copenhaga.

Já se esperava, repito eu: a montanha pariu um rato!

Aqui vos deixo uma ferramenta interessante para se ver a situação global do mundo: um mapa que vos indicará a natalidade e mortalidade no mundo em tempo real, a população em cada país, bem como as emissões de CO2. Basta colocarem o cursor em cima de cada país.

É impressionante observarem o que se passa na China e na Índia...

Em termos demográficos, a população da Europa não se consegue substituir. Em contrapartida, a África e a Ásia não param de crescer!

Vejam em http://www.breathingearth.net


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Mundovisão Americana

Já começou a

Esperemos que os nossos governantes tenham olhos para ver o estado real em que o nosso Planeta está.

E esperemos que «Obama y sus muchachos» consigam agir como verdadeiros lideres de um mundo mais saudável, mais sustentável e que não fiquem, simplesmente, a olhar para o seu umbigo!

Felizmente que Sócrates não vai lá estar. Porque senão era um "ver se te avias" a vender Magalhães... E de vergonhas estamos todos fartos!



segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Antes que seja tarde demais!



De 7 a 18 de Dezembro de 2009, durante a CONFERÊNCIA DE COPENHAGA SOBRE O CLIMA, o Mundo estará de olhos postos na capital da Dinamarca: mais de 200 países irão discutir o que cada um pode fazer para reduzir as emissões de CO2 e o aquecimento global.

O futuro da vida na Terra estará aqui em questão: Que Planeta queremos deixar aos nossos filhos?

Para que o nosso planeta não fique assim:


Mais um pouco de Ecologia cá à moda do burgo...



Na passada Sexta feira, noticiava o Expresso online aqui:


«Nem a chuva intensa impediu a plantação de quatro mil árvores.

Dois dias antes do Dia da Floresta Autóctone, e debaixo de chuva intensa, cerca de meia centena de pessoas juntaram-se na Samardã para plantar quatro mil árvores, uma iniciativa para "a promoção e conservação das florestas naturais" apadrinhada pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) e pela Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza.


(...)

Em comunicado, a CGD contabiliza que, no mesmo dia, no âmbito do projecto de recuperação da floresta original portuguesa, foram plantadas 15 mil árvores em sete localidades diferentes (Baião, Cadaval, Grândola, Ponte de Sôr, Portalegre, Sabugal e Vila Real), acções que contribuíram para que o projecto da "Floresta Caixa" já tenha ultrapassado as 107 mil plantas, "entre espécies arbóreas e arbustivas autóctones, colocadas em terrenos de Norte a Sul do país". (...)»


Ainda pensei que algumas dessas árvores viessem para o Jardim do Monte da Pinheira, do qual já falei aqui no blogue, na passada Segunda Feira.


Na altura, não tinha fotos, mas para que os meus leitores me percebam como é possível existir um jardim sem árvores, aqui deixo algumas fotos, de fraca qualidade, mas que dão para perceberem bem do que falo.


Eis uma panorâmica do jardim, relva verde mas nada de árvores. Embora o verde pareça desmaiado, posso garantir que a qualidade da relva não é má de todo.

Pormenor do caminho que atravessa o jardim. Nos dias de verão, a sombra dos candeeiros é muito apreciada!


A zona central tem bancos ao seu redor, que não parecem estar no melhor estado de conservação.


Sobre esses bancos, está uma estrutura composta por vigotas, que penso servirem, num futuro próximo (século XXII?) para plantas trepadeiras. O desalinhamento que se vê na foto não é nenhum arranjo estético, são mesmo algumas vigotas que se encontram soltas (sim, soltas!), e que se podem mover facilmente, empurrando-as. Qualquer criança que se empoleire poderá, inadvertidamente ou não, derrubar alguma peça. E se cair em cima de alguém? A quem se deverão pedir explicações?


Por isso, aviso os pais que deixam as suas crianças brincar naquele jardim para terem cuidado ou queixarem-se a quem de direito.


Para terminar, somente um pequeno comentário.


Todos sabem que a blogosfera é um mundo de partilha, um copy-paste constante, «eu roubo-te a ti e tu roubas-me a mim...» por isso é frequente irmos buscar posts a outros blogues e vermos os nossos noutros. São as regras do jogo e ainda bem que assim é.


Um dos blogues mais conhecidos da nossa zona é o pontedosor.blogspot.com, que por vezes, reconhece algum valor às patacoadas que aqui vou escrevendo e resolve publicá-las.


O post de que falei na segunda feira, «Hoje Sinto-me Verde!...», foi publicado nesse blogue.


Houve um comentário dum Anónimo (são sempre anónimos, mas de cara bem conhecida!) em que me chamava "demagogo". Dizia o citado comentarista:


«ja sei porque é que este país está tão atrasado.
É por ter demagogos destes como professores!!!»


O que é um facto é que a opinião pública de Ponte de Sor é assim: insulta, refila, mas são muito pouco assertivos. Insulta-se quem tenha a veleidade de ter uma opinião, mas sem se refutar nada do que fora afirmado. Não se vai à raiz do problema, pois a cobardia está latente nessas pessoas. E as colunas direitas são um bem em vias de extinção!


