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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo?

 

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2011 está aí à porta (é já amanhã!), o que quer dizer que, segundo os antigos Maias, temos quase dois anos para nos prepararmos para o fim do mundo! Será no dia 21 de Dezembro de 2012 que terminará um ciclo de 5125 anos do calendário Maia e que marcará um cataclismo de bíblicas proporções e que irá arrasar todo o planeta e arredores!

Será assim? Quanto aos fins do mundo, já tive a minha conta. Ainda era petiz e havia sempre um iluminado (ou “illuminati”, segundo os seguidores das teorias mais modernas dos códigos davincianos…) que se lembrava de analisar as suas cartas astrais (ou outros suportes pseudocientíficos) e concluir que desta é que era, que o mundo ia mesmo acabar. Depois, já se sabe, no dia D, as pessoas iam trabalhar, às suas vidas e tudo seguia como dantes.

Mas e 2011? Como ficamos?

Pessoalmente, 2010 foi uma no de m… muitas coisas pouco boas, a todos os níveis. Vá lá, que o meu Benfica safou-se, foi campeão e mostrou que está aí para as curvas! Agora, quanto ao resto, foi muito pouco agradável, quer a nível pessoal, profissional, social e local.

No aspecto pessoal, quando a saúde de alguém da nossa família se ressente, a família toda adoece.

No aspecto profissional, sinto-me cada vez mais defraudado por ser professor. Todos sabemos como tem sido o ataque continuado à nossa classe, pelos serviços centrais e ministeriais e também, imaginem, a nível local. Nunca me custou tanto ir todos os dias para a escola, dar as minhas aulas, encarar os meus alunos… Que serão os menos culpados no meio disto tudo, uma vez que serão o elemento mais… digamos, puro, no meio desta equação imensa que é o ensino em Portugal.

Mas por detrás de cada aluno temos os pais, que nem sempre nos ajudam da melhor maneira (e às vezes não nos ajudam mesmo nada!). Temos os órgãos directivos que, mandatados pelo poder central, se mascaram de tal forma, que acabamos por crer que ali está alguém que “pertence” mesmo ao Ministério e se esquece que ser professor não é seguir “às cegas” tudo o que é emanado da 5 de Outubro, pois os professores não são máquinas não pensantes, sem coluna vertebral… E que depressa se esquecem que, também eles, são professores! E que estão ali a prazo! E que um dia terão de regressar às salas e ginásios e dar as suas aulas!

No aspecto local, vejo a minha cidade a definhar a pouco e pouco. As únicas lojas e comércios novos que aparecem são dos chineses, e isto sem fazer nenhum juízo de valor.Vejo o número de desempregados a aumentar, as fábricas, lojas, comércios a fecharem.

Olhemos para a Avenida da Liberdade, cartão de visita de quem vem à nossa cidade. Olhemos para as lojas que a formam: se quisermos encontrar o centro da cidade, teremos que considerar um espaço cada vez mais reduzido, entre o jardim e o Banco Santander. De resto, algumas lojas que resistem, muitos espaços fechados e à espera de novos dias e investimentos…

E o desemprego… “ah, pois, é a crise, a culpada, a maldita…”

A crise?! E o descontrolo e incompetência deste socrático governo, a prazo e sem rei nem roque, a trabalhar a balões de oxigénio?

Farei feriado no dia em que Sócrates sair! Pela porta pequena, que é o que ele merece!

E Ponte de Sor?

O Público de hoje traz um artigo interessante, da Lusa, que refere que

«Quase todos os operários da Delphi em Ponte de Sor continuam no desemprego.»

E mais adiante, refere:

«Um ano depois de a Delphi, em Ponte de Sor, no distrito de Portalegre, ter fechado as portas, a quase totalidade dos antigos operários da fábrica continua no desemprego e sem perspectivas de arranjar um novo posto de trabalho.»

