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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Comboiadas...


Agora que tanto se fala em TGV e possível privatização da CP, é com bastante pena que vejo o definhar gradual e constante dos Caminhos de Ferro Portugueses.

Não nos podemos esquecer que Ponte de Sor cresceu por influência directa da estação da CP, foi nos finais do século XIX que nasceu a norte da cidade, «obrigando» à criação da avenida principal, primeiro baptizada de Cidade de Lille, mais tarde General Carmona, actualmente da Liberdade.


Por aqui passava (e ainda passa) o comboio internacional que nos liga a Espanha. Aprendemos na escola primária que Ponte de Sor pertencia à Linha do Leste, que entroncava no Ramal de Cáceres...


Era o meu meio de transporte preferido, primeiro na ligação a Lisboa, nos meus anos universitários, depois para o serviço militar, em Mafra. A minha mulher também o usou, e muito. Portanto, esteve sempre presente na vida deste vosso amigo.

Com a entrada da minha filha na Universidade, em Coimbra (e com a falta de alternativa a nível de autocarros), lá nos tivemos de virar para a alternativa "comboio". Consultámos os horários, que bom! havia um às 4 e meia. Mas qual quê! Foi sol de pouca dura, pois os horários foram todos alterados, de modo a que, quem quiser chegar a horas a Coimbra, tem agora de entrar no InterCidades, em Abrantes!

Em Abrantes! A 35 km de Ponte de Sor! Aquilo até parece Ponte de Sor-B, com tantos pontessorenses a partirem para Coimbra, ou para Lisboa!

E tudo isto vem-me à memória pelo facto da falação que por aí vai sobre o TGV. Ele é "TGV para aqui", "TGV para ali", "Lisboa será a praia de Madrid", "teremos linha até Vigo?"...

Já chateia, confesso-vos.

Porque somos todos uma cambada de parvos!

Repito e esclareço: Nós, Portugueses, somos uma cambada de parvalhões!!!

Falamos de TGV, armados em condes falidos e deixamos o "outro" caminho de ferro a agonizar, a apodrecer aos poucos! Queremos transformar todo o caminho de ferro português numa gigantesca "Linha do Tua"? Aberta só a turistas?

Nunca compreendi por que razão nunca se investiu num ramal, aqui em Ponte de Sor, para a Inlan, mais tarde Delphi e toda a zona industrial. Sempre aprendi que o transporte ferroviário é mais barato e amigo do ambiente, evitando sobrecarregar as estradas do nosso país.

Seria uma boa maneira da nossa Câmara poder investir no futuro. Ou será que já estavam a pensar que, no século XXI iria existir uma aeródromo em Ponte de Sor, podendo privilegiar o transporte aéreo para o resto do país? Mistérios!!!

E assim vamos, contentes e assobiando, enquanto o país caminha, alegremente, para ser um clone da praxis dos nossos irmãos comunitários da Grécia!

E viva Portugal! E viva a Ponte de Sor!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A propósito do nosso Aeródromo...

Foto (um pouco desactualizada) daqui

Já disse aqui, por mais de uma vez, que considero o Aeródromo uma mais valia para a nossa cidade e para a nossa região. Posso até apontá-lo como uma boa decisão em termos de desenvolvimento de toda uma zona cada vez mais desertificada.

As obras seguem a bom ritmo, apesar das contestações feitas por ecologistas e demais autoridades. Claro que não estou muito bem dentro de todos os tramites e desenvolvimentos, mas parece-me, no mínimo, esquisito o quase total arrasamento (nem sei se a palavra existe...) de tão vasta área de árvores e vegetação! E não faço comentários sobre o deslocamento de terras da obra para o leito da barragem... criando (ilegalmente!) mais área de possível construção para favorecer terceiros!

Do que vou falar mesmo é do que poderá significar o Aeródromo para todos nós.

As obras de alargamento da pista principal irão dotar o Aeródromo de um total de 2.2 km de pista (segundo mediações «científicas» que fiz... com o meu carro!). Para terem uma ideia, basta compararem com as pistas dos Aeroportos internacionais de Lisboa e Porto, que têm, no seu máximo, pouco mais de 3500 metros. Não sendo um especialista de aviões, creio que 2200 metros já são um comprimento considerável para aeronaves, digamos, mais de carreira, tipo Airbus dos mais modestos. Estarei errado? Por favor, corrijam-me.

E pergunto eu: Por que não aproveitar o nosso Aeródromo e sonharmos um bocado mais?

Eu explico. Já sabemos que Alcochete é caso encerrado, vai avançar e pronto. O novo aeroporto irá nascer, será uma realidade, daqui por uns anos. A sua dimensão será a de qualquer aeroporto internacional, obviamente.

