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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Terminaram as Festas da Cidade!

Lá se passaram mais umas Festas da Cidade, sem chama, sem novidades, tudo igual aquilo que já conhecíamos. Não seria problema, se a festa fosse alegre, brilhante… Mas se o que já viramos nos anos anteriores não difere muito daquilo que nos foi apresentado, dizer que é tudo «igual ao que conhecíamos» não pode ser uma apreciação muito agradável.

E no entanto…

Creio que falta a estas Festas aquele golpe de asa, aquilo que difere uma pedra dum diamante. Não discuto a qualidade dos artistas, não tenho a desfaçatez de criticar quem tenta fazer o melhor que sabe. Mas…

As bodas de prata de qualquer evento são sempre uma marca. Uma marca que serve para fazer um balanço do que é bom e do que é mau. E aquilo que vimos foi umas festas sem alma, sem cor, sem brio.

1. O Recinto

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“Mas o recinto estava pejado de gente!” dirão os mais entusiastas. É verdade, e têm razão. Mas será que  alguém avaliou aquele recinto para umas Festas daquele calibre? É que - gaita! - Ponte de Sor é uma cidade, há 25 anos, tempo de sobra para se atingir a maioridade. E o que vemos é que estas Festas ainda balbuciam as primeiras sílabas, ainda gatinham…

Mas voltemos ao recinto. Já aqui falei que aquele espaço do Anfiteatro é maravilhoso, muito belo e agradável, mas não para as festas da Cidade! Recinto óptimo para o Festival Sete Sois sete Luas, mas não para as festas da cidade! Que fizeram 25 anos!

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E aproveito para dar aqui uma sugestão a todos os responsáveis pelas Festas da Cidade: Se insistirem (espero sinceramente que não!) em voltar a fazer as mesmas Festas no mesmo sítio, por que não considerar a construção/montagem de um palco no rio? (esperem, não se riam, que eu explico). Seria uma boa solução, pois a construção duma estrutura daquele género seria relativamente fácil de se conseguir. O rio é pouco profundo e a construção no leito do rio daria ao espaço, uma visibilidade que não se consegue de outro modo. Reparem: poderia ficar numa plataforma superior ao actual palco (um erro de todo o tamanho, o palco do anfiteatro) e toda a população que se colocasse na margem poderia desfrutar dos espectáculos aí realizados.

Não tenham medo, senhores da Câmara, usem esta minha sugestão à vontade que eu cedo-vos os direitos de autor!

2. Os Espectáculos

O grande cabeça de cartaz era José Cid. Na quarta feira o anfiteatro estava – uma vez mais – repleto de gente. E consegui ver a careca do artista, por entre algumas cabeças… Francamente, será que alguém se sente minimamente agradada, vendo o artista em bicos de pés, ou olhando para o pequeno video-wall? Lá ouvi-lo, ouvi, mas se me quisesse sentar para apreciar o espectáculo, só se fosse em pensamentos!

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Na segunda feira, as Harmónicas de Ponte de Sor mais uma vez abrilhantaram as Festas, bem como a Banda das Galveias que, contrariamente ao adágio da nossa zona de que «não presta mas arremedeia», deu mostras de ser, actualmente, um dos maiores símbolos e embaixadores da cultura da nossa terra.

Na terça feira, gostei do Grupo de Cantares de Montargil e muito particularmente, do Grupo de Danças do Eléctrico. Parabéns à Professora Irina e a todos os miúdos do grupo, que conseguiram atingir um nível de qualidade e excelência, comparável a muito daquilo que se vê por esse Mundo fora. Cada vez será mais difícil conseguirem manter esse nível, mas tudo isso só tornará este projecto mais aliciante.

Na quinta feira só consegui ouvir um pouco da cantora brasileira Adriana. Muita pele, muito samba, muita gente, sons que não deslustraram mas também não empolgaram por aí além.

No Domingo, então, é que não consegui mesmo ver nada da Orquestra da CMPS! Aquilo parecia uma enchente no Estádio da Luz! Fartei-me de tentar ver, afastei-me, e fiquei à escuta do grupo, não sem antes ter pisado quatro pés, dado três empurrões e pedido desculpa de cinco em cinco segundos!

