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terça-feira, 22 de junho de 2010

Ena, o que aí vem...

medo-2«Acompanho com curiosidade e alguma gozo o frenesim que tomou conta dos directores ameaçados de extinção dos cargos em consequência da fusão de agrupamentos escolares.

Sobra-lhes agora o nervosismo e a indignação que lhes faltou, em 2008 e 2009, quando os professores foram alvo do mais violento ataque de sempre à profissão docente.

Não me revejo no modelo de gestão escolar criado pelo decreto-lei 75/2008. Creio que a escola é uma organização que só tem a perder com um modelo de gestão profissionalizado.

A criação de mega-agrupamentos pode até trazer algumas vantagens pedagógicas para além da salutar e necessária redução na despesa pública. Entre as vantagens, destaco:

Um maior distanciamento físico e geográfico entre o director e os docentes que leccionam fora da escola-sede pode ampliar os espaços de liberdade pedagógica e reduzir o controlismo estéril e a perda de tempo dos processo de prestações de contas sob a forma de preenchimento de grelhas, actas e relatórios. Para a maioria dos professores o afastamento do director será uma benção.

A criação dos mega-agrupamentos, integrando estabelecimentos de todos os níveis de ensino, tornará inviáveis os chamados projecto educativos, projectos curriculares de escola e outra tralha curricular semelhante. A formatação da prática pedagógica fica mais difícil e os professores ganham em liberdade de actuação.

Sou a favor ao regresso a um modelo de gestão não profissionalizado e inteiramente democrático com os jardins de infância e escolas do 1º CEB a criarem agrupamentos horizontais com não mais de 1000 alunos por agrupamento gerido por um delegado escolar eleito por docentes, funcionários e pais por um período de 3 anos, renovável até ao limite de 9 anos.

Sou a favor da eleição de conselhos directivos, constituídos por 3 docentes, eleitos por docentes, funcionários e pais, sem direito a suplemento remuneratório, nas escolas dos 2º e 3º CEB e nas escolas secundárias com mais de 800 alunos e conselhos directivos com dois docentes nas escolas com menos de 800 alunos.

Estou, portanto, curioso, esperançoso e optimista com as consequências provocadas pela criação dos mega-agrupamentos. Ao menos, o processo veio pôr fim à paz podre, ao controlismo e à formatação pedagógica vigente. E abre-se uma porta por onde pode entrar ar fresco.»

Ramiro Marques, ProfBlog

quinta-feira, 17 de junho de 2010

No princípio era a lojinha de bairro...


...depois apareceram as primeiras mercearias e só depois os supermercados, espaçosos, iluminados e limpinhos. O passo seguinte foram os hipermercados e daí aos centros comerciais foi um passo. Mas a que se deve esta conversa comercial-económico-logista? Simples:

Há por aí uns zunzuns de que a nova moda na educação, os mega-agrupamentos estão aí a chegar! E Ponte de Sor não escapa à onda!

Por isso, não se admirem se, um dia destes, acordarmos, "juntinhos" à Escola Secundária, formando um hiper-mega-super-buereré-agrupamento!


Quando, há poucos anos, começaram a aparecer os primeiros agrupamentos, a nossa escola não foi logo «contemplada», mas não demorou muito. Como diz o povo, «demorou mas arrecadou». E nós sabemos que, quando estes primeiros ventos começam a aparecer pelos finais de um ano lectivo, de certeza que coisa boa não está para vir. Recebi há pouco um mail onde se refere um poste do ProfBlog, a propósito da criação dos mega-agrupamentos (desculpem lá, mas com o novo acordo ortográfico não sei se leva o hífen ou não!)

Reza assim:


O processo de criação dos mega-agrupamentos segue a bom ritmo e deve estar concluído até Dezembro de 2010. O processo é relativamente simples e não conta com a oposição dos professores. Muitos professores olham com regozijo para os mega-agrupamentos. Explicarei as razões no final do post.

O processo começou com conversações entre responsáveis da DRE, autarcas e directores. Segue-se a nomeação pela DRE de uma Comissão Administrativa Provisória. A CAP tem a missão de conduzir o processo a bom porto: fazer eleições para um Conselho Geral representativo de todas as unidades de ensino integradas no mega-agrupamento. Por último, o Conselho Geral elege o director do mega-agrupamento. Logo que o director tome posse, nomeia um subdirector e três adjuntos. Por regra, escolhe os adjuntos de forma a que todos os níveis de ensino fiquem representados na direcção do mega-agrupamento.

Está previsto que as escolas secundárias não integradas venham a ser as sedes dos mega-agrupamentos verticais. Logo aí, haverá uma poupança significativa em suplementos de direcção e em reduções de cargas horárias lectivas. Essa concentração provoca, por si só, uma redução da despesa pública não despicienda. Esse facto fará com que a medida tenha a concordância do PSD e do CDS. Será um processo, portanto, com futuro assegurado.