«”A maioria dos meus colegas [cerca de 98 por cento] continua a receber o fundo de desemprego e não têm nenhuma perspectiva de arranjar um novo trabalho”, explicou à agência Lusa o antigo porta-voz dos trabalhadores, Francisco Godinho.» (…)

Se quiserem ler o artigo completo, é só clicarem no título da notícia que irão lá ter.

Mas deixemo-nos de lamúrias.

O Papagaio Daltónico deseja a todos os seus leitores e amigos

★ Bom Ano !!! ★* 。* • ˚* ˚ ˛ ˚ ˛ •˚ ˛ •˛•˚ ˛ •˛•˚ ˛ •˛•
° 。 ° ˚* _Π_____*。*˚*。*˚*。*˚*。*˚
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˚ ˛ •˛• | 田田|門|
★ Feliz Ano Novo ★
˛ ˚ ˛ •˚ ˛ •˛•˚ ˛ •˛•˚ ˛ •˛••˛•˚ ˛ •˛•

2011

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Brevemente, num caixote de lixo perto de si...

Sr. primeiro-ministro: estão a comer do caixote do lixo à minha porta!

Só quando levamos uma estalada visual acordamos para o efeito devastador que a crise pode ter numa família e na sociedade em geral. Sr. primeiro-ministro: faça alguma coisa porque a culpa é sua.

Diariamente são anunciados milhares de novos casos de pobreza extrema e pedidos de ajuda desesperados. Mas por vezes são precisas mais do que meras palavras para constatarmos que de facto o país está a mudar. E começa na porta ao lado da nossa. Na nossa rua. Na cidade, vila ou aldeia que habitamos.

Tive oportunidade de observar a crise de forma quase "impressionista", como um quadro a prender-me de forma violenta, cujas pinceladas fortes e cores agressivas transmitiram uma mensagem que me fez colar literalmente ao chão. Entrei numa realidade que julgava sobredimensionada, pintada com outras cores por quem nos governa, com tonalidades bem mais suaves. Entretidos que estamos na nossa vida diária, alheados e mergulhados em problemas muitas vezes comezinhos, esquecemo-nos de ver. Olhamos, mas não vemos.

Mas eu vi. Pouco deveria passar das 23h30. Passeava o cão no jardim fronteiro ao prédio quando um automóvel parou junto ao parqueamento. As pessoas que saíram da viatura não me conseguiam ver. A rua estava deserta. Um casal e um rapaz, não deveria ter mais do que 6 anos. Uma família como qualquer outra. Aproximaram-se a medo dos caixotes. Um a um, foram recolhendo lixo alheio. Lixo que para esta família parecia servir. O rapaz colocou vários sacos na bagageira até que algo o fez parar, saltando apressado para o banco traseiro da viatura. Espreitou pelo vidro. Estavam os três a olhar para mim. Senti a vergonha deles por terem sido avistados e a minha por não saber reagir. Fiquei sem chão.

Senhor primeiro-ministro: quando o ouço falar em energias renováveis tenho vontade de regurgitar. Quando ouço Vexa falar de progresso, de crescimento e desenvolvimento, de um Estado Social e de solidariedade: regurgito mesmo. Quando o voltar a ouvir falar em sacrifícios vou-me lembrar sempre do que vi nos olhos de um garoto, que é certamente muito mais homem do que muitos homens. E não me vou esquecer de si, do mal que tem feito ao país e que continua a fazer impunemente. O tempo o julgará, já que a Justiça está visto que não pode fazê-lo.

PS: as traseiras dos hipermercados deste país são nos tempos que correm, em alguns dias da semana, quase tão movimentadas como o interior dos mesmos. Sugiro ao Senhor primeiro-ministro uma visita a estes locais em vez de andar por aí a visitar fábricas que exportam rolhas para a China e portáteis para a Venezuela. Ou será que não quer ver o país real? O país que o senhor ajudou a construir. Ou devo dizer destruir?