Para o final, o Fogo de Artifício foi uma manifestação de incúria, que terminou num pequeno incêndio na margem do rio. Então esta gente não ouve os anúncios constante nas televisões de que não se deve lançar fogos de artifício no Verão? Ou eu estou errado?

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3. Os Pavilhões

Comparativamente com o ano passado, os Pavilhões estavam mais diversificados e mais ordenados. A variedade foi maior e conseguiu-se ver quase todas as instituições da nossa terra.

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4. Os Restaurantes

Bem, eu chamo-lhes “restaurantes” como “sítio onde se vai morfar”… Não se pode esperar um atendimento segundo as normas da ASAE, mas a simpatia e a diversidade dos pratos tornavam o espaço mais aprazível e faziam esquecer (ou atenuar) alguma falta de…

E ainda bem que se continuou com a deslocação dos restaurantes para aquela zona, pois ganhou-se espaço, limpeza e qualidade.

5. As Surpresas

E ao terceiro dia da feira, quarta feira, para terminar o dia em beleza, eis que apareceu…

(quem? quem? quem?)

Paulo Portas is in the house!!!

Tivemos a surpresa de encontrar Paulo Portas, “lui même”, mais comummente conhecido como o “Paulinho das Feiras”, como “special guest star” da nossa cidade!

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Meu Deus, Paulo Portas em Ponte de Sor?! Será que as nossas Festas já atingiram a maioridade para receber a visita de tão excelsa criatura?

Não! Desenganem-se os mais esperançosos, Paulo Portas não veio exclusivamente à nossa Festa: ele teve um jantar do partido aqui em Ponte de Sor e aproveitou a oportunidade de visitas as Festas!

E até o convenci a posar com as “meninas” do nosso Agrupamento, que desenvolviam o seu trabalho no Pavilhão do Agrupamento de Escolas de Ponte de Sor! Bem, ele como “animal político”, não perde uma para brilhar!

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Tive oportunidade de falar um pouco com ele e de trocarmos um “bacalhau”, mas aquele homem ofuscou-me! Fiquei literalmente seduzido pelos seus dentes! Uma dentadura perfeita, brilhante, certinha, feita a régua e esquadro!

Estou com vontade de criar no Facebook o grupo de «pessoas que adoram os dentes de Paulo Portas»!  Ou se calhar alguém já se me antecipou, não sei. Tenho que ir ver!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

As «grandiosas» Festas da Cidade...


O meu comentário:

Já nem falo no sítio onde as festas se irão realizar, demasiado exíguo para umas festas que se querem dignas e bonitas. Imagino o caos que se irá ter no dia 9, com José Cid. Calculo que, com alguma dificuldade, a maioria das pessoas conseguirá ver um bocadinho do chinó do homem...

Mas afinal o que é que custa arranjar um sítio (ou vários) com hipótese de espaço, para os pontessorenses poderem receber condignamente quem nos visita?

Calculei que, como se celebram os 25 anos de cidade, a edilidade conseguisse arranjar um cartaz mais de acordo com o impacto que umas «Festas da Cidade» sempre impõem. (E foi para «isto» que se acabaram as Festas de Agosto?)

Mas notem: gosto muito da Zona Ribeirinha! Acho uma zona agradabilíssima, embora pudesse ser melhor conservada, mas não podemos ter tudo. A zona de bar(es), então nem se fala. Um cantinho minúsculo que não dá para todos quando a sede aperta.

Creio ser a zona perfeita (sim, a zona perfeita) para os espectáculos do Festival Sete Sóis Sete Luas, geralmente pouco virados para o grande público. Mas para as Festas da Cidade?!

Rebusco no meu álbum de memórias e lembro-me do espaço que se conseguiu criar no antigo Largo da Feira, 1981, 82 por aí, com bastante espaço para expositores, bares e espectáculos, com um cartaz de fazer inveja a muitas festas em redor. Aquele ano em que se conseguiu juntar os Da Weasel (a darem os primeiros passos) e Emir Kusturica, então foi uma maravilha.

