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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Inércias…

in jn_logo , 19.Set.2010

 

«Vidas suspensas há dois anos após fogo no prédio da Avenida»

incêndioTelma Roque

«O prédio pombalino situado na Avenida da Liberdade, em Lisboa, atingido há dois anos por um fogo, definha sem dignidade. O proprietário virou-lhe as costas, a ele e aos moradores, que desde então têm as vidas viradas do avesso. É uma tempestade que não passa.

O incêndio destruiu paredes, roubou-lhes os bens e suspendeu-lhes as vidas. Nos primeiros dias não puderam sequer retirar a roupa que poderia estar a salvo, o dinheiro, as chaves do carro ou mesmo documentos tão essenciais como o Bilhete de Identidade. Foi como se a própria existência se tivesse extinguido com as chamas.

O entulho enegrecido pelo fogo vai convivendo com paredes caídas e as marcas de fugas feitas à pressa. Ainda há pratos de comida na mesa, aspiradores no meio de assoalhadas, loiças que ficaram por lavar e comida petrificada nos frigoríficos e arcas. Há também caixotes com objectos cujo valor sentimental obriga a resguardar até ao dia em que possam voltar a ter alguma utilidade. Mesmo tisnados, todos juntos, seriam capazes de contar a história das famílias se tivessem o dom de falar.

Os moradores percorrem o caos amiúde, mas não conseguem evitar entradas furtivas, grafitos, beatas e outros sinais do vandalismo. Emocionam-se. Ficam com nós na garganta. Uma garrafeira, que tinha sobretudo whisky, foi totalmente desbaratada. As garrafas  foram bebidas até à ultima gota e abandonadas ao acaso.  Um velho cofre foi vítima de várias atrocidades, mas quem o tentou abrir desistiu batido pelo cansaço. Seria, contudo, uma vitória inútil. Só tem papelada. Nada mais.

“Inércia. Falta de consideração e de respeito”, desabafam, em uníssono, Iñaki Paiva de Sousa, Maria Eduarda e Luís Costa, três dos moradores daquele prédio centenário, todos eles ali nascidos em décadas afastadas no tempo. “Estamos com vidas provisórias, mas é um provisório que está a tornar-se definitivo”, lamentam, admitindo recorrer aos tribunais, já que nem o proprietário – Junta de Freguesia das Galveias – ou a Câmara tomam medidas.

Os laços de vizinhança construídos em tantos anos estão agora desfeitos. Maria do Rosário, uma idosa que habitava o terceiro direito, foi para uma pensão e os vizinhos perderam-lhe o rasto.

Ana Lúcia, governanta do prédio de cinco pisos, ou “menina Ana”, como era carinhosamente tratada, abdicou do usufruto do primeiro andar, onde sempre viveu, e de 1/3 das rendas a que tinha direito por testamento, entre o 3º andar e as duas lojas, situadas no rés-do-chão (a sapataria assumiu as obras e reabriu; a agência de viagens fechou). A Junta instalou Ana Lúcia num lar de idosos, pagando as despesas mensais.

Luís Costa, o irmão e os pais estão os quatro acomodados na casa de uma tia, na zona de Benfica. Ajudam esta familiar nas despesas e continuam a pagar escrupulosamente a renda do apartamento da Avenida da Liberdade. Tiveram que endividar-se no banco para comprar bens essenciais que perderam e Luís, 36 anos, desfez-se do seu automóvel.

Maria Eduarda, mãe de Luís, ainda hoje não se conforma com tanta destruição. ?A minha bisavó morou neste prédio, tal como a minha avó. Eu e os meus filhos nascemos aqui?, sublinha, enquanto acomoda caixotes e lamenta o estado empoeirado do lustre de uma das salas.

António Ramalho, que ocupava o quinto direito, perdeu muito mais do que as obras de arte que coleccionava. Ainda digeria a morte do pai quando vieram as chamas. Meses depois, faleceu a mãe. Ficou sozinho. Ou está num hotel ou ausenta-se para o estrangeiro em trabalho. Parece que nada mais o prende por cá.

