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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Brrrrrr....



Entre o tiritar de frio (hoje estavam -1.5º à entrada da escola...), os últimos trabalhos corrigidos e respectivas avaliações, instalou-se em mim uma preguiça blóguica que não augura nada de bom!

Pois é, o anticiclone dos Açores deve ter feito das suas, pois não está a trabalhar devidamente. Não bastava esta frente fria e ainda por cima tinha que mandar aquela enxurrada autêntica dos céus para os pobres dos ilhéus... Apetece dizer que «santos da casa não fazem milagres»... ou então «já não se fazem anticiclones como antigamente»!

À custa da H1N1, as escolas são um autêntico tratado de palermice. Senão, vejamos.

Há colegas muito «cuidadosos» que adoram abrir janelas por dá cá aquela palha. Dizem que os virus não se propagam no frio! (e sempre podem ir dar uma voltinha lá fora, digo eu)

Claro que todos sabemos isto, mas deviam verificar a outra face da questão: os miúdos andam a cair que nem tordos com... (não, não é a gripe A, felizmente) simples constipações!

São mais que muitos. 2, 3, 6, 7 por turma. Basta interrogarem quem com eles convive diariamente.

Enfim, paranóias dos deuses!

Valha-nos o novel folhetim dos dentes partidos de Berlusconi. Humanamente, condeno. Politicamente, ele já as andava a pedir! Há muito tempo!


PS: Quanto tempo falta para acabar os 30 dias? Serão dias úteis? Mistérios... Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

As estatísticas tramaram-nos...

...ou uma vez mais, Ponte de Sor nas notícias!

E não é pelos melhores motivos. Ontem faleceu mais um feto com 39 semanas, no Hospital de Portalegre, numa grávida vacinada com Pandemrix, a vacina para prevenção da Gripe A! O segundo em tão pouco tempo! E a grávida é de Ponte de Sor!

Quero acreditar que tudo aquilo foi uma coincidência do caraças, que não é nada derivado da vacina. Mas que preocupa, ai isso preocupa. Como preocupará todas as grávidas sujeitas à vacinação.

E que dilema terão que enfrentar! Ser ou não ser, eis a questão!

Tudo isto a juntar ao azar que acometeu o nosso Primeiro (tudo o que é um «super» processo judicial tem o seu nome agarrado, tal e qual como qualquer porcaria se cola aos nossos sapatos...) faz do nosso país algo «sui generis»!

Senão, vejamos:

Desde que se iniciou a vacinação a grávidas na Comunidade Europeia, já se registaram 7 mortes de fetos em grávidas sujeitas à vacinação: uma em França (que tem 64 milhões de habitantes), duas na Noruega (5 milhões) e QUATRO em Portugal (10 milhões)!

É mesmo para dizer:

As estatísticas tramaram-nos!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

PAIXÃO!!!


Se a pessoa que amas treme quando a abraças,

Se sentes os seus lábios ardentes como brasas,

Se a sua respiração se agita,

Se vês nos seus olhos um brilho febril...


...manda-a à fava, que ela tem Gripe A!!!!

.


segunda-feira, 27 de julho de 2009

Os Portugueses São Badalhocos?!

Desculpem lá o título, mas assim sei que chamei a vossa atenção.

A propósito do tema da actualidade - a Gripe A, ou H1N1 - resolvi fazer umas pesquisas sobre o assunto, uma vez que o crescimento das pessoas infectadas no nosso País tem subido de uma forma exponencial, tal qual como previram as autoridades internacionais de Saúde.

E pensei num dos actos mais normais de cumprimento na nossa sociedade, o «passou-bem».

Uma mão aperta outra, pode ser tipo «barbatana mole», tipo «apertão estrangulador»... Mas termina sempre da mesma maneira, é uma maneira de reconhecimento e cumprimento socialmente aceite.

A História diz-nos que a sua origem remonta aos tempos medievos, em que os homens se cruzavam e, manifestando que não se iriam antagonizar nem puxar da espada, demonstravam-no, esticando a mão com que habitualmente usavam a arma, a direita. (A gaita era quando eram canhotos, mas isso é outra história, para depois.)

Ao darem as mãos direitas, diziam claramente «olha podes estar descansado que eu não vou puxar a minha espada para ti», manifestando o caracter pacífico da coisa.

Hoje é um acto normal, corriqueiro. Cumprimenta-se um homem da mesma maneira que se cumprimenta uma senhora, excepto que com estas o aperto de mão é mais suave, recordando aquilo que os nossos antepassados faziam, o «beija-mão».

Pois bem, estamos em 2009, temos aí uma epidemia de Gripe A. E eu coloco a questão:

Será que todos vós se lembram se a pessoa que vos está a cumprimentar não terá saído duma casa de banho?

E com esta, vem outra questão:

Será que essa pessoa lavou as mãos antes de sair da casa de banho?

Claro que alguns sorriem, pensam «eu lavo sempre, não sou nenhum(a) badalhoco(a)!»

Mas a história não é bem assim!

Segundo uma pesquisa feita em Portugal em 2005/06, no âmbito do Inquérito Nacional de Saúde,

cerca de 25% dos Portugueses lava as mãos só uma vez por dia!

Outro inquérito desenvolvido pelo Hygiene Council revelou que

45% dos Portugueses não lavavam as mãos sempre que espirravam ou tossiam!

E ainda:

Um em cada dez (10 por cento) confessou que também não o fazia depois de ir à casa de banho!

É fácil fazer as contas, pelo menos no que aos cavalheiros diz respeito (falo por mim, claro). Quando, após ter feito... enfim, aquilo que me faz ir a uma casa de banho pública, lavo as mãos. Por vezes faço uma contagem mental de quantas pessoas saem sem fazer a sua higiene essencial. Por vezes conto 1... 2... 3... Experimentem fazer o mesmo. (não é necessário irem de papel e lápis e sentarem-se no WC a fazer a contagem...)

Outro estudo, este nacional, foi feito por alunos da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa, e centrou-se nas casas de banho de centros comerciais da Grande Lisboa. Os resultados foram assustadores:

22 por cento dos 150 inquiridos não lavaram as mãos depois de utilizar o quarto de banho!


"De acordo com a OMS, a proporção de pessoas que lavam as mãos com sabão ou sabonete em 'momentos críticos' (entendidos como após a utilização do quarto de banho, após a limpeza do rabinho dos bebés e antes da manipulação de alimentos) varia entre zero e 34 por cento", diz o mesmo estudo.


E essas pessoas, quando saem dos WCs, encontram o «olhó Agostinho, dá cá uma bacalhauzada...»

Pensem: e se por acaso houver por ali algum viruzito? Passa-se que é uma beleza!

E vou deixar para depois outra derivação muito interessante e preocupante da Gripe A: a sua (previsível) propagação no espaço escolar! Aí é que vai doer a sério!

Mas com esta não me tenho que preocupar! Já me safei da Gripe aviária... Sou um Papagaio sortudo!

(Atchim! Que altura parva para ter ido ao México...)