Com sorte, o Rancho da Casa do Povo de Ponte de Sor conseguirá «ressuscitar» uma vez mais, as Festas de Agosto, estas, sim, umas festas de cariz verdadeiramente popular e que desperta em todos nós um prazer e um espaço do ano que já foi nosso.

E só espero que as Festas do Crato não morram! Essas, sim, as maiores do Sul, quiçá de todo o país!
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sábado, 5 de setembro de 2009

Hoje houve festa em Ponte de Sor?! E ninguém me disse nada?!


Ia eu todo lampeiro, na avenida principal, a caminho do supermercado (a hora do Portugal-Dinamarca estava a chegar...) quando, ali no cruzamento, perto do Pavilhão Gimnodesportivo, deparo com uma barreira de metal, no meio da estrada, com um sinal de sentido proibido e outro de obrigatoriedade de virar à esquerda.

Mistério!!!

Olhei um pouco para o cimo da avenida e reparei que estava um aglomerado de pessoas, mais umas tantas fardas, ali perto do colégio e pensei:

- Pronto, já houve uma «cacetada» ali em cima! - não conseguindo ver se haveria algum carro envolvido.

Português como sou, a curiosidade começou a ferver cá no âmago do meu ser e... tinha que ir ver! O que é que querem? Eu sou assim!

Fui por trás do colégio, contornei-o e... não vi grade nenhuma no sentido descendente da avenida.

- Ai é assim? Então vamos descer a avenida.

E foi então que se fez luz! Dois carros da GNR controlavam o transito, a fanfarra dos Bombeiros estava ali, impecável nas suas fardas, e a quantidade de casacos e gravatas, (bem como o cheiro a naftalina) numa tarde tão quente deram-me a informação que eu queria:

Era a inauguração do «Centro de Artes e Cultura Sete Sóis Sete Luas», sucessor da defunta Fundação António Prates! E o aparato desviador de trânsito deveria ser para alguma individualidade que deveria estar a chegar.

Seria o Sócrates? Seria a Milú? Sócrates não era certamente e a Milú não bate assim...

Mas como a hora do futebol estava a chegar e os deveres "supermercádicos" soaram mais alto... não vi quem batia, pois o jantar não esperava!

Por isso, peço aos meus leitores, alguém que tenha comparecido nesse evento cultural, se quiser dar alguma informação, fotos, etc, o Papagaio agradece! Quem foi, o que foi dito, quem vestia o quê, enfim, todas as coscuvilhices dignas de aparecer na «Caras»... ou na «Trombas», que poderá ser a sua correspondente alentejana!

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P.S. (cruz, credo!) - afinal, tanta pressa para quê? Lá empatámos mais uma vez. E teve que ser o Liedson a marcar... O que me vale é que o meu Benfica me alimenta o "ego"!

E este ano é que é!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

As Festas do Crato: acabaram!!

E 24 horas depois, chegámos às

Festas do Crato, dia 29, sábado.

Mas, gaita! Será que este Papagaio vai a todas? Pois é, amigos. As férias a acabar, Setembro está quase aí e há que aproveitar.

O último dia foi agradável, mas não deu para esquecer o dia anterior.

Após o Angélico (outro produto fabricado "made in DZRT"), que eu não vi nem ouvi, chegaram os The Gift. Aquela Sónia Tavares tem o bicho no corpo! Só ela enchia o palco! O que não quer dizer que o resto do grupo seja de deitar fora! Aliás, a sua carreira fala por si!

Foi um óptimo concerto, mas, segundo a minha amiga Célia ("expert" no que aos The Gift diz respeito), a Sónia até nem estava muito agitada! Provavelmente, porque o namorado, Fernando Ribeiro, vocalista dos Moonspell, estava na audiência, por sinal perto de nós!





E para terminar, os alemães Reamonn, famosos entre a malta jovem (e menos jovem) do nosso país, principalmente a partir do dia em que apareceram num episódio dos Morangos Com Açucar.