Mas tem também o apoio dos professores. Vou explicar:

Com a aplicação do Decreto-Lei 75/2008, registou-se um corte afectivo entre directores e professores. Os conselhos gerais representam mais os grupos de interesse exteriores à escola do que os docentes. E o director passou a ser visto como um representante local da administração educativa. Os professores detestam mais os directores do que o director regional da educação e mais este do que os secretários de estado ou a ministra da educação. Quem está mais próximo a exercer um poder que não é reconhecido como legítimo pelos professores é sempre o mais mal amado.

Para muitos professores é mais cómodo lidar com um director que está afastado geograficamente dos espaços físicos onde os professores trabalham. É isso que acontece com os professores que trabalham em unidades de ensino que estão geograficamente fora da sede do agrupamento.

Por outro lado, muitos professores olham para a perda de mandatos dos directores e adjuntos como uma vingança merecida. Colocaram-se contra os professores e agora têm o que merecem. É isso que muitos professores pensam. E é por isso que não levantarão um dedo contra a criação dos mega-agrupamentos.

Ramiro Marques, in ProfBlog

terça-feira, 15 de junho de 2010

«Se é Bom Observador...»

...era um passatempo muito conhecido no já extinto «Diário Popular». Consistia em descobrirmos as sete diferenças entre dois desenhos, que estavam frequentemente bem escondidas. Frequentemente, o jornal promovia concursos a nível nacional, com prémios bem deliciosos. Posso dizer-vos que um membro da minha família, dotado de «bom olho», ganhou uma máquina de lavar roupa!

Este desafio que vos faço é bastante mais fácil. Aproveitei um exercício/desafio lançado pelo jornal «i» e resolvi aqui partilhá-lo convosco.

É, nem mais, nem menos, comparar os antigos exames da 4ª classe de 1943 e as actuais provas de aferição do 4º ano, realizadas no mês passado.

Não pretendo demonstrar nada, apenas se trata de um exercício académico, com algo de nostálgico e engraçado. Eu, pelo menos, fartei-me de rir!

Para verem as provas de 1943 no tamanho total, cliquem na imagem para fazerem o download do documento.

(Uma dica do Papagaio: Como vão ver o documento pdf «deitado», experimentem fazer Ctrl+Shift+0 (zero), que ele roda no sentido dos ponteiros do relógio e fica mais legível)

port1943

mat43



Para compararem, experimentem ver as Provas de Aferição de 2010 de Português e Matemática.


Divirtam-se!

terça-feira, 1 de junho de 2010

A Escola na Noruega (1)

"As escolas, fazendo que os homens se tornem verdadeiramente humanos, são sem dúvida as oficinas da humanidade." (Comenius)

Comenius é a adaptação latina do nome de Jan Amos Komensky, professor e cientista checo que viveu nos séculos XVI-XVII. Comenius (vamos chamar-lhe assim) é considerado por muitos como o fundador da Didáctica moderna, cujas premissas se baseavam no seguinte:

  • Uma educação realista e permanente;
  • Um método pedagógico rápido, económico e sem fadiga;
  • Um ensinamento a partir de experiências quotidianas;
  • Um conhecimento de todas as ciências e de todas as artes;
  • Um ensino unificado.

Lembrei-me muito de Comenius aquando da minha visita ao 'País Onde A Noite Tira Férias Nesta Época Do Ano': a Noruega. Por vários motivos, um dos quais se deve ao programa da Comunidade Europeia que leva o seu nome e que permite a professores e alunos, visitar outras realidades diferentes.

E como é diferente o ensino na Noruega!


A Escola

A escola que visitámos, a Vikstranda Skole, em Vangsvik, é uma escola com vários ciclos de ensino, indo do 1º ano (1. klasse) até ao 10º. Já aqui falei dela, mas agora gostaria de referir alguns pormenores, comparando-a com a realidade que me é mais próxima: a Escola João Pedro de Andrade, com 2º e 3º ciclos (transitoriamente tambem com duas turmas de 1º).

A Vikstranda é um edifício com cerca de 40 anos. Está situada na entrada de Vangsvik, rodeada por bosques e montanhas, o que lhe confere uma aparência muito bela no Inverno, com os campos completamente cobertos por neve. Tem um campo de futebol exterior, um campo de futebol de 5 e uma piscina interior aquecida. Possui inúmeras oficinas de culinária, trabalhos manuais, carpintaria e outros ateliers onde os alunos experimentam as mais diversas facetas do conhecimento.