Iñaki Paiva de Sousa, o irmão e a mãe, que residiam num dos quintos andares foram morar para casa de uma amiga da família. Os avós de Iñaki, que moravam no quarto esquerdo, nunca chegaram a ver o aspecto monstruoso em que ficou a casa. Estavam em Espanha, de onde são naturais, e não mais voltaram. “Não era prudente. O meu avô tem 90 anos e ficaria muito desgostoso”. Estavam a remodelar a casa.

O dono do número 21 da Avenida da Liberdade é o mesmo de muitos outros prédios e campos agrícolas espalhados pelo país: a Junta de Freguesia das Galveias, em Ponte de Sor, no Alentejo, património que herdou do riquíssimo Comendador José Godinho de Campos Marques, falecido em 1967, aos 80 anos.galveias

A Junta das Galveias, presidida por António Augusto Delgadinho, nada mais fez na Avenida da Liberdade do que colocar uma cobertura provisória e remover parte do entulho, embora tenha já sido ressarcida pela seguradora, em cerca de 800 mil euros.

A Junta ainda abriu um concurso para lançar uma empreitada de obras, mas anulou-o quando se viu confrontada com os elevados orçamentos apresentados pelos concorrentes. Não voltou a preparar mais nenhum concurso.

Também não tem mostrado disponibilidade para dialogar com os seus inquilinos. “Nunca está disponível para falar. E podia ter tratado dos nossos realojamentos. A poucos metros, na Rua da Glória, tem um outro prédio com apartamentos vazios”, critica Iñaki Paiva de Sousa, sublinhando que a Junta não tem sabido gerir o vasto património que lhe foi oferecido. Prova disso, diz, é que, o segundo andar do número 21 da Avenida da Liberdade, por exemplo, está vago há duas décadas. São 14 assoalhadas distribuídas por 400 metros quadrados.

Ao JN, o autarca afirma, sem rodeios, que não pretende fazer obras. “Ter património não é o mesmo que ter dinheiro disponível”, alega, admitindo a hipótese de celebrar um protocolo de cedência do prédio. A Câmara de Lisboa, por sua vez, vem garantindo há mais de um ano,  que está a avançar com um processo de execução coerciva. Mas nada fez.

O incêndio que causou danos colaterais no número 21 da Avenida da Liberdade, começou verdadeiramente no número 35 de um edifício contíguo que estava devoluto há vários anos, propriedade do Fundo de Investimento Imobiliário Fechado “Libertas I”.

Do número 35, nada ficou além das fachadas. Todo o miolo ruiu. Os escombros somavam vários metros de altura. Fizeram-se as obras de contenção da fachada principal, mas a unidade hoteleira de quatros estrelas para ali projectada não saiu do papel. Ao que tudo indica, por falta de verbas.

Ninguém foi responsabilizado pelo incêndio. O Ministério Público arquivou o caso, mas apurou que, à data do incêndio, a porta de entrada se encontrava acessível a qualquer pessoa, por ter sido arrombada. No interior, havia restos de velas, beatas e artefactos ligados ao consumo de droga.

As chamas terão deflagrado ao nível do segundo andar, num compartimento localizado nas traseiras do imóvel, que indiciava ter alguma utilização, como armazém e como habitação.

A investigação conseguiu mesmo identificar dois homens, que desempenhariam as funções de “zeladores” do imóvel, tanto mais que este era frequentemente visitado por sem-abrigo e toxicodependentes.»

domingo, 4 de julho de 2010

E a notícia do dia foi...

«Afinal, funciona!!»
Foto: aqui

... Cronaldo já é pai!!!

O rapaz a modos que foi ao ebay, lá nas Americas e encontrou um bebé, não sei quanto custou...

A mãe mantém-se no anonimato! Pudera, depois tinha o fisco à porta!!!

FRANCAMENTE!!!

O rapaz vive num conto de fadas. O seu ídolo deve ser o Michael Jackson! Já repararam que ele segue as pisadas do Rei da Pop?

"Ai ele era o Rei da Pop? Eu sou o Rei da Bola!"


Estou à espera dos próximos episódios: assediado por inúmeros meios de comunicação social, Cronaldo continuará a recusar-se a dizer quem é a mãe do rebento. (será a Paris Hilton? Como esta se mete debaixo de tudo...)