Se alguém me dissesse «eh pá, isso é treta, pois o novo conceito de jardins é assim, sempre se poupa água na rega das árvores, por isso estás a ser demagogo». Se alguém me dissesse isso, eu reconsideraria, mas insultar simplesmente dizendo que este país está atrasado, por ter professores demagogos como eu...


Deve ser algum adiantado mental!


E fim da polémica!


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Hoje sinto-me verde!...

Não, não se preocupem nem vejam nisto metamorfoses clubísticas!
Continuo vermelho, encarnado, escarlate... um bocadinho roxo de raiva pela derrota com o Guimarães, mas como sou daltónico...

Sinto-me verde, que é o mesmo que sentir-me ecológico. Pois hoje, dia 23 de Novembro, celebra-se em toda a Península Ibérica o

Dia da Floresta Autóctone.




Mas que raio de palavra, «autóctone»... Entaramela-se-me na língua... mais parece alemã! Segundo os livros, «floresta autóctone» é uma floresta composta por árvores originárias do mesmo território. Portanto, nada de misturas.

E qual a importância das florestas autóctones? É simples de ver, senão observemos:

1) As florestas autóctones estão mais adaptadas às condições de solo e clima do território, sendo mais resistentes a pragas, doenças e a períodos longos de seca e de chuvas intensas, em comparação com as espécies introduzidas.

2) As florestas autóctones são componentes importantes no pastoreio de ovinos, na actividade apícola e no suporte aos cogumelos silvestres.

3) As florestas autóctones são importantes locais de refúgio e reprodução para grande número de espécies animais autóctones (alguns delas em vias de extinção, como a Águia-real, Águia de Bonelli, a Cegonha-negra ou o Lobo Ibérico).

4) As florestas autóctones ajudam a manter a fertilidade do espaço rural, o equilíbrio biológico das paisagens e a diversidade dos recursos genéticos.

5) As principais ameaças às florestas autóctone são incêndios, pragas, doenças, invasão por espécies não autóctones e cortes prematuros e desordenados.

Conforme podem facilmente constatar, «O Papagaio Daltónico» também é educação e cultura... Não é só «má língua», como muitos acusam!

Mas as palavras são como as cerejas, é verdade! Quando comecei a escrever este post não tinha a intenção de ser tão académico... Queria falar um pouco sobre o «Verde em Ponte de Sor».

Não! Não vou continuar a falar dos semáforos perto do estádio, pois parece que ninguém liga e as pessoas parece que gostam de estar assim. Vá lá saber-se...

O que queria aqui referir é que um dos motivos de chacota com que os meus amigos de fora costumam «picar-me» é a originalidade de, em Ponte de Sor, termos um... «Jardim de Pedra»! Para quem já viu um porco a andar de lambreta, poderá não fazer confusão, mas para quem goste de organização, equilíbrio, ordem e normalidade, convenhamos que não é habitual. Mas quem por cá passa saberá que Ponte de Sor é tudo menos... uma cidade habitual!

Continuando a falar de jardins, verdes e espaços ajardinados, que dizer do jardim que existe numa das zonas nobres e mais recentes da cidade, o Bairro do Monte da Pinheira? Para quem não saiba, é aquele bairro por detrás da Escola Secundária.


Jardim do Monte da Pinheira (Foto Ecos do Sor)


E qual será a originalidade desse... jardim? É simples. Continuando a falar da pouca... «habitualidade» de Ponte de Sor, da sua originalidade, que tal um jardim... sem árvores?!

Admirado? Então deixem-me explicar-vos e tentar descrever esse parque: uma zona central, com uma estrutura circular, formada por vigotas de cimento (algumas estão soltas, cuidado, pais!) que, penso eu, seriam para algum tipo de trepadeiras. Continuando, temos um parque infantil, pouco tratado, uma zona verde, com a relva frequentemente bem aparada (valha-nos isso!), dois caminhos a atravessá-la, com bancos de madeira, a necessitarem já de manutenção, que, em boa verdade poderá receber a sombra de alguns candeeiros que por lá estão, em dias de sol! Quanto a árvores, nada, zero, népia, nem autóctones, nem meio autóctones, nem transferidas, nada!

OK, já sei o que estarão a pensar: «se calhar o Bairro é novo, ainda não tiveram tempo de organizar o jardim...»

Pois, o Bairro é novo, começou a crescer há 15 anos... Se não chega para planear e executar, então não sei. Algumas das estruturas já precisam de reforma!

Por isso, meus amigos, anunciar plantações de árvores para comemorar o «Dia da Floresta Autóctone» pode ser muito bonito, mas não passará de uma grande hipocrisia se, no resto do ano, se manda às malvas (que também são verdes...) o resto das árvores e das zonas verdes do nosso concelho.

Para uma outra oportunidade, penso falar de outros dois membros da «classe verde» do nosso concelho: o sobreiro velhinho da Ervideira e as «arvores eléctricas» da Rua das Escolas!

Se por acaso, caro leitor ou cara leitora, tem algum exemplo que aqui queira deixar, força que ele aqui aparecerá.

Um abraço verde do Papagaio Daltónico.