A banda de Rea Garvey tem um som pop muito agradável, limpo e escorreito, que se ouve muito bem, com êxitos como «Star», «Tonight», «Faith» e outros.


Foi a chave perfeita para encerrar este Festival, deixando-nos com água na boca, imaginando como é que a Organização nos irá surpreender uma vez mais.

Agora... bem, até 2010. Com a certeza de que lá estarei, no Crato, se tudo correr bem, que Ponte de Sor irá ter umas Festas da Cidade com a «cólidade» a que nos habituou, que o «Sete Sóis Sete Luas» irá voltar a P.Sor e que, esperemos, o Rancho do Sor consiga pôr de pé as Festas de Agosto uma vez mais! Vou fazer força para isso!

São os meus votos «artísticos».
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domingo, 30 de agosto de 2009

As Festas do Crato (parte III)...


Onde é que estava? Ah, estamos nas

Festas do Crato, dia 28, sexta feira.

Chegámos e ainda se ouviam os acordes finais de Vintém (alguém lhe devia dizer que já passámos para o Euro!), um dos sobreviventes dos DZRT, com música com muito plástico, mas pouca substância. Assim a modos de saídos da fábrica das... Just Girls, mas em masculino!

Quando começou o artista seguinte, de nome JP Simões (parece mais uma firma de contabilistas do que um nome artístico!), o som não me agradou particularmente, por isso aproveitei para dar largas à componente gastronómica do Festival. Uma sandocha de leitão e uma bejeca, deram para enganar a fome. Por isso, a seguir mais uma dose de «encharcada» e um cafézinho! Yummi!...

Voltámos ao recinto, onde já começava Susana Félix e, mais tarde, o seu convidado Sérgio Godinho.


Devo dizer que aprecio particularmente Susana Félix, com uma voz melodiosa e muito calma, com melodias que ficam bem no ouvido. E com a chegada de Sérgio Godinho, foi um concerto que considerei limpinho e agradável.

E chegou Emir Kusturica, com a sua No Smoking Orchestra! Anarquia total!


Imaginem a cena: a entrada do grupo fez-se ao som do hino da antiga União Soviética! Só visto, mesmo! À frente, Emir Kusturica, envergando a camisola nº 25 do clube de futebol do Crato!

Já tinha tido o prazer de ouvir esta orquestra, em Ponte de Sor, no distante Julho de 2000. O prazer que me proporcionaram, hoje, em 2009, foi idêntico, com a sua música, que alguns apelidam de «Rock das Balcãs», ou, como eles próprios anunciam, «Unza Unza Time».

Destaco, primeiramente, o vocalista, Nele Karajlić, incapaz de estar parado um minuto! A sua energia, contagiante, levou a que todo o público ficasse «agarrado» desde os primeiros acordes! O homem era incansável!!


Foi um espectáculo... espectacular!!! Acho que nunca tinha visto tanta gente no Crato!

Vejam aqui mais umas fotos do show:



Para aqueles menos familiarizados com a música de Emir Kusturica and The Non Smoking Orchestra, fica aqui uma pequena amostra:
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sábado, 29 de agosto de 2009

As Festas do Crato (parte II)

Algumas vozes amigas insurgiram-se pelo facto de chamar apenas «Festas do Crato», quando o seu nome completo é «Feira de Artesanato e Gastronomia do Crato» ou ainda «Festival do Norte Alentejano». Pronto! O reparo está feito!

Como sabem, ontem foi o Emir Kusturica mas hoje vou falar da quarta feira.

Falemos então das
Festas do Crato, dia 27, quinta feira.

A miudagem obrigou-me a ir cedo uma vez mais, por isso ainda deu para eles ouvirem as Just Girls, um "fenómeno" do panorama musical actual, vindo directamente dos palcos das novelas para a juventude, como «Morangos com Açucar» e outros vegetais semelhantes.