Falava eu de... ah, os próximos episódios:

Iremos ver o Mago da Bola com a criança ao colo, num quinto andar de um hotel qualquer, fazendo um exercício de equilíbrio com a criança, mas no final vamos respirar fundo!

Iremos ver a criança com uma máscara cirurgica, para prevenir infecções dos comuns mortais...

Iremos ver a criança com máscaras de carnaval, para prevenir os olhares indiscretos e os maus olhados...

Iremos ver uma revista (de preferência espanhola) a conseguir o exclusivo do primeiro aniversário do rebento...

E foi isto a notícia do dia...

Os maganos da Comunicação Social começaram a "Silly Season" e não me disseram nada!

quinta-feira, 18 de março de 2010

…e a novela continua!

Sempre com o Correio da Manhã como fiel seguidor da funesta história do assassínio do nosso conterrâneo pontessorense, João Carlos Lobato, um novo episódio veio baralhar ainda mais as investigações: afinal parece que não é uma, mas sim duas mulheres as principais suspeitas da encomenda do assassínio do João: a sua anterior e a actual companheira.


Confusos? Não estejam, basta seguirem as próximas edições do Correio da Manhã!


O de hoje rezava assim:

Brasil: Polícia aperta cerco na investigação à morte de português

“Suspeitas do crime são as duas mulheres”

A cobiça pela fortuna do agricultor português João Lobato terá estado na origem do seu homicídio, na última semana, na cidade brasileira de Aruanã, no estado brasileiro de Goiás, onde passava uma temporada. No dia em que o corpo chegou a Portugal, a polícia brasileira levantou ontem a ponta do véu e adiantou ao CM que começa a apertar a malha da investigação. O inspector Paulo Ribeiro da Silva, responsável pelo caso, diz que "são suspeitas duas mulheres", a actual e a antiga companheira.


Numa tese de morte encomendada, o chefe da polícia suspeita assim da advogada Sílvia, que reside na capital do estado, Goiânia, e é mãe da única filha do português, Nicole de três anos; e da própria Ana Maria Brito, com quem a vítima pretendia casar em breve e que assistiu ao crime. As considerações foram tecidas após a audição de novos depoimentos, entre os quais o de Ana Maria, e depois de a investigação constatar não haverem dívidas, disputas ou inimizades a envolver o empresário alentejano.


Segundo a mesma fonte, várias circunstâncias apontam para Sílvia – como o facto de ela ter movido uma acção contra João Lobato para o aumento da pensão de alimentos e ser a principal beneficiária por ter tido uma filha com o português, herdeira directa da fortuna dele. Mas "nenhuma hipótese é deixada de lado", nem mesmo a suspeita sobre a actual namorada, pois "às vezes os indícios apontam tanto numa direcção que se deixa de ver outras possibilidades", frisou o inspector. O homicídio ocorreu no passado dia 9, quando João Lobato e Ana Maria chegaram a casa. Dois homens, encapuzados, dispararam com uma pistola silenciada no interior do condomínio de luxo em que vivia o português, abandonando o local numa moto.


SÍLVIA FICA TUTORA DA FORTUNA HERDADA PELA FILHA MENOR


A pequena Nicole, de três anos, única filha de João Lobato, do relacionamento com a advogada brasileira Sílvia, é a única herdeira legal dos bens deixados pelo pai. Mesmo que em vida o agricultor assassinado tenha redigido testamento em contrário, haverá sempre uma parte dos bens a transitar para a criança, que, até atingir a idade adulta, terá como representante legal a sua mãe. Recorde-se que João tem mãe e irmã (avó e tia de Nicole) como parentes mais próximos em Portugal. Nos bens herdados pela criança, só o Ministério Público poderá decidir caso o tutor responsável queira, por exemplo, vender património ou fazer aplicações financeiras, entre outras, que signifiquem redução de bens ou prejuízo para a herdeira legítima.

cmanha2


CORPO VELADO ONTEM EM PONTE DE SOR


Dezenas de pessoas, entre amigos e familiares, fizeram ontem questão de prestar a última homenagem a João Carlos Lobato, na chegada do corpo a Ponte de Sor. Entre a pequena multidão estavam a mãe, a irmã e os primos mais chegados do português. A cidade alentejana de onde era natural, e onde deveria regressar esta semana, continua chocada com o crime que levou à morte do filho da terra, aos 42 anos. Muitos foram os que passaram pela casa mortuária da igreja matriz, onde o corpo esteve em câmara ardente. Segundo adiantaram familiares ao CM, o corpo segue hoje para Lisboa, onde será cremado.