Tiago Mesquita in blogue «100 Refens», aqui

terça-feira, 7 de setembro de 2010

E a «festa» continua…

Será que a rambóia não pára?

delphi 

subercentro

dynaero

 

Delphi… Subercentro… Dyn’Aero…

Onde estão os 250 mil empregos prometidos pelo «paladino da verdade» que dá pelo nome de José Sócrates?

E os últimos números do desemprego não são nada agradáveis: já vamos em 11% (ONZE POR CENTO, para aqueles que têm difículdades em ler números…), ou seja, 600 mil portugueses sem emprego

E Ponte de Sor? Será que o investimento no turismo significa encerrar empreendimentos turísticos nos quais foram «enterrados» milhões? Como o «Charcas Lagoon»? Enquanto nascem outros autênticos «elefantes brancos» como o empreendimento da «Panela»?

Mas será que há alguém no seu perfeito juízo que veja viabilidade naquele monstro?

Sinceramente, não compreendo o investimento da nossa Câmara! Mas isto sou eu, que sou sempre do «contra»…

Vá lá que, pelo menos, temos palmeiras novas junto ao estádio municipal!!! Para substituir as que morreram. Ou não nasceram!

 

Hoje, in Público:

Fabricante de aeronáutica francesa apoiada pelo Estado entra em insolvência

A companhia Dyn'aero recebeu 1,7 milhões de euros da AICEP e estava prestes a garantir um novo incentivo da Agência de Inovação. Grupo Amorim era parceiro do projecto.

Quando a Dyn'aero chegou a Portugal, em 2001, e instalou em Ponte de Sor um projecto inovador para construir um avião completo, recebeu o apoio do Estado. As verbas a atribuir, inseridas no Programa de Incentivos à Modernização da Economia (Prime), chegavam aos três milhões de euros. O grupo francês recebeu uma parte significativa deste dinheiro e preparava-se para receber um novo fundo, desta vez da Agência de Inovação. A AICEP não acredita na recuperação.

Considerada empresa inovadora, com projectos badalados (como a construção de um avião com componentes em cortiça), a Dyn'aero viu-se obrigada a requerer a insolvência ao Tribunal do Comércio de Lisboa, alegando "que não tem meios financeiros suficientes para proceder ao pagamento das obrigações vencidas", lê-se na sentença judicial de 26 de Agosto. O grupo já tinha recorrido ao lay-off, suspendendo temporariamente 60 trabalhadores, mas a medida não terá sido suficiente para sanar as dívidas.

(ler mais…)

sábado, 3 de julho de 2010

Vivemos num país de Objectivos Mínimos...

A mediocridade é o apanágio da nossa classe política.

Com a excepção dos fatos Armani do nosso Primeiro, tudo o que integra a nossa classe política tem por última meta, o objectivo mínimo.

Queriam os chips de matrícula? Não o conseguiram? Não faz mal: foi atingido o objectivo mínimo - as SCUT vão ser pagas!

Os últimos números do desemprego que nos chegam de Bruxelas dão um aumento para 10,9%? Mas o culpado não é o Governo! Então não ouviram dizer o nosso Primeiro que a culpa é da crise?! Esses 10,9 % são o nosso objectivo mínimo! Pois se a Espanha, de onde não vem nem bom vento, nem bom casamento e que nos quis roubar a Vivo, já anda pelos 22%...

Creio ser de uma falta de visão aqueles Portugueses que apontam o dedo ao comportamento dos nossos Navegadores (deveriam ser Náufragos!), que só perderam para (e cá está ela outra vez!) a Espanha!!! Não percebem que a sua (auto) eliminação foi uma ajuda para o PEC, visto que já não temos de pagar as chorudas diárias aos nossos atletas! (800 Euros por dia para cada atleta, e façam lá vocês as contas!)

