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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Sócrates, uma anedota revisitada

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Aleluia! Aleluia! Aleluia!

José Sócrates está eufórico! Portugal reduziu a dívida!

Após o períplo internacional de Sócrates para venda da dívida portuguesa, conseguiu-se reduzir o déficite das nossas contas.

Agora, já não temos um buracão mas sim “só” um buraco!

No entanto, continua a ser um buraco!

Com o desemprego de 11,1 %! (e a subir)

Com o ataque selvagem à função pública, através da redução de salários!

Com a redução dos subsídios sociais! (abono de família?! querias…)

(valha a verdade que os Senhores Deputados vão poder continuar a beber água engarrafada, o que queriam? que bebessem água da torneira? isso é coisa para a arraia miúda!)

Esta história do nosso primeiro Pinóquio Sócrates faz-me lembrar uma anedota que já tem barbas mas que aqui tem cabimento. Reza assim:

Conta-se que o Silva era um tropa garboso, mas muito nervoso. Detestava más notícias e entrava em depressão quando o contrariavam.

Certo dia, faleceu o pai do Silva. Ninguém tinha coragem de lhe ir contar a má notícia, nem o comandante, nem o sargento. É então que o cabo dá um passo em frente e diz em alto e bom som:

- Vou lá eu e conto-lhe que o pai morreu.

O cabo foi ter com o Silva e, ao encontrá-lo, disse, com o maior cuidado e sensibilidade:

- Silva, a tua família morreu toda!

O pobre do Silva entrou em pânico, a chorar, a gritar…

O cabo desatou-se então a rir, o que deixou o Silva atónito.

- É mentira, pá! Morreu só o teu pai!

domingo, 26 de dezembro de 2010

The Day After…

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A loucura do Natal já passou.

As prendas estão desempacotadas, as pantufas usadas, os telemóveis já trabalham, as TVs novinhas em folha já laboram, os papéis de embrulho já repousam, uns no lixo, outros na reciclagem, outros ainda esperam a oportunidade de serem reutilizados…

E Natal é isto! Esquece-se o essencial, a festa da reunião e da família, privilegia-se o consumismo, a compra desenfreada de tudo, o que é útil e o que não é, as lojas dos chineses regozijam-se com o Natal, “deveria ser todos os meses”… Para eles, é sempre Natal: não têm fins de semana, feriados, horários… São uma comunidade à parte, com regras próprias, horários só seus… Não sei, a sério que não sei, mas se as coisas já são assim, como é que será, no futuro, quando a China comprar a dívida portuguesa? Será que sempre vão substituir os castelos da bandeira por pequenos pagodes? Hmm, não sei, não.

Quem se queixa, quem se queixa sempre são os comerciantes, os vendedores. Não falo dos de Ponte de Sor, pois o comércio em Ponte de Sor, além das 4 (QUATRO!!) grandes superfícies comerciais, resume-se a um punhado de lojas e lojistas que, tal qual o Asterix, nada temem, excepto que o céu caia nas suas cabeças! E eles sabem como vão as coisas, com tanto desemprego que por aí grassa, o encerramento de tantas empresas… E eu só imagino quando os subsídios de desemprego começaram a esgotar-se, o que será do comércio tradicional da nossa terra.

A pouco e pouco, paulatinamente, encerraram-se tantas e tantas lojas que hoje é praticamente impossível prescindirmos das grandes superfícies comerciais se queremos comprar mercearias.

E no entanto…

Segundo dados fornecidos pela entidade que gere as caixas de Multibanco, a SIBS, só na semana que antecedeu o Natal foram movimentados cerca de 800 milhões de euros em terminais de pagamento em todo o país, o que significa um aumento de 4,8 por cento! E a isto, meus amigos, é aquilo a que eu chamo um paradoxo dos grandes! E para ser ainda mais paradoxal, que dizer dos 600 milhões que foram levantados das caixas Multibanco? Ok, foi só um aumento de 1,6 por cento, poro isso chamemos-lhe um paradoxinho…

O Governo pode respirar de alívio. A crise acabou! Sócrates é fixe! Viva o Sócrates, o nosso Grande Timoneiro, viva! Pim!

quarta-feira, 17 de março de 2010

AVATAR (es)...