Pedro Galego/ Domingos G. Serrinha

quarta-feira, 17 de março de 2010

«Cherchez la femme!»

E Ponte de Sor continua a ser falada, por todo o país... pelas piores razões!

Homicídio no Brasil

“Uma grande maldade”

Foto: Correio da Manhã

Morte de João Carlos Lobato, assassinado a tiro, é tema de conversa em ruas e cafés de Ponte de Sor.


Consternada, incrédula e em choque. É assim que se sente a gente de Ponte de Sor, terra natal de João Carlos Lobato, agricultor de 42 anos assassinado há uma semana em Aruanã, Brasil. A família em Portugal acredita que o crime foi uma encomenda por vingança e suspeita da ex-mulher, que recentemente o ameaçara de morte por não pagar a pensão de alimentos à filha no valor que ela pretendia. O tema corre as ruas e os cafés da cidade, mas muitos só agora começam a entender a dimensão e os contornos do brutal homicídio, cometido em frente à namorada brasileira, de 22 anos, com quem a vítima iria casar-se no final deste mês.

'Foi uma grande maldade o que lhe fizeram. Quem tem desavenças resolve-as a conversar, não a tiro', diz ao CM Vasco Zêzere, residente em Ponte de Sor e conhecido da vítima. O mesmo popular, que teve contacto com João Lobato ao longo da vida, recorda: 'É de famílias importantes da terra, ligadas à cortiça e à agricultura. Mal sabia que ia encontrar lá a morte quando decidiu emigrar', lamenta.

Tal como o CM noticiou, dois homens encapuzados esperavam-no no dia 9 à chegada a casa. Dois tiros à queima-roupa mataram o português dentro de casa num condomínio de luxo em Aruanã, no estado de Goiás, Brasil, local onde prossegue a investigação (ver peça secundária).

Os familiares só conhecem desavenças de João com a ex-mulher, Sílvia, uma advogada de Goiânia com quem teve uma filha, Nicole, actualmente com três anos. Não duvidam de que a vingança foi o móbil que levou à contratação de mercenários.

Em Ponte de Sor a opinião sobre a vítima é unânime: 'Bom rapaz, sem inimigos nem problemas.' Ninguém esconde que João Lobato era considerado um bon vivant, sobretudo após a morte do pai, que o deixou com uma enorme fortuna, mas que apesar dessa condição era bem considerado. A mãe e uma irmã, a família mais próxima, residem na região de Lisboa. Em Ponte de Sor João Lobato mantinha uma casa onde ficava de três em três meses para tratar dos seus negócios.

'ELE ERA UMA JÓIA DE MOÇO'


No café-restaurante Jardim, próximo da casa da vítima, em Ponte de Sor, e onde João Carlos costumava conviver com os amigos quando vinha a Portugal, a notícia caiu como uma bomba. 'Conhecia-o muito bem, desde cachopo. Estava de bem com a vida, ninguém imaginava uma coisa destas', assegura ao CM Francisco Tomaz, proprietário do estabelecimento. 'Apaixonou-se por aquela terra mas não cortou os laços a Ponte de Sor. Quando vinha estava com todos de quem gostava. Uma jóia de moço. Não há nada que se possa apontar', assegura Francisco Tomaz.

(a notícia está toda aqui)

segunda-feira, 15 de março de 2010

Ponte de Sor nas notícias

Fonte: Correio da Manhã

Brasil: Empresário português assassinado a tiro à chegada a casa

“Morte foi encomenda da ex-mulher por vingança"

Família de João Lobato, em Ponte de Sor, acredita que a pensão de alimentos da filha está na origem do crime.