(esta eu nunca percebi e vou escrevê-la à Saramago para todos lerem de um fôlego, por que raio necessitam os nossos "muito principescamente pagos" atletas de uma diária de 800 aérios se têm tudo pago e recebem os seus chorudos cheques no final do mês, dos seus clubes, será para alguma fundação tipo Figo ou para comprar prendinhas para o Cronaldo receber quando faz birrinha...)

Mas continuemos. O (eterno) Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madaíl foi questionado pelos jornalistas, na chegada a Lisboa. Segundo a Bola,

"O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madaíl, considera também que os “navegadores” não saíram da África do Sul de mãos abanar, já que «foi cumprido o objectivo mínimo»: passar a fase de grupos."

Cá está novamente: cumprimos os objectivos mínimos!

Quem anda, como eu, há vinte e tal anos no ensino, já viu e recebeu muitas modas. Esta do objectivo mínimo foi uma criação do Ministério da Educação para diminuir o índice de reprovações. E como? Muito fácil: foram estabelecidos objectivos mínimos para cada disciplina (e devo dizer-lhes que éramos... motivados para apresentar os mínimos dos mínimos, para que os alunos os pudessem cumprir, podendo assim ter SUCESSO!!!)

As teorias e as modas mudam, mas os objectivos mínimos vieram para ficar, pois a nossa sociedade deixou de valorizar aquilo que é, exactamente, o oposto dos objectivos mínimos: a Excelência!!!

Mas para isto teria que divagar muito e agora não posso, pois vou ver o CSI para ver um pouco de ficção, porque a realidade que vejo, não preconiza nada de bom!

Bom fim de semana!!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

E o regabofe continua...

Depois da Delphi, agora a Subercentro!

Será que não haverá ninguém que faça alguma coisa por Ponte de Sor? Qualquer dia fechamos a cidade e emigramos para o Brasil... Ou para a Transilvânia! (O último a sair não se esqueça de apagar a luz e deixar as chaves no sítio!)

No Jornal de Notícias de hoje rezava assim:

Mais 300 operários estão às portas do desemprego


O segundo maior grupo do sector da cortiça, Suberus, pode encerrar e deixar no desemprego 300 trabalhadores. A sobrevivência do grupo, com sede em Santa Maria da Feira, depende do apoio do Estado.


São três as empresas do sector da cortiça que fazem parte do grupo Suberus. Duas delas, Subecor e Vinocor, encontram-se sediadas em Mozelos, Feira, empregando cerca de 150 trabalhadores. A terceira, Subercentro, empresa que é a imagem do grupo nos mercados internacionais, está sediada em Ponte de Sor, empregando igual número de trabalhadores.


Ontem foi apresentado o plano de viabilização desta última firma. A maioria dos credores mostra-se pronta a votar favoravelmente o plano, mas faz depender essa posição do apoio solicitado ao Estado através de capitais de risco e garantias mútuas, expediente disponibilizado pelo Governo no âmbito de ajuda ao sector.


Esta ajuda foi solicitada há meses, mas o processo de insolvência intentado por um dos credores veio lançar dúvidas sobre a possibilidade da empresa vir, agora, a receber o apoio financeiro desejado.


Nos próximos 10 dias os credores irão votar por escrito se aprovam, ou não, o plano de viabilização. Se até ao fim deste prazo não chegar o apoio, é dado como certo o encerramento da empresa.


Dada a importância da Subercentro no grupo, os responsáveis acreditam que também as outras duas empresas, a funcionar no concelho de Santa Maria da Feira, deixarão de ser viáveis. Um cenário que significa o fim do grupo e a extinção de 300 postos de trabalho.

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Portugal, 1 de Dezembro de 2009


Comemoramos o Tratado de Lisboa...

Dia da Restauração...

Dos jornais:

Taxa de desemprego atinge 10,2% em Outubro!

(quase 600 mil desempregados... e subindo!)


PORREIRO, PÁ!!!


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Será que sim?! (parte II)

Actualização no Jornal da Tarde de hoje.

Será que sim?!