Alunos e Docentes

Tem 135 alunos, distribuídos pelos seus 10 níveis. O seu corpo docente é formado por 20 professores, nos quais se incluem o Director e um outro professor com o título de «Inspektor», que é muito diferente do conceito que temos de um inspector. Este tem como função zelar por tudo aquilo que diz respeito ao normal funcionamento da escola. Ou seja, circulação nos edifícios, bem estar dos alunos e docentes, eventuais situações de indisciplina (não vimos nenhuma enquanto por lá andámos!)…

Os restantes docentes asseguram as aulas das diversas disciplinas, trabalhando frequentemente com diversas disciplinas. No que diz respeito àqueles que mais de perto lidaram connosco, leccionam Inglês, Norueguês e Educação Moral, que é um pouco diferente do conceito da nossa Religião e Moral. Esta Educação Moral trata das diversas crenças religiosas e filosóficas, numa perspectiva de conhecimento. Também trata de áreas relacionadas com Educação Cívica, Prevenção Rodoviária, Primeiros Socorros…

No seu horário estão destinadas funções de «inspeksjon», ou seja, auxílio ao Inspector para manter a escola a funcionar em pleno, sem alunos a «laurearem a pevide» pelos corredores, a prejudicar quem quer trabalhar (mas onde é que eu já vi isto?). Como a escola tem um relevo muito diverso, há docentes que asseguram os corredores, outros o espaço exterior da escola, outros sítios igualmente sensíveis, como perto da água, etc.

Mas não vos quero transmitir a ideia de que a escola parece uma instalação militar... Os professores desempenham esta tarefa sem se dar por isso. E não nos devemos esquecer que a escola tem crianças dos 6 aos 16 anos.


O Director

A função do Director daquela escola ultrapassa em muito a função do Director nas escolas portuguesas. Assim, no caso de um professor faltar, é ele o primeiro a avançar para a substituição do docente faltoso. Já imaginaram isso acontecer cá para as nossas bandas? Perguntei-lhe o que ele pensava do caso, explicando-lhe as ‘particularidades’ das nossa substituições (ficou de cara à banda!). E para minha surpresa (ou talvez não), o Director, Ulf Fredriksen referiu que era muito importante para si poder substituir qualquer docente faltoso, visto que lhe permitia manter contacto com as aulas e com os alunos, não se verificando qualquer ‘divórcio’ com a realidade. Aí, valente!

Quanto ao seu trabalho, referiu que ele é o responsável máximo da escola, assegurando-se de que nada falte aos seus docentes. A função destes é o principal a seguir.

E sabem que mais? Esta deixou-me de boca aberta:

Se um professor (que não o Director) avançar para uma substituição, recebe mais 100%! Isso mesmo: recebe uma hora extraordinária! Soa-vos familiar?


Turmas

As turmas são pequenas, em virtude de não haver muitos alunos. Mas mesmo nas restantes salas, o número máximo de alunos anda à volta dos 20 alunos. Ali, na Vikstranda, o número maior de alunos era de 17! E era uma turma grande!

Admirei-me imenso quando vi que, na sala de muitas turmas, os alunos não estavam todos presentes. A razão? Muito simples. Há sempre um grupo de alunos (rotativo) que, em determinadas tardes se apresentam em Vangsvik, onde são distribuídos por diversas lojas, escritórios e repartições. assim, todos os alunos experimentam uma tarde no consultório do dentista, outra no talho, outra nos correios... Devo referir que, na entrevista que nos foi feita, a «jornalista» era uma aluna de cerca de 16 anos, que se encontrava naquela semana a prestar trabalho no jornal local! E que tal para ensino vocacional?

segunda-feira, 10 de maio de 2010

«Dicas para melhorar o clima da escola»

O Ramiro Marques, no seu ProfBlog, continua a ser uma das referências do Papagaio.

Ultimamente, tem-nos brindado com um conjunto de dicas, algumas daquelas que nos fazem pensar e meditar, reconhecendo-nos nós em tantas e tantas delas.

Uma delas tinha o nome de

«Dicas para melhorar o clima da escola»


oito indicadores de clima da escola e o director pode ajudar a melhorar todos eles:

Respeito: todos os membros da escola devem ser tratados com respeito e consideração.

Cuidar: todos devem preocupar-se com todos e cada um deve estar interessado no bem-estar dos outros.

Moral: há sentimentos positivos acerca das tarefas assumidas e o nível de confiança é elevado.

Oportunidade para fornecer ideias e sugestões: o director estimula os professores a darem ideias para melhorar o clima

Crescimento académico e pessoal: reconhece-se a todos a possibilidade de desenvolvimento profissional.

Inovação: a escola está aberta a mudar o que está mal ou funciona menos bem.

Coesão: todos partilham a mesma visão educativa e a missão da escola.

Confiança: há frontalidade, verdade e confiança mútua.


Como é que o director afecta o clima da escola?