'Levem tudo o que quiserem', foram as últimas palavras de João Lobato, agricultor português que foi surpreendido por dois homens armados, com cara tapada, à chegada à sua casa em Aruanã, estado de Goiás, Brasil. Não queriam roubar nada – e, antes de o executarem com dois tiros de pistola, deram um recado que a vítima terá compreendido: 'Você é que perdeu'. A actual namorada, brasileira, assistiu a tudo.


Para a família, em Ponte de Sor, não restam grandes dúvidas sobre os motivos do homicídio, na noite da última terça-feira: o empresário foi alvo de 'vingança da ex-companheira' e mãe da única filha, Nicole, de apenas três anos. Uma suspeita que está também a ser investigada pela polícia brasileira, que não descarta a hipótese de crime encomendado. 'Foi a única pessoa que recentemente o ameaçou de morte depois de ter visto reduzida em tribunal a pensão de alimentos. Pelo que sabemos, o João não tinha dívidas, nem credores, e muito menos inimigos', referiu ontem ao CM José Carlos Lobato, um dos primos mais chegados da vítima, que possui também uma casa em Aruanã, no estado de Goiás.


Por conhecer a fortuna do ex--companheiro, a brasileira Sílvia, advogada de profissão, tal como o seu pai, pretendia em tribunal uma pensão de alimentos mensal de dez mil reais (cerca de 4000 de euros). Mas, em Setembro de 2009, viu o juiz negar-lhe o pedido. A decisão foi uma pensão de 500 reais, pouco mais de 200 euros. Furiosa, à saída do tribunal, Sílvia insultou e ameaçou de morte João Lobato.


'Face as estes indícios todos nós depreendemos que esta situação foi o concretizar de uma morte anunciada, executada por profissionais', frisou ao CM José Carlos. O primo, João, de 42 anos e dono de várias propriedades agrícolas na zona de Ponte de Sor, preparava o seu casamento com a jovem brasileira Ana Maria Brito, de 22 anos, marcado para o final deste mês.


No dia da sua morte esteve a beber uma caipirinha com o pai do seu primo num hotel de Aruanã e foi jantar com a namorada a casa da futura sogra.


Quando regressava à sua residência, por volta das 22h00, depois de um tranquilo passeio pela cidade, mal sabia que dois homens já estavam escondidos na cozinha da habitação, situada num condomínio de luxo com segurança privada. Quando subia as escadas da moradia em direcção aos quartos foi surpreendido pelos dois homens encapuzados. E pouco depois estava estendido no chão com dois tiros. A namorada, que assistiu a tudo, ficou em estado de choque.


Os dois homicidas saíram depois do prédio e fugiram numa moto, sem levar qualquer bem da residência do português. A polícia brasileira continua a investigar o crime para apurar a identidade dos dois assassinos. Os inspectores já ouviram a namorada da vítima e aguardam autópsia ao corpo de João Lobato, realizada no Instituto de Medicina Legal de Goiás.


Podem ver o resto da reportagem aqui.


Será um sinal?

Hoje, no

(clica na imagem para ver toda a notícia)


Oito encarregados condenados por agredirem professores
por ANA BELA FERREIRA


Violência. Em três anos, 87 docentes pediram apoio jurídico à linha SOS Professor. Oito deles optaram por avançar com processos judiciais e ganharam. Os encarregados tiveram de pagar indemnizações.


Oito encarregados de educação que agrediram professores acabaram condenados em tribunal ao pagamento de multas entre os 600 e os quatro mil euros. Nos casos que chegaram à justiça, os arguidos são sempre encarregados de educação, embora os principais agressores sejam os alunos.


Dos 87 professores que pediram apoio jurídico ao gabinete da linha SOS Professor, entre 2006 e 2009, pelo menos oito viram os tribunais dar-lhes razão. As sentenças referem-se a casos em que os docentes foram vítimas de ofensas à integridade física qualificada, injúrias e ameaças agravadas. As indemnizações variaram entre os 600 e os 4000 euros. Valores que o advogado Luís Filipe Carvalho considera "baixos", mas que "devem ser compreendidos à luz da tradição portuguesa que tem uma bitola muito baixa para definir indemnizações".