«Que mais irá me acontecer?»

«Quando a lenda ultrapassa a realidade, publique-se a lenda.» John Ford

Trocas-te Forever!!!!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

«Não Invocarás o Nome do Chefe em Vão!»

Confesso que não vi a entrevista completa entre Sócrates e Miguel Sousa Tavares. Possivelmente porque são duas criaturas que me causam alguma repulsa, quem sabe.

Aquilo parecia um festival da linha Armani Primavera-Verão, tão finos e selectos eles estavam.

E pus-me a pensar:

«Gaita, que este Sócrates tem mais sorte do que um eunuco na Gay Parade!»

O homem tem mais vidas que um gato. É um sobrevivente nato, escapa-se de todos os entraves com uma panache, que até manda ventarolas!

E tem uma qualidade (qualidade?!) que os todos os políticos procuram:

Consegue reverter todas as desgraças em proveito próprio!

Então não é que, agora que estava quase encurralado a um canto, fruto de tantas mentiras (ou inverdades, como os políticos tanto gostam de dizer) sobre interesses, pressões, falcatruas, desonestidades e etc, então não é que o homem recebeu no seu regaço a catástrofe da Madeira?

Sim, não façam esse ar, quem vai recolher mais benefícios com as chuvadas da Madeira? Duas pessoas:

- Alberto João Jardim, que nos aparece como o Marquês de Pombal lá da ilha dele

- e José Sócrates que, tal qual um grande estadista, retirou a polémica da lei das finanças da Madeira e viu todas as suspeitas deixadas de lado, pois o tempo é de reconstrução!

O Grande Vencedor, o Grande Pensador, o Grande Líder, quiçá, o Grande Timoneiro.

E não lhe chamem "chefe":

«As referências a "chefe" devem ser a outra pessoa porque a mim ninguém me trata por "chefe"!»

É verdade que eu já lhe chamei vários nomes, mas "chefe", nunca.

A quem se estaria a referir? A Cavaco Silva? Ao Chefe Silva? Ao Michel? À Maria de Lurdes Modesto? Ao Chefe Sueco dos Marretas? Mistérios...

E não invoques o nome do Senhor Teu Deus em vão:

«Se alguém invocou o meu nome, evocou-o abusivamente.»

Eh pá, o homem tem cá uma "vaca"!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A Culpa foi do D. José I !!!

A propósito do Caso «Face Oculta» (em alentejano, "tromba escondida"... ou "focinho disfarçado"...), recebi um mail interessantíssimo da amiga e colaboradora do Papagaio, Toutinegra Escarlate.

Sem demoras, aqui está, directamente da sua pena:



«Mesmo assim, o PS e o nosso Primeiro continuam a subir nas sondagens!


Isto é que é um país democrático, tão democrático que até dão "liberdade" aos "ladrões de colarinho branco" para governar esta nação! Isto é o espoente máximo da liberdade, não tivessemos sido nós um dos primeiros países a abolir a escravatura!


Que bela democracia, que bela república! Por falar nisso, parece que esta gaja faz 100 anos, está velha a cabra! Mas nem com o peso dos anos conseguiu aprender nada e agora que está esclerosada... prontos vou parar...


Espera lá, há aqui qualquer coisa que me está a escapar: A escravatura foi abolida no passado séc. XVIII!