Quem acompanha o progresso dos transportes, sabe que, no que concerne à aviação, há um desenvolvimento de alternativas às grandes companhias de transporte aéreo. Falo, claro, das companhias «low cost».


Para quem não sabe, as companhias «low cost» funcionam de acordo com a sua denominação, ou seja, com baixo custo. Conseguem essa redução cortando tudo o que é supérfluo:
  • refeições no avião, só pagas;
  • jornais, quem os quiser que pague;
  • pouca exigência na limpeza das aeronaves;
  • pessoal de cabina, só o indispensável;
  • se levar mais bagagem (além da de mão) tem de pagar uma sobretaxa (eu sei, que já paguei um balurdio por uns quilinhos a mais)
  • não têm balcões de atendimento nos aeroportos;
  • cada um faz o seu check-in;
  • os bilhetes são comprados pela internet;
  • e, o mais importante, para evitarem as avultadas taxas de aeroporto, só utilizam aeroportos secundários!

E é aqui que nós entramos:

Por que não propor o nosso aeródromo para crescer um pouco mais e ser um aeroporto secundário?


(...e é aqui que os velhos do Restelo e as almas cínicas se começam a rir e a dizer que, além de daltónico, sou maluco!)

Ponte de Sor, propondo-se para Aeroporto secundário, daria um grande passo rumo ao Futuro, desenvolvendo a cidade, o concelho e todo o Alentejo. E tudo o mais que dependesse deste facto. O desemprego poderia ser minorado, a restauração e a hotelaria, outras industrias, o turismo, etc etc etc...

Ora reparem: em linha recta, o nosso Aeródromo ficará a cerca de 70 km do futuro Aeroporto de Alcochete (segundo medições com o Google Earth).

Comparemos com outras cidade europeias: o Aeroporto Charles de Gaulle dista cerca de 25 km da cidade de Paris; Heathrow sensivelmente o mesmo de Londres; Gatwick, aeroporto secundário de Londres, 50 km; Gardemoen, aeroporto de Oslo, 50 km do centro da cidade; Barajas, em Madrid, 20 km...

Poderia continuar a dar muitos exemplos, mas o que é um facto é que em termos de aviação, 70 km é «vou ali já venho»!

Se alguém responsável da autarquia quiser pegar na ideia, força, têm o meu apoio. Dispenso os direitos de autor! Se acharem que é uma ideia idiota, então adeuzinho até amanhã!
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Lisboa quer a terceira, nós avançamos para a segunda! Ora toma!!

Pois é. Já tinha lido no «Ecos do Sor», mas pelos vistos a coisa vai mesmo avançar.

A notícia vem daqui.


Artista Leonel Moura cria ponte inovadora

Ponte de Sor vai receber projecto que une arte e engenharia

2009-12-02
Por Luísa Marinho

Imagem por computador da futura ponte

Ponte de Sor, no distrito de Portalegre, vai ter uma nova ponte. Ao contrário da maior parte delas, esta é concebida por um artista. Leonel Moura, a convite da autarquia local, elaborou o projecto com uma equipa de engenheiros especializados neste tipo de estruturas.

Em declarações ao «Ciência Hoje», o artista explicou que o “carácter inovador” desta ponte, que será pedonal, está em “utilizar a estrutura tubular”.

“O tubo é uma estrutura autoportante”, diz, acrescentando que para este caso “foi elaborado com um complexo sistema de treliças que, de certa maneira, se suportam a si mesmas”. Esta solução permite “não recorrer a inestéticos pilares, mantendo a ponte totalmente suspensa por cima do pano de água”.

Leonel Moura afirma que, usualmente, “as pontes são pensadas somente em termos de estabilidade estrutural e custos”, sendo rara a “atenção à criatividade estética”. A inovação desta ponte, acredita, está também neste facto: “Penso que não existe nenhuma outra ponte em Portugal desenhada por um artista”.

A nova ponte, cuja construção começará no início de 2010, destina-se a servir as populações da margem esquerda do rio Sor que se deslocam ao centro da cidade. Embora pedonal, foi concebida de forma a poder ser atravessada igualmente por bicicletas e motociclos (conduzidos à mão).

O artista teve em consideração o enquadramento paisagístico da obra, nomeadamente a requalificação urbana que tem sido efectuada pela autarquia na zona ribeirinha. “Considerei que uma nova ponte, em tal contexto, devia ser mais do que uma simples estrutura de atravessamento, para se tornar num elemento de valorização do local”.


sábado, 31 de outubro de 2009

Admirável Mundo Novo...

Para aqueles gurus que andam a meter coisas esquisitas na cabeça do nosso Primeiro, era bom que vissem o que o Futuro nos reserva!

Admirável Mundo Novo? Cada um que julgue por si!