Mostra que é responsável por tudo o que acontece na escola.

Não se esconde no gabinete. Tem uma presença forte e visível na escola.

Conhece os alunos e os professores.

Comunica regularmente com os professores e os alunos.

Faz reuniões curtas, positivas e produtivas.

Conhece as necessidade dos professores e dos alunos.

Preocupa-se em dotar a escola de um ambiente físico atraente, limpo e seguro.


workplace_feel_good

quarta-feira, 5 de maio de 2010

«Estatuto do Aluno discutido hoje no Parlamento»

Retirado do «Público»:


Governo quer excluir retenção por faltas

Estatuto do Aluno é hoje debatido no parlamento

As propostas de alteração ao Estatuto do Aluno apresentadas pelo Governo, pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP são discutidas esta tarde no parlamento.
PSD propõe expulsão de alunos

A proposta do Governo é a única que exclui a retenção por faltas.

A votação na generalidade dos projectos deverá ocorrer na sexta-feira, sendo provável que todos baixem à comissão de educação.

Os projectos do PSD e do CDS/PP foram apresentados no mês passado, encontrando-se já naquela comissão parlamentar, a quem competirá analisar as várias propostas e tentar chegar a um documento de consenso.

O PÚBLICO apresenta aqui uma síntese tanto do Estatuto ainda me vigor, aprovado em 2008, como das propostas de alteração apresentadas.

Limite Faltas Injustificadas

- Estatuto em vigor: Duas semanas no 1º ciclo ou o dobro dos tempos lectivos semanais nos restantes

- Proposta Governo: Mantém

- PSD: Mantém

- CDS/PP: Mantém

- BE: Três semanas 1º ciclo, triplo de tempos lectivos semanais, por disciplina nos outros

- PCP: Mantém. Deixam de existir faltas de material.

Efeitos das faltas

- Estatuto em vigor: quando o aluno ultrapassa limite de faltas pode ser sujeito a medidas correctivas. Deve realizar uma prova de recuperação. Se não obtém aprovação, o conselho de turma determina o cumprimento de um plano de acompanhamento, com a realização de uma nova prova. Pode também determinar a retenção do aluno, quando estiver no básico, ou a sua exclusão, se frequentar o secundário. Com a aprovação na prova retoma o seu percurso normal, podendo as faltas ser relevadas.

- Proposta do Governo: Quando um aluno apresenta excesso de faltas deve ser objecto de medidas de diferenciação pedagógica. Quando ultrapassa o limite, a escola deve promover a adopção de medidas cautelares ou disciplinares.

- PSD: A escola pode aplicar medidas disciplinares aos alunos faltosos; quando estes ultrapassam o limite deve ser proposto um plano de acompanhamento especial. Quando o aluno recusar este plano, o conselho de turma pode decidir a sua retenção ou exclusão.

- CDS/PP: Quando o limite de faltas for ultrapassado os alunos têm que ser sujeitos a um plano individual de trabalho. Este só poderá ser aplicado uma vez no decurso de cada ano lectivo e realiza-se em período suplementar ao horário lectivo. Se o aluno não cumprir, director pode propor frequência de um percurso alternativo. O incumprimento reiterado do dever de assiduidade determina, no ensino básico, a retenção e no secundário a exclusão

- BE: quando o aluno dá faltas injustificadas a escola pode aplicar uma medida disciplinar; quando ultrapassado o limite deve ser ponderada uma das seguintes medidas: cumprimento de um plano de acompanhamento, retenção do aluno (só com parecer positivo do conselho de turma disciplinar); sinalização à equipa multidisciplinar

- PCP: Escola pode aplicar medidas disciplinares aos alunos faltosos, quando atingido o limite deve ser adoptada um dos seguintes procedimentos – cumprimento de plano de acompanhamento; retenção do aluno.

Medidas disciplinares

- Estatuto actual: Vão dar ordem de saída da sala de aula à transferência de escola, passando pela realização de tarefas e a suspensão até 10 dias úteis. A suspensão preventiva só pode ser decidida no momento da instauração do procedimento disciplinar e o seu prazo máximo é cinco dias úteis.

- Proposta do Governo: A competência para determinar as medidas disciplinares é sobretudo do director. Tempo máximo de suspensão preventiva passa de cinco para 10 dias úteis. Ao aluno que for alvo desta medida deve ser providenciado, pelo Ministério da Educação, apoio médico e psicológico. Reintroduz a “repreensão” como medida cautelar e estabelece que, fora da sala de aula, “qualquer professor ou membro do pessoal não docente tem competência para repreender o aluno”. Fixa um prazo máximo de 20 dias para a conclusão do procedimento disciplinar, sob pena de caducidade deste.

- PSD: A competência para determinar as medidas disciplinares é sobretudo do director. A realização de trabalho comunitário pelos alunos pode ser também a favor de instituições de solidariedade social. Introduz a obrigação de reparação dos danos provocados no património escolar e acrescenta a expulsão da escola como medida a aplicar quando, face a um aluno que perturbe gravemente o funcionamento da escola, se constate não haver outro moído de procurar responsabilizá-lo. A suspensão preventiva tem um prazo máximo de cinco dias.

- CDS/PP: A competência da determinação de medidas é, na maior parte dos casos, do director. Introduz a obrigação de reparação dos danos provocados no património escolar. A suspensão preventiva não pode ultrapassar os cinco úteis.,

- BE: A determinação das medidas é, na maioria, competência do conselho de turma disciplinar. É introduzida a advertência, mantendo-se as outras já previstas. O director pode suspender preventivamente o aluno, mas a medida tem que ser apreciada pelo conselho de turma disciplinar, no dia seguinte ao da sua aplicação, podendo ser levantada por este.

- PCP: Desaparece a mudança de turma, introduz-se a realização de trabalhos suplementares com peso avaliativo.

Equipas de apoio

- PSD: Todos os agrupamentos devem ter uma equipa multidisciplinar, liderada por um psicólogo, que tem como competências entre outras, assegurar a articulação com a Comissão de Protecção e Crianças e Jovens, promover medidas de integração do aluno na escola e elaborar, em conjunto com director de turma, planos de acompanhamento para os alunos faltosos, e coordenar sessões de capacitação parental.

- CDS/PP: São criados prémios de mérito. Poderão existir majorações do apoio social escolar em função dos resultados escolares.

- BE: Cada agrupamento conta com uma equipa multidisciplinar, constituída por professores, psicólogos, mediadores, técnicos do serviço social. Entre as competências da equipa figuram a elaboração de um diagnóstico individualizado de um plano de recuperação ou de integração do aluno

- PCP: Criação em todos os agrupamentos de um gabinete Pedagógico de Integração Escolar que tem como competências, entre outras, o acompanhamento da execução de medidas disciplinares e o acompanhamento social e pedagógico do aluno

Encarregados de educação

-PSD: O não cumprimento dos deveres estipulados para os encarregados de educação pode determinar a frequência de sessões de capacidade parental e/ou a prestação de trabalho a favor da comunidade escolar por parte daqueles. Se não o fizerem, director da escola deve participar às autoridades judiciais.

-CDS: A violação, pelos encarregados de educação, da obrigação de zelarem pelo cumprimento do dever de assiduidade dos seus educandos, pode determinar a redução das medidas de apoio escolar,

Professores

- Proposta do Governo: Estabelece-se a obrigatoriedade de participação “de comportamentos susceptíveis de constituir infracção disciplinar".

-PSD: os factos participados pelo professor gozam de presunção da verdade

-CDS/PP: agressões contra professores, no exercício das suas funções, determinam o agravamento das penas.


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O meu COMENTÁRIO:

Desculpem lá, mas se não fosse tão grave o desacerto e descontrolo que grassa nas nossas escolas, isto até dava vontade de rir!

Ainda não consegui digerir bem as diferenças e semelhanças entre as várias propostas (prova sde aferição 'oblige'...), mas fartei-me de rir com esta proposta do Governo. Ora atentem:

(...) Tempo máximo de suspensão preventiva passa de cinco para 10 dias úteis. Ao aluno que for alvo desta medida deve ser providenciado, pelo Ministério da Educação, apoio médico e psicológico(...)

«Apoio médico e psicológico», não sei se estão a ver...

Até me mete nojo os políticos do nosso Governo!

O aluno agride, o aluno ofende, o aluno fura os pneus do carro do profe, o aluno faz tudo o que lhe dá na gana... e recebe «apoio médico e psicológico»?!

E os professores, serão sempre o fundo da escala?

E os Encarregados de Educação, quando terão uma política séria de responsabilização?


No Comments!!!


segunda-feira, 26 de abril de 2010

Boa Semana!

Sou um ‘consumidor’ dos textos de Ramiro Marques, que considero um dos melhores exemplos da blogosfera que melhor representa o sentir da classe dos professores.


Não concordo com tudo o que ele escreve, mas tem, no seu blogue ProfBlog dos melhores textos sobre educação que foram escritos nos últimos tempos.


Agora deu ao Ramiro apresentar dicas sobre vários aspectos da função de Professor e este, assim que o li, disse-me qualquer coisa.


Versa a função e o papel do Director e reza assim:


Dicas para directores: como promover um bom clima de escola?


Dica #1: Não se refugie no gabinete, circule pela escola e seja visto todos os dias;


Dica #2: Não admita que os pais e os alunos digam mal dos professores sem terem razão para tal;

Dica #3: Lembre-se disto: você vai trabalhar com os pais durante dois ou três anos, mas tem de trabalhar com os professores uma vida inteira;


Dica #4: Quando as coisas correm mal, seja o primeiro a assumir as responsabilidades e o último a colher os louros das coisas bem sucedidas;

Dica #5: Nunca encubra uma situação de indisciplina grave, bullying ou agressão.


Imagem retirada do blogue "Movimento Escola Pública"

domingo, 11 de abril de 2010

Onde é que eu já vi isto?

Do blog do Ramiro Marques, deparei-me com este texto, que me provocou assim a modos que um «déjà vu».

De nome «Ambientes escolares frouxos potenciam o bullying», reza assim:

bullying
«Ambientes escolares frouxos potenciam o bullying.
Verifique se a sua escola está organizada para promover o bullying.

Há uma relação directa entre ambiente escolar frouxo e a ocorrência de bullying. Uma boa forma de verificar se a sua escola está organizada para promover o bullying é percorrer as situações descritas a seguir e anotar aquelas que estão presentes na sua escola:

Baixo moral dos professores e funcionários


Alta rotatividade dos professores


Não há padrões de comportamento pré-estabelecidos


Cada professor tem os seus critérios de disciplina


Não existe um código de conduta explícito


Existe um código de conduta que integra generalidades e não aponta sanções


Falta de limpeza nas salas, corredores e recreios


Falta de funcionários para supervisão dos corredores, banheiros e pátios


Os novos alunos não são acompanhados e apoiados nem por alunos mais velhos nem por docentes


A escola tem paredes grafitadas e ninguém se preocupa em limpá-las


Não há orientações claras para lidar com incidentes relacionados com o bullying


Os funcionários e os professores ignoram os insultos e as agressões com medo de represálias


Se a sua escola tem mais do que duas destas situações, é provável que esteja organizada para promover o bullying.»
.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Mas isto está tudo maluco ou quê?!

in DN, 26.Março.2010

Estudo: Alunos só se sentem seguros se tiverem armas

por ANA BELA FERREIRA

Estudo: Alunos só se sentem seguros se tiverem armas

Trabalho patrocinado pela OMS mostra que estudantes que usam X-actos e canivetes nunca têm medo.


Na escola E B 2, 3 de Vialonga, é comum professores, alunos e famílias sentarem-se à mesa para um almoço de turma. Para aproximar os pais da escola, responsabilizando-os pelo sucesso dos filhos, foi ainda criado o gabinete de apoio onde são acompanhados problemas sociais. Já que este tipo de problemáticas se reflecte no aumento de violência nas escolas, indica um estudo patrocinado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).


O mesmo estudo, a que DN teve acesso, refere que os alunos violentos que usam armas (x-actos e navalhas) na escolas portuguesas são os que se sentem mais seguros. A violência entre alunos afecta 80% das escolas analisadas.

(para lerem o resto da notícia, vão aqui)


COMENTÁRIO:

* Mas parece que anda tudo maluco!

* É isso mesmo: Dêem ideias aos nossos alunos. Pistolas, facas… Serão o antídoto perfeito para o "bullying"!

* Já só faltam detectores de metais à entrada das escolas! Como na América!

* Quem sabe, depois do Big Brother ter chegado às escolas, com aquela video vigilância toda modernaça, quem sabe o novo passo serão os detectores de metais!

* E termino como comecei: será que está tudo doido? Ou serei eu que já estou velho para isto?


O P.T.E.(*) em acção na minha escola!


(*)P.T.E. = Plano Tecnológica da Educação

segunda-feira, 8 de março de 2010

Sobre Bullying...

Facto: Uma criança encontra-se desaparecida depois de se ter suicidado, farta de ser maltratada por colegas da sua escola.

Facto:
Os professores e restante comunidade não soube/pode agir de modo a evitar uma morte sem sentido.


Facto: O principal responsável deste estado de coisas dá pelo nome de Lei 3/2008, vulgo Estatuto do Aluno.

Quantos de nós, professores, não nos vimos no papel ingrato de resolver um processo disciplinar, sem nenhum conhecimento nem preparação para tal?

Como pode um docente de Matemática, Educação Musical, Religião e Moral, sem qualquer conhecimento de direito, como pode resolver verdadeiros labirintos de leis, recomendações, portarias, com o último e único objectivo de "não prejudicar muito o menino"?
Senão, vejamos:

Ao abrigo da lei nº 3/2008 de 18 de Janeiro, «Todas as medidas correctivas e medidas disciplinares sancionatórias prosseguem finalidades pedagógicas, preventivas, dissuasoras e de integração, visando, de forma sustentada, o cumprimento dos deveres do aluno, a preservação do reconhecimento da autoridade...e prosseguem igualmente, para além das identificadas no número anterior, finalidades punitivas

Finalidades pedagógicas? Pois, está bem.

Finalidades punitivas? Hmmm... Não sei, não. Ora vejamos:

Após o processo de averiguações, o aluno pode ser sujeito a “medidas correctivas” ou, se os factos forem provados serem graves, a “medidas disciplinares sancionatórias”.

As “medidas correctivas” vão desde uma simples advertência e têm como pena mais grave, a mudança de turma.

Quanto às “medidas disciplinares sancionatórias”, estas poderão ser uma simples repreensão, uma repreensão registada, a suspensão até 10 dias úteis, a transferência da escola ou a simples expulsão.

Qualquer leigo nas legislações escolares pensaria de imediato: «Óptimo! Os professores têm aqui material para actuarem!»

Só que...

As medidas que qualquer director poderá executar só vão até à suspensão do aluno até 10 dias.
Quanto às outras, mais raras e difíceis de pôr em prática, estão reservadas a quem não trabalha “in situ”, isto é, não tem a escola como meio de trabalho. Será o Director Regional de Educação que terá o poder de poder transferir o aluno de escola, desde que (sim, há sempre um "desde que") «quando estiver assegurada a frequência de outro estabelecimento de ensino e, frequentando o aluno a escolaridade obrigatória, se esse outro estabelecimento de ensino estiver situado na mesma localidade ou na localidade mais próxima, servida de transporte público ou escolar.»

Quanto à expulsão, também a cargo do Director Regional de Educação, «...pode, nas situações referidas no nº 2 mas em que se verifique uma particular gravidade, ser aplicada a alunos abrangidos pela escolaridade obrigatória, desde que esteja assegurada a transferência de escola, nos termos do artigo 32º »

E o que é que todo este imbróglio cria?


Indisciplina; Violência; Bullying!

Porque os meninos são intocáveis, não podem ser responsabilizados, coitadinhos!

Por mim, toda esta problemática só poderia ser resolvida com uma medida tão simples e fácil, que o resultado só poderia melhorar o ambiente das nossas escolas.

E qual é essa medida?

Simples: Responsabilizar os pais, criminal e financeiramente: nos rendimentos mínimos (essa praga sem rei nem roque), nos subsídios, em última instância, nos vencimentos. Economicamente! Nos bolsos!


Há quem chame a estas medidas fascistas. Olhem, sabem que mais? Estou-me bem lixando!


E continuo danado:

algures em Mirandela, nas margens do rio Tua, uma família chora o seu filho.


Leandro poderá ter feito mais pela consciencialização deste problema do que um autocarro de pediatras e pedo-psiquiatras!


Mas com um preço demasiado elevado!

«Não é o sofrimento das crianças que se torna revoltante em si mesmo, mas sim que nada justifica tal sofrimento.»
Albert Camus

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Brrrrrr....



Entre o tiritar de frio (hoje estavam -1.5º à entrada da escola...), os últimos trabalhos corrigidos e respectivas avaliações, instalou-se em mim uma preguiça blóguica que não augura nada de bom!

Pois é, o anticiclone dos Açores deve ter feito das suas, pois não está a trabalhar devidamente. Não bastava esta frente fria e ainda por cima tinha que mandar aquela enxurrada autêntica dos céus para os pobres dos ilhéus... Apetece dizer que «santos da casa não fazem milagres»... ou então «já não se fazem anticiclones como antigamente»!

À custa da H1N1, as escolas são um autêntico tratado de palermice. Senão, vejamos.

Há colegas muito «cuidadosos» que adoram abrir janelas por dá cá aquela palha. Dizem que os virus não se propagam no frio! (e sempre podem ir dar uma voltinha lá fora, digo eu)

Claro que todos sabemos isto, mas deviam verificar a outra face da questão: os miúdos andam a cair que nem tordos com... (não, não é a gripe A, felizmente) simples constipações!

São mais que muitos. 2, 3, 6, 7 por turma. Basta interrogarem quem com eles convive diariamente.

Enfim, paranóias dos deuses!

Valha-nos o novel folhetim dos dentes partidos de Berlusconi. Humanamente, condeno. Politicamente, ele já as andava a pedir! Há muito tempo!


PS: Quanto tempo falta para acabar os 30 dias? Serão dias úteis? Mistérios... Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos.

sábado, 21 de novembro de 2009

Sobre aulas de substituição e tudo...

Da Blogosfera e mais concretamente do Profblog, respingo este post da autoria de Mmottamoreira que concordo e subscrevo:


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Vamos ao que realmente interessa? Da inutilidade pedagógica das actividades de substituição

21.11.09 Publicada por Ramiro Marques
Muitos não compreenderam que o que aconteceu até hoje foi uma estratégia intencional do ME desviar as atenções da opinião pública e dos próprios professores par as questões (secundaríssimas) da ADD. Os objectivos foram parcialmente cumpridos: Pouparam-se uns milhões e, sobretudo, correu-se com alguns milhares dos professores mais experientes (com tudo o que isso significa) para fora do sistema.

Neste momento dou de barato a inoportunidade e o desconhecimento que levou a um formidável ataque lançado (por colegas) contra os coordenadores, os titulares, os Conselhos pedagógicos, as CCAD... enfim. As escolas ficaram mais pobres e essa perde é irrecuperável. Por isso não me apetece cantar vitória. Mas passemos ao que interessa.

Enumero de forma breve:

- A necessidade urgente de revisão dos horários dos professores, separando claramente as águas turvas da componente lectiva e não lectiva. A paranoia da sala de aula, em desfavor dos tempos informais de escola, tão importantes como os primeiros. A este propósito um dia apresentarei algumas contas do número de aulas de substituição e acompanhamento que os titulares tiveram que assegurar e continuam a assegurar. O imenso vazio destas aulas, o "desaprender", o potenciar a indisciplina.

- A indisciplina e a violência a ela associada (bem sei que há escolas e escolas...). Com ou sem estatuto do aluno, esta questão tem que ser prioritária.

- Os apoios educativos, que devem ser repensados de raiz.

- As condições de aposentação dos professores

- ...

Feito isto, veremos que, afinal, o filme "Professores à beira de um ataque de nervos" está quase a ser estreado. E a culpa não é da ADD nem dos titulares.

Cá estaremos para ir vendo.

Mmottamoreira


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Da caixa de correio...


EU TAMBÉM TIVE UM SALAZAGALHÃES !!

...e se era apanhado a limpar o "écran" com a manga da camisola, levava um "calduço".

...e se me queixasse em casa de que a professora me tinha dado umas reguadas (raramente o fazia e apenas se merecidas) ainda levava mais.

... e as escolas tinham um aspecto limpo (que ajudávamos a manter aos sábados de manhã - não era considerado trabalho infantil) não tinham grades nem sequer muros altos, e tinham uns canteiros de flores a que retirávamos as ervas daninhas uma vez por outra, sob orientação do/da professora também aos sábados de manhã. Chamavam-se actividades circum-escolares....

...e não havia processos de alunos e/ou pais contra professores que eram muito respeitados, por ajudarem a educar os filhos.

domingo, 1 de novembro de 2009

Avaliações à la carte?!



Recebi, durante este fim de semana, um comentário a um poste aqui do Papagaio, do meu (minha?) leitor (a?) J.A. que, por tão interessante e actual, reproduzo aqui.

Sem mais delongas e com os devidos créditos ao citado amigo, aqui vai.

ME no seu melhor:

Avaliação de desempenho dos

membros das direcções executivas


Foi publicado hoje a Portaria n.º 1317/2009. D.R. n.º 204, Série I de 2009-10-21 que estabelece um regime transitório de avaliação de desempenho dos membros das direcções executivas, dos directores dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário e, bem assim, dos directores dos centros de formação de associações de escolas.


Gostaria de realçar o seguinte:


A avaliação do desempenho dos docentes abrangidos pela presente portaria é efectuada mediante a ponderação do seu currículo.

* Habilitações académicas - 10 %;

* Habilitações profissionais - 25 %;

* Formação profissional - 25 %; (não interessa a classificação só o n.º horas)

* Experiência profissional - 40 %.


Escala de avaliação (artigo 4º)


* Excelente: de 4,5 a 5 valores (Se convertida na escala de 10: de 9 a 10 valores);

* Muito Bom: de 4 a 4,4 valores (Se convertida na escala de 10: de 8 a 8,8 valores);

* Bom: de 3 a 3,9 valores (Se convertida na escala de 10: de 6 a 7,8 valores)

Para a generalidade dos professores esta escala é de de 6,5 a 7,9 valores.

* Regular: de 2 a 2,9 valores (Se convertida na escala de 10: de 4 a 5,8 valores);

* Insuficiente: de 1 a 1,9 valores (Se convertida na escala de 10: de 2 a 3,8 valores).


Vamos a um exemplo:


Um professor que em termos dos parâmetros definidos tem sempre o número de pontos inferior (3 pontos*10% + 2 pontos*25% + 3 pontos*25% + (2*50% + 2*25% + 2*25%)*40% = 2,1) tem uma classificação regular porque a ponderação final dá 2,1 valores.


Então o parâmetro insuficiente só lá está para enfeitar?


A componente lectiva não é um parâmetro a considerar para a aplicação do Muito Bom ou Excelente?


Neste diploma mesmo que o membro da direcção executiva dê aulas este facto não é considerado.


E os objectivos onde entram?


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