Tinha acabado de fazer o poste anterior, quando tropecei nesta notícia que será assim a modos como uma sequência lógica do que falei ali atrás.

Parece que há desenvolvimentos nocaso do encerramento da Delphi, mas quantas vezes não ouvimos já esta cantiga?

Pode ser que seja desta... Pelo menos, esperemos!

A notícia é da Lusa e está aqui.

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Parte dos operários da Delphi de Ponte de Sôr poderão regressar à unidade após negócio com outra empresa

Portalegre, 27 Out (Lusa) -- Uma parte dos operários da Delphi de Ponte de Sôr poderá regressar, em breve, ao trabalho nas mesmas instalações, após negócio com outra empresa, garantiu hoje, à agência Lusa, o presidente do município local, Taveira Pinto.

"As instalações onde se encontra a Delphi estão a ser negociadas com outra empresa multinacional e, aos poucos, lentamente, tenho a esperança que esta situação vai ser resolvida e que uma grande fatia de trabalhadores possa ser integrada", disse.

No entanto, o autarca não especificou que tipo de empresa poderá vir a instalar-se no espaço da Delphi, naquela cidade alentejana.

E pronto! O sonho acabou!

É oficial.

A Delphi vai encerrar as portas no dia 31 de Dezembro.

A sombra do desemprego volta a pairar sobre Ponte de Sor!

Após reunião com a administração, não houve volta a dar: o encerramento tornou-se uma realidade.

Pelas 16.30 a RTPN dava a notícia:


e mais tarde o TeleJornal confirmava:


Imagino todas as pequenas, médias e micro empresas que giravam em torno da Delphi e cuja principal actividade estava completamente dependente dela.

Imagino os trabalhadores que, na casa dos 50 anos, se vêem na eminência do desemprego, tão novos para a reforma mas «demasiado experientes» para um novo emprego.

Imagino as famílias inteiras que aí trabalharam toda a vida e daí retiravam o seu salário.

Imagino tudo isso e prevejo tempos muito amargos para a nossa região. Bem basta o Norte Alentejano ser a pobreza franciscana que conhecemos e que, em vez de melhorar, em vez de se atrair mais investimento, se vê a braços com mais de 400 desempregados.

439 desempregados, para ser mais concreto. É este número que estará a martelar algumas consciências.

Pessoas como eu, pessoas como nós, com nome, história, uma casa para pagar, com filhos a estudar...

Mas a grande pancada não será agora já. A administração da Delphi garantiu os compromissos estabelecidos com os trabalhadores, os tais 2 meses por ano de serviço, mais os dois anos de subsídio de desemprego... Honra lhes seja devida.

O pior virá depois. Porque agora as indemnizações até vão dar para se comprar o carrito novo, pagar a casa, a universidade dos filhos... E depois? Aquela quantia que «pingava» todos os meses vai deixar de aparecer. E se não se tiver juízo e acautelar o futuro, então os tempos serão de borrasca.

Em conversa com amigos que trabalham lá, constatei que houve trabalhadores (daqueles mais «altos», não sei se estão a ver...) que até aplaudiram o encerramento da fábrica, já a contar com as chorudas indemnizações que vão receber. Mas nem queria acreditar. Não quero acreditar que haja pessoas que se alegrem por a nossa cidade ficar mais pobre. Quero antes imaginar que a alegria foi porque... o Benfica ganhara na véspera! (mas vocês já sabem que sou muito daltónico... E até falo muito!)

Termina um capítulo da história económica da nossa cidade. Espero agora que a Câmara, como foi prometido durante a campanha eleitoral, encontre soluções que viabilizem outras industrias para Ponte de Sor e que o encerramento da Delphi possa ser, não um drama, mas o início de tempos mais áureos para o nosso concelho. Porque ganhamos todos nós!

Na minha humildade e pequenez, envio um abraço fraterno a todos aqueles que terão uma consoada mais amarga.

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