O resto da notícia podem ler aqui.


sábado, 13 de março de 2010

Ponte de Sôr nas notícias

Correio da Manhã, 13 Março 2010 - 00h33

Tinha residência em Ponte de Sor

Empresário assassinado no Brasil

Um empresário agrícola português de 42 anos foi morto com dois tiros no peito quando entrava na sua casa em Aruanã, no estado brasileiro de Goiás. A vítima, João Carlos Lobato, que dividia residência entre o Brasil e Ponte de Sor (Alentejo), subia as escadas de casa com a jovem namorada brasileira Ana Maria Brito, 22 anos, quando foi surpreendido, na noite de terça-feira, por dois homens encapuzados.

O crime, que deixou a namorada em estado de choque, poderá ter sido motivado por vingança, já que, segundo a polícia brasileira, não foi roubado qualquer bem do imóvel, situado num condomínio de luxo. A família de João, que o aguardava na próxima semana, não encontra explicações para o crime. "Ainda não tivemos uma explicação da Polícia", disse Luísa Rosa, mulher de um primo que se contra em Brasília. O corpo de João Carlos, que possuía fazenda no Brasil e tinha também uma fábrica de rolhas em Portugal, deverá chegar hoje a Lisboa.

Alexandre M. Silva

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A Polémica de Saramago



José Saramago, escritor de língua portuguesa, Prémio Nobel e habitante da «isla» de Lanzarote, resolveu promover o seu novo romance, «Caim» atacando tudo o que cheire à religião, seja ela judaica ou católica, numa atitude de jacobinismo um pouco fora de prazo. Fosse o ataque feito à religião muçulmana e Saramago não se safava duma «fatwa»!

Mas mal sabe Saramago com quem se está a meter!

Segundo uma notícia a que o Papagaio teve acesso, Saramago bem se pode pôr a pau e ir pondo as barbas de molho!

Ora vejam:

Livro de Saramago contra a Igreja provoca mau tempo em Portugal


20 de Outubro Por Vítor Elias
O novo e polémico livro de José Saramago, “Caim”, em que volta a atacar ferozmente a Igreja, irritou profundamente Deus, que resolveu acabar com o tempo ameno em Portugal e mandar, como vingança, aguaceiros e trovoadas aos conterrâneos do escritor.

Caso “Caim” tenha uma segunda edição, Deus está a ponderar enviar contra Portugal mais catástrofes, como tufões e a falência da Autoeuropa. Caso José Saramago insista em denegrir a Igreja, Deus mandará o seu braço-direito, o arcanjo Gabriel, marcar uma reunião com um jornalista do “Público” e plantar no jornal um escândalo que acabe de vez com a carreira do Nobel da Literatura.


terça-feira, 29 de setembro de 2009

Só nos saem cromos destes!


Correio da Manhã, hoje, 29 de Setembro:


29 Setembro 2009 - 12h24


Por burla, falsificação, branqueamento e associação criminosa


Detido ‘Príncipe da Transilvânia’


A Polícia Judiciária (PJ) deteve esta terça-feira um homem de nacionalidade belga, de 38 anos, que se auto intitulava ‘Príncipe da Transilvânia’, por suspeita de vários crimes de burla qualificada, falsificação de duas garantias bancárias no momento de 170 milhões de euros, branqueamento de capitais e de associação criminosa.


O detido já foi presente a tribunal e encontra-se em prisão preventiva.


A operação permitiu ainda constituir arguido um cidadão português e identificar dois cidadãos de nacionalidade espanhola.


A investigação, que remonta a 2006, iniciou-se após denúncia de duas entidades bancárias nacionais, por factos idênticos aos agora praticados, aquando da tentativa de ali serem negociadas duas garantias nos montantes de quinhentos milhões de euros e sessenta mil euros.


No âmbito da mesma investigação, um outro cidadão belga, co-arguido do ‘Príncipe’ tinha sido detido, tendo ficado também em prisão preventiva.


O esquema delineado pelos dois arguidos, de forma a sustentar a emissão das garantias bancárias, passava pela implementação, em Portugal, de uma fábrica de construção aeronáutica, inicialmente em Évora, depois em Arraiolos, Covilhã e finalmente em Ponte de Sôr.

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