Que dizer da música deste grupo? Muitas coreografias, muitos movimentos sensuais, mas essencialmente, muito plástico! Demasiado fabricado, demasiado construido para agradar a um certo tipo de audiência. E têm sucesso, como sucesso tiveram outros grupos, como os DZRT, ou os mais antigos Excesso.

Foram batizados como «boys bands» (ou «girls bands») mas são um fenómeno (ou epifenómeno?) com validade limitada: o ciclo de vida começa na concepção, muitos apelos sensuais, umbigos bem à vista com coreografias apelativas, e um dia o projecto já não dá mais: cada qual segue a sua vida, aparecem vários com carreiras independentes, aparecem como Angélico, ou Vintém, ou... tal qual como sucedeu com os depostos DZRT.

Mas continuemos.

Seguiram-se os Táxi ("Chiclete", lembram-se?), demonstrando que estavam ali para as curvas e velhos são mesmo os trapos.


O concerto foi agradável e deu para lembrar alguns dos exitos que nos punham a dançar nas discotecas da nossa zona. Lembro-me do «Don Napoleon» ou «Jet Bee», em Abrantes, ou no «Baleizão» ou, mais tarde, no «Primo Xico»! Belos tempos!

Claro, falta «la pièce de résistance»: The Animals!

Nascidos em 1963 e formados por Eric Burdon, Alan Price, Hilton Valentine, John Steel e Bryan "Chas" Chandler, marcaram uma época em que outros grupos igualmente brilharam, como The Beatles e The Rolling Stones, para citar os mais famosos.

Claro que não iríamos esperar que todos continuassem juntos, até hoje. A propósito de uma tournée, reuniram-se Mickey Gallagher, Pete Bartons, John Williamson e o único membro original dos The Animals, o baterista John Steel. Para evitarem quaisquer confusões passaram a chamarem-se The Animals & Friends.

À parte de toda a actuação, um pormenor maravilhoso... embora um pouco doloroso! Pelo menos para o viola John Williamson, que durante o pequeno almoço caíu, tendo fracturado o ombro! E pensam que não actuou? Nahhh! Foi um prazer vê-lo arrancar sons maravilhosos à sua guitarra, não obstante as dores que, de vez em quando, eram transparentes para quem o via.

Vejam e imaginem!


Adorei, tal como os milhares de pessoas que partilharam este momento único, regressar até aos anos em que ouvia do gira discos do meu irmão, êxitos como The House of the Rising Sun, Don't Let Me Be Misunderstood, Boom Boom Boom ou Don't Bring Me Down!

Vejam aqui uma amostra:



Há momentos na vida que, por muito que se veja, por muito que se oiça, por muito que se faça, ficam para sempre na nossa memória! Este foi um deles, que servirá como um dos momentos mais altos nos 25 anos deste Festival do Crato!

E hoje é o encerramento! E ainda me falta falar do Kusturica (lê-se "kusturitsa", conforme uma amiga sérvia me ensinou...). Desse, conto amanhã. Hoje temos os The Gift e Reamonn...

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

As Festas do Crato (parte I)...

... começaram no passado dia 25, terça-feira, dia que não tive o prazer de desfrutar!

Mas no dia seguinte, a coisa já foi diferente.

Aqui vai a minha crónica das

Festas do Crato, dia 26, quarta feira.

Cheguei cedo, ainda ouvi os acordes finais do grupo One Love Family, óptimo para quem gosta de curtir um sonzinho reggae.
A seguir, foi a vez dos Abba Platinum, um grupo cuja música é, já se vê, um tributo aos Abba.


O som foi engraçado, não envergonha os Abba originais, mas só isso. Notou-se aqui e ali alguma desafinaçãozinha, mas o balanço geral foi muito positivo. deu para os mais... «cotas» (e não só) abanarem o capacete!

O artista que se seguiu fez-nos atravessar o Atlantico! Foi a vez de Martinho da Vila, cantor que tem uma grande claque por terras do Alentejo! E não só, uma vez que a plateia estava bem preenchida por gentes de Terras de Vera Cruz! Trouxe com ele Alcione, outro dos «monstros sagrados» da música brasileira. Juntos, trouxeram aquele som quente de «português achocolatado» que só foi melhor, por causa duma caipirinha bem caprichada!

«Procurei, em todas as mulheres, a Felicidade...»

Quanto ao dia de ontem, quinta-feira... bem, isso foi barra pesada!

Lembram-se de «The House of The Rising Sun»?


Exactamente, «The Animals», mas para explicar bem isso tudo, as emoções que trouxeram a todos aqueles que tiveram o prazer de estar naquele espaço, naquele dia, é necessário tempo e espaço... que neste momento não tenho, pois o pessoal cá de casa já está a reclamar para nos prepararmos para a partida. Hoje é mais um dia de emoções fortes: Sérgio Godinho, Susana Félix e Emir Kusturica e a sua No Smoking Orchestra (que já tive oportunidade de ouvir cá, em Ponte de Sor, há uns anitos atrás, numas Festas da Cidade, no antigo Largo da feira, na companhia dos Da Weasel, quando estavam a dar os primeiros passos...) Quem diria!!

Amanhã conto o que falta, prometo!

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terça-feira, 18 de agosto de 2009

As Festas de Agosto voltaram!


Pois foi, depois de arrumar a tralha, aproveitei para, no Domingo passado, dar uma saltada ao último dia das Festas de Agosto, que parece ter sido em honra de Nossa Senhora dos Prazeres, como antigamente.

Algumas pessoas insurgiram-se, quando falei pela primeira vez nas Festas de Agosto e disse que estas eram em honra de Nossa Senhora dos Prazeres; que não, disseram uns, que o orago de Ponte de Sor era São Francisco de Assis e que as festas deviam ser em honra dele. Que sim, disse eu, pois sempre me tinha lembrado que a Santa Padroeira das Festas era a Senhora dos Prazeres, mesmo sendo esta a padroeira do Vale de Açor. Afinal parece que estava certo. É que foram tantos anos a divertir-me nelas que não me esquecia assim com facilidade.

Mas adiante.

Em primeiro lugar, os meus sinceros parabéns ao Rancho Folclórico da Casa do Povo de Ponte de Sor, que conseguiu reviver uma tradição que eu pensava já ter morrido e que desenvolveu umas Festas que não os deverão envergonhar. É, claramente, um exemplo a seguir, que pode ser aproveitado por outras organizações que se queiram associar, como antigamente, como os Bombeiros, o Eléctrico Futebol Clube...

Claro que só fui ao último dia, o Domingo, mas mesmo assim foi bom ver gente que já não via há tanto tempo, num espaço de convívio saudável e alegre.

É curioso imaginar como a Organização conseguiu montar o recinto daquela maneira. A sério que dificilmente imaginaria aquela disposição; conseguiram transformar um espaço exíguo em algo onde as pessoas se sentiam à vontade, com os espaços para os comes e bebes, o recinto do baile, as mesas...

Estive lá com o meu filho e tentei demonstrar-lhe como é que os miúdos de antigamente se divertiam em espaços que não eram discotecas, com música a bombar até à surdez...

A seguir, resolvi ir dar uma volta pela Zona Ribeirinha. E que desilusão, meus amigos!

Em primeiro lugar, que espaço nós temos e não podemos aproveitar! Por vários motivos, digo eu. Como a luz, por exemplo. Já imaginaram dar um passeio, à noite, pela Zona Ribeirinha? É algo que não aconselho, pois podemos ter algum encontro imediato com qualquer obra deixada por um cão mais descuidado (ou dono), ou alguém cujos desejos de diversão são diferentes dos nossos! É que espaços assim tão escuros podem provocar em certas mentes mais perversas, acções pouco abonatórias da decência.

E se alguém quiser ir a um WC? Pois, sempre há o bar perto da ponte, mas enferma do mesmo defeito da restante Zona Ribeirinha, no que diz respeito à iluminação. Devem ter-se zangado com a EDP! Certo, há vários candeeiros, mas nenhum funciona! Quem quiser beber qualquer coisa, pode ter uma surpresa no copo, de índole voadora ou outra!

Será que custava mais uns candeeiros, mais um pouco de iluminação, mais um bar ou outro, mais umas casas de banho? Será pedir muito?

Não é que ponha a Zona Ribeirinha em questão, não! Acho uma óptima mais-valia para a cidade, mas não basta fazer as coisas. Há que as cuidar, tal qual como o Principezinho cuida da sua flor. Se as coisas forem bem tratadas e vigiadas, o prazer de quem as visita é imensamente superior!

Se seguirmos um pouco para Norte, na direcção das Piscinas, que dizer do ancoradouro para gaivotas, canoas e outras embarcações, que só me lembro de terem funcionado num verão?

Com tanto desemprego, não poderia a Câmara Municipal explorar esssa estrutura, combatendo assim o desemprego e criando postos de trabalho? Ou sou eu que estou a ver mal?

E já não falo do parque Infantil! Ou se calhar, falo. Os brinquedos maltratados, danificados, sujos, riscados (pelo menos nos grafitis, estamos na moda!)... E se olharmos lá para dentro, não são crianças a brincar que vemos. Digamos que, se são crianças, então eu sou um adolescente! E não estão propriamente a brincar, não sei se percebem o que quero dizer...

Sigamos o cherne... quer dizer, sigamos em frente. Verifico que a Zona Ribeirinha segue em frente, em direcção à Barroqueira...

Vá lá, gosto do Anfiteatro. A sério que gosto. Para os espectáculos do Sete Sol Sete Luas, nunca para umas festas da cidade!

Bom, por agora vou terminar.

E deixo aqui um aviso. Se puderem, guardem aquelas coroas que vos sobraram das férias e aproveitem para, de 25 a 29 deste mês darem uma saltada ao Crato. As Festas do Crato são algo que descobri tarde, aí há uns 5 anos, mas tornei-me viciado nelas! E aconselho todos a ir. Pode ser que haja alguém que aprenda alguma coisa!

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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Olhem, se calhar enganei-me!!


Aqui há uns tempos, postei... (curiosa a língua portuguesa, sempre nova, sempre viva: «postei» é a primeira pessoa do singular do Pretérito Perfeito do verbo «postar», que significa... não, não é embater num poste, é colocar um «post», que são estas notícias pequeninas que eu vou aqui colocando, quase todos os dias...)

Dizia eu que aqui há uns dias postei uma comparação/provocação sobre as Festas de Agosto e as Festas da Cidade, onde me queixava de que os Pontessorenses deixam morrer as tradições, como a Festa de Agosto.

Inúmeros leitores fizeram chegar à gaiola do Papagaio a sua indignação, jurando-me a pés juntos de que este ano irá haver as antiquíssimas Festas de Agosto e que já havia programa!

Então não é que é verdade?

Olhem aqui:

Foto: Detalhes

Uma coisa é certa: o Papagaio vai lá estar!

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quarta-feira, 29 de julho de 2009

As Festas de Agosto e as Festas da Cidade


«Suprimir a distância é aumentar a duração do tempo.
A partir de agora, não viveremos mais;

viveremos apenas mais depressa.»

Alexandre Dumas

Na minha meninice, quando chegava a esta altura do ano, sabia que daí a duas semanas teríamos as Festas de Agosto, que calhavam sempre no meio de Agosto e que duravam cerca de três/quatro dias.

Eram festas de carácter profano que se uniam na perfeição nos festejos em honra da Padroeira de Ponte de Sor, Nossa Senhora dos Prazeres. Era um regalo ver os emigrantes que andavam lá por fora, aproveitarem para visitar o seu torrão natal, nas suas «máquinas» com matrículas de Inglaterra, França, Alemanha... Era gente e mais gente! Ponte de Sor parecia uma cidade!!! Uma verdadeira cidade!

O sítio onde as festas decorriam era o antigo Largo da Feira, que hoje é... bem, para falar verdade, é aquele jardim grande em frente do antigo Hospital... e não sei o nome! O espaço era perfeito: o local onde os artistas e os grupos musicais actuavam era cercado, havia muitas barracas de comes e bebes e espaço... muito espaço para as pessoas se sentarem, conviverem, ouvirem os seus artistas preferidos, comer um frango ou mesmo umas sardinhas...

E que não se diga que o cartaz musical era fraco! Os artistas da berra vinham a Ponte de Sor, lembro-me do Marco Paulo novinho em folha, com aquela carapinha bem cheia... E muitos, muitos outros!

Para nós, miúdos, era a festa dentro da Festa! Vermos as miúdas «estrangeiras», dar duas palavrinhas em «estrangeiro», «oui», «yes», «merci»... Era um verdadeiro prazer!

Mas os tempos mudam, Ponte de Sor cresceu, fez-se cidade e, armada numa de novo-riquismo, não quis saber mais nada com qualquer coisa que a fizesse lembrar que fora um dia uma vila!

Ainda houve um período em que a coisa não era carne nem peixe, ainda houve algumas festas no antigo Largo da Feira (lembro-me de, num ano, recebermos os Da Weasel - ainda pouco conhecidos - e o Emir Kusturica) mas foi sol de pouca dura.

Foi então que inventaram as Festas da Cidade! Em má hora, digo eu. Pelo menos o conceito. E o sítio, então...

Ao eliminarem as festas de Agosto, acabou-se com tudo aquilo que era genuíno na nossa terra. As Festas da Cidade nunca lhe chegaram aos calcanhares! E com o avanço do Progresso, a Festa da Salgueirinha seguiu os mesmos passos.

Não adianta pôrmo-nos com discussões espúrias e desnecessárias sobre qual é o(s) culpado(s) destes crimes de homicídio (ou festicídio?) dumas festas que agradavam a todos, locais e forasteiros! O que é verdade é que nunca foi feito nada para que as coisas melhorassem. E já tivemos vários Presidentes de Câmara e nada foi feito! Por vontade própria? Por ignorância? Por incompetência?

Para falar verdade, gosto do Anfiteatro e do espaço envolvente, acreditem que sim. É um espaço perfeito para pequenos espectáculos, como aqueles no âmbito do Festival Sete Sóis Sete Luas, mas só isso. Pensar-se em colocar as Festas da Cidade no mesmo sítio, é o mesmo que colocar o Rossio na Betesga! Não é possível.

É confrangedor ver quem nos visita, ser recebido naquelas situações: as pessoas não se podem mexer, se se quiser assistir a algum espectáculo tem que se ir com enorme antecedência... Aqui há alguns anos veio cá a Rita Guerra, estava grávida e tudo. Soube que ela esteve cá porque a consegui ouvir. Bem, acho que era ela, pois nunca a consegui ver. E como eu muitas e muitas pessoas.

Não falo aqui do cartaz que, ano após ano, nos é apresentado. A prata da casa é sempre bem vinda, é claro, e sempre fica de borla! Sempre se poupam umas massas para umas fundaçõezitas, ou protocolos, ou...

Para nos sentirmos mais tristes, basta vermos que qualquer pequena freguesia ou lugarejo tem as suas Festas de Verão, que apanham praticamente todos os fins de semana entre Junho e Setembro.

E se quisermos ver umas Festas a sério, daquelas que nós vemos e dizemos «eh pá, isto é que são festas a sério!», então basta esperar pelos finais de Agosto e vamos à vila do Crato.

Aquilo, sim, são Festas! O espaço é muito bom, os artistas, do melhor, muitos espaços para se comer e beber, se estivermos cansados, depressa encontramos onde nos sentarmos... Muitos visitantes são de Ponte de Sor, encontro lá muita gente que nunca consigo ver nas nossas Festas da Cidade! E este ano promete ser igual. O cartaz é bom, para não dizer óptimo!

Sei que o Passado está lá atrás, não volta, mas com o Presente que nos dão, poderíamos dar-lhe uma vista de olhos para podermos construir um Futuro melhor!

Mas isto sou eu a falar, que não passo de um Papagaio. Vaidoso, é verdade, mas contínuo Daltónico!

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