Que interessante, o Primeiro, não era o Sócrates, era o Marquês de Pombal... e o sistema de governo era,... era ?????? uma monarquia (falem baixinho!), e... ainda por cima uma Monarquia Absoluta! Que horrooooor! .... Mas apesar das injustiças, não de se ser uma monarquia, mas desta ser absoluta, com todos os inconvenientes inerentes à mesma, o tal Primeiro, o Marquês, criou fábricas, ... matou também uns nobres de forma cruel, é verdade! Mas a verdade é que assistimos ao fim da escravatura e à criação de fábricas, muitas: sedas, limas, meias, relógios, .... e até chapéus!


Mas, tendo em consideração as sondagens, agora é que estamos bem! Sim Senhor:


Viva a corrupção, viva o encerramento das fábricas, viva a escravatura dos empréstimos, viva a escravatura da ignorância!


Mas aqui, quem tem a culpa da escravatura da ignorância, não é o nosso actual Primeiro, ... tenho que dar a mão à palmatória, a culpa é do D. José I e do Marquês, que resolveram criar uma fábrica de chapéus!


Ora está visto que não podia dar bom resultado, os portugueses aderiram à moda dos chapéus de tal forma que neste momento o chapéu não é um adereço de moda, faz parte do nosso corpo, nem se nota, ... pudemos pensar que as orelhas são orelhas, mas não são! São os rebordos do chapéu! E está tão enterrado cabeça abaixo que nos tapa a visão e as ventas! De tal forma que não conseguimos enxergar em cheirar a merda que anda neste país!


Bem amigos não culpem o Sócrates, coitadinho, tão asadinho nos seus fatos Armani, ... também não culpem este povo! Este povo, esta sopa animada de culturas, que vive do Rendimento Minimo e do Desemprego, que tem os filhos nos OPIS, mais dos raros que, coitados, ... enfim são forçados a mandar os filhos para os colégios particulares dentro e fora do país, e coitados vão passar o Carnaval a Veneza ou ao Brasil, em vez de ficarem no Bairro da Pinheira! E depois, ainda há uns, que são os maus da fita, é verdade! No meio desta mistura mágica temos os desgraçados! Sim senhora, os desgraçados daqueles que têm a vergonha de trabalhar e de descontar, de pagar impostos, ir ao modelo e vir de lá a contar os tostões! Ah, velhacos, mas não se preocupem que o que é deles está guardado, vão ver os ordenados congelados e vamos lá ver se chegam a ver o 13º! Ah pois, isto não dá para tanta malandragem. Então e os ciganitos, e os drogaditos, e os tendeiritos ??? Esta gente tem de comer, senão perdemos os melhores exemplares da raça humana!


Bem, vou parar, vou escrever para outro lado, pois como podem ver isto não está bom. Mas já agora deixem-me terminar o raciocinio interrompido (têm de me desculpar, cheguei agora de Lisbon e ainda não jantei! Estou fraquita.):


Vamos lá ver se chego lá, ... (não tenho paciência para voltar a ler as sentenças que me passaram pela cabeça), mas acho que tudo isto começou ... já sei! De quem é a culpa da escravatura de ignorância?


Então recapitulando: É do D. José, que em vez de não ter permitido que o Marquês abrisse uma fábrica de chapéus, deixou a Dona Mariana Vitória sózinha na cama para se andar a enroscar com a Távora, também esta casada, a ordinária!


Eh pá, se calhar a culpa nem é do D. José nem do Marquês, se calhar foi a Dona Mariana Vitória, derramada, com o par de cornos - a gaja era espanhola, e como de Espanha nem bom vento nem bom casamento, ainda por cima cornuda - vá de rogar uma praga ao rei, e não contente com isso rogou uma praga a Portugal. Toma lá que já comeste! Andas metito com essa p..... da Távora, mas também hás-de morrer numa barraca e este teu país há-de ser uma grande barraca!


Gaita, vou-me embora, são 10.10 e eu ainda "nan janteii" e eu acho que estas minhas teorias tem a ver com o meu estômago! Quanto mais vazio está mais alucinada fico e sinceramente já nem sei o que digo, quer dizer escrevo ....


Fiquem bem, beijinhos, bom carnaval, bom fim de semana. Eu era para ir podar as minhas flores, mas a minha cadelita já me poupou esses trabalho, agora é só limpar o quintal! ... bem já estou noutra! Vou comer!»


Toutinegra Escarlate



quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O Rei do Azar

Imagem: Público

Nas provas de ciclismo habituei-me a ver aquela figura trágico-cómica do rei do azar, o vencedor daquele ridículo Prémio do Azar.

E quem era ele? Era aquele desgraçado que caíra cinco vezes, deslocara a omoplata, rebentara os joelhos, se esfolara todo mas, mesmo assim, conseguira terminar a etapa.

Confesso que, mesmo gostando muito de desporto, tenho andado um pouco afastado do ciclismo, verdadeiro laboratório de dopings e outros «auxiliares de esforço físico», se percebem o que eu quero dizer.

Pois bem, este post é dedicado ao verdadeiro Rei do Azar, de seu nome José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, cidadão de 52 anos natural de Vilar de Maçada, actualmente Primeiro Ministro do XVIII Governo Constitucional.

E se ele não é o rei do Azar, então já não sei nada. Senão, atentem:

O homem tem sido perseguido pelo azar desde os tempos em que se alistou na JSD, no pós 25 de Abril, quando ainda militava pelas terras serranas da Covilhã.

Em 1981 filiou-se no PS e seis anos depois foi eleito deputado, realizando o sonho de ir para Lisboa.

Azar nº1:

Nos anos 80 foi responsável por alguns projectos no distrito da Guarda, quando não tinha ainda capacidade para tal. A qualidade e o arrojo arquitectónico de algumas obras falam por si. basta ir à net e procurar. Mas como o mau gosto não paga imposto... as obras deste homem estão isentas!

Azar nº2:

Para concluir a sua licenciatura, a Universidade Independente inovou instituir aulas a um domingo para que o pobre do José pudesse concluir a sua... tarefa. Os restantes pormenores desta licenciatura são por demais conhecidos, desde as famosas notas de Inglês Técnico, passando pelos exames feitos por amigos, etc. E para que tudo terminasse bem, e que tal encerrar a Independente? Ora toma!

Azar nº3:

O «caso Cova da Beira», onde corrupção e branqueamento de capitais envolveram o nome do nosso Primeiro. Claro que documentos foram destruídos, mas mesmo assim, é um azar do caraças o nome do pobre José aparecer eivado de suspeita de corrupção. Mas felizmente foi tudo arquivado «por falta de provas»!

Azar nº4:

A compra da casa do José, no edifício de luxo «Heron Castillo» é mais um caso do extremo azar do homem. Logo alminhas mais invejosas, não conseguindo ombrear com o José em termos de moda, resolveram dizer que a compra da sua casa foi tudo menos... limpa. E isto tudo só porque Sócrates conseguiu comprar a casa a um preço muuuuuito abaixo do de mercado... E que culpa tem ele de conseguir fazer um bom negócio? Invejosos!!!

Azar nº5:

O caso Freeport, ai ai, o caso Freeport... Provavelmente vai tudo dar em águas de bacalhau, tudo irá prescrever e no final terá dado para se vender mais uns jornais, mais umas horitas de telejornal, mais umas lições condensadas do «Manual de Ética da Classe Política» e de «Como fazer Justiça na Política»... Felizmente para o José!

Azar nº6:

Um homem já não pode ter amigos que logo o ligam com todos os tipos de tropelias e ilegalidades...
Que culpa tem José Sócrates que Armando Vara goste mais de dinheiro do que macaco gosta de banana? E que lhe tenham arranjado mais este «Face Oculta»?
E que culpa tem José Sócrates que tenha sido sócio de Armando Vara nos idos de 90 na Sovenco?

Mas graças a Deus e a todos os políticos honestos e sensatos que este ufanar da comunicação social irá ter um fim, pois as escutas das conversas do senhor Primeiro Ministro estão blindadas por uma legislação no mínimo... estalinista! Parece daquelas decisões que qualquer Politburo soviético teria toda a honra de deitar cá para fora. A bem da Nação!

Azar nº7:

Pois bem, José Sócrates não gosta da comunicação social, pim! Principalmente daquela que gosta de esgravatar fundo para ver os podres que se escondem. Por isso, vá de se fazer pressão em tudo o que é jornalista narigudo! (Como som de fundo ouço José Sócrates dizer «o quê? eu adoro a comunicação social, a comunicação social adora-me»)

É uma extraordinária coincidência o nosso José já ter processado 9 jornalistas... mas perdeu todos os casos em tribunal!

...E digam-me lá vocês se o homem não é mesmo azarado?!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Mais um bocadinho de História...

Chegada de Pirro a Roma

Era uma vez um General grego que se chamava Pirro. Viveu entre 318 e 272 a.C. (como sabem, na época antes de Cristo -a.C.-, os relógios andavam para trás...)

Ora o bom do Pirro, sendo General e grego, era um dos maiores opositores de Roma e andava sempre às turras com os romanos. Era Rei de Épiro e Macedónia, e por isso votava no PPM lá da terra dele!

O pai de Pirro, Alexandre II do Épiro, morreu quando ele tinha dois anos. Tempos atribulados, portanto. Pirro foi chamado ao poder aos 17 anos mas foi logo destronado de seguida.

Para encurtar a história, o seu reino foi dividido, houve mais não sei quantas batalhas e Pirro acabou por ser prisioneiro de Ptolomeu I (sim, o do Egipto).

Nestas coisas da História, há tipos com muita sorte! Então não é que o bom do Pirro se viria a casar com Antígona, filha de Ptolomeu? Pois é, e como brinde reconquistou o seu reino de Épiro e, mais tarde, a Macedónia!

Mas não há bem que sempre dure e, por isso, o nosso amigo Pirro voltou a ser destronado por um antigo aliado, Lisímaco, que o expulsou da Macedónia.

Como isto já vai longo e ainda não cheguei onde quero, direi que Pirro, nos tempos seguintes, lutou bastante com os Romanos, tendo a grande vantagem de nunca ter sido confrontado com Asterix, Obelix e os irredutíveis Gauleses naquela pequena aldeia perdida na longínqua Bretanha!

Entre vitória e derrotas, Pirro lutou na Itália e na Sicília. Aqui, o seu carácter despótico e ditatorial fez com que as suas vitórias não fossem bem recebidas, vendo-se na obrigação de abandonar a Sicília e regressar à Itália.

Por terras de Berlusconi, o nosso amigo Pirro voltou a não ter muita sorte, sendo obrigado a regressar a Épiro.

Como general, as maiores fraquezas políticas de Pirro eram a falta de concentração e apetência para esbanjar dinheiro, uma vez que grande parte dos seus soldados eram mercenários, que naquela época não eram propriamente baratos!

A maior participação de Pirro para a História foi a expressão «Vitória Pírrica» ou «Vitória de Pirro», alusão à Batalha de Ásculo, que este venceu mas com um número enorme de baixas, considerando o número de combatentes na batalha.

Quando lhe deram os parabéns pela vitória, Pirro terá dito:

«Mais uma vitória como esta e estou perdido!»

Os inimigos Romanos só tiveram que esperar o natural enfraquecimento das tropas de Pirro para poderem vencer, expulsando o invasor de Itália e enviando-o de regresso a casa.

(Não sei porquê, ontem, ao final da noite, no rescaldo das eleições e ouvindo o nosso futuro Primeiro Ministro, lembrei-me de Pirro!)
_____________________________________

Ah, como nota de rodapé e para terminar, o General Pirro terminou os seus dias de uma forma um tanto ou quanto prosaica: numa batalha nas ruas estreitas de Argos (deviam ter uma fábrica de leite lá perto!), uma velha, no alto do seu telhado, atirou uma telha que caíu em cheio na cabeça de Pirro, atordoando-o. Caíu do cavalo e um soldado inimigo que passava por ali, olhou e disse «olha o General Pirro, vou acabar com ele» e pronto fim da história que hoje já chega!

(fonte: Wikipedia)

domingo, 27 de setembro de 2009

Vamos ter mais 4 anos de Sócrates!!!






quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Afinal, a nossa Ministra não anda a dormir!!!

Aleluia, aleluia, aleluia!!!

Finalmente, todo o Governo começou a ver a LUZ!
Esta é fresquinha, do , como podem ver aqui:


«Governo reconhece problemas de comunicação com os professores

A ministra da Educação admitiu hoje que existiram problemas de comunicação entre Governo e professores nos últimos quatro anos, como considerou José Sócrates terça-feira, mas garantiu que não viu nas declarações do primeiro-ministro uma crítica ao seu trabalho.

Em declarações aos jornalistas na Escola Secundária de Albufeira, onde hoje fez o balanço da aplicação do Plano Tecnológico da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues acrescentou que, pessoalmente, aprendeu «muito» com o processo da reforma da carreira docente e de negociação com os sindicatos dos professores.

Segundo a ministra, e apesar dos problemas de comunicação que houve entre Governo e professores, a sua preocupação sempre foi prosseguir com a reforma do sector.

O secretário-geral do PS e primeiro-ministro afirmou terça-feira à noite, em entrevista à RTP, que, se voltar a formar Governo, tudo fará para restaurar uma relação «delicada» e «atenta» com os professores, reconhecendo falhas na forma como lidou com este sector.

Sobre as razões do mau relacionamento entre executivo e docentes, Sócrates admitiu que, da parte do Governo, «talvez não tivesse havido suficiente delicadeza no tratamento com os professores».

«Porventura falhámos aí nessa forma de nos explicarmos. Deixar criar a ideia de que nós fizemos isso contra os professores é tão infantil, nunca esteve no nosso espírito. Se isso aconteceu, farei tudo o que estiver ao meu alcance para corrigir isso»
, disse.

Ainda neste capítulo da relação entre professores e Governo, Sócrates admitiu que a sua personalidade tenha contribuído, igualmente, para o ambiente de crispação.

«Não posso pôr isso de parte, mas não gostaria que isso acontecesse. Estou muito disponível para restaurar uma relação delicada e atenta a todos os problemas dos professores»
, frisou.

No entanto, segundo Sócrates, «os professores também têm de olhar para o que o Governo fez».

«Todas as medidas que tomámos foi em benefício do sistema público de ensino»
, disse, dando como exemplos o executivo ter colocado professores por quatro anos, investido na requalificação das escolas secundárias e encerrado escolas com menos de dez alunos.

Lusa / SOL


MAS SERÁ QUE ESTA GENTE PENSA QUE ANDAMOS A DORMIR, OU QUÊ?!!!

Para terminar, retiro esta frase da notícia:

(...)segundo Sócrates, «os professores também têm de olhar para o que o Governo fez».

E o Papagaio até acrescenta:

-Não se preocupe, Senhor Primeiro-Ministro, os Professores vão olhar para aquilo que Vª Exª e o seu digníssimo Governo fizeram. Lá mais para o final do mês, falaremos!
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A propósito da «melhoria» dos resultados escolares (parte I)


Da caixa de correio do Papagaio, saliento este comentário de C.L., que passo a transcrever:

«José Sócrates diz que quem critica o estudo que dá conta da redução dos chumbos em Portugal está a insultar professores e alunos. Vamos esquecer os alunos, meros peões nesta história.

O Governo associa a queda dos chumbos ao esforço das escolas e seus profissionais. E para mostrar que não há eleitoralismo, o estudo abrange os últimos... 12 anos.

Diz até que as conclusões vão no mesmo sentido do de outros países da UE.


É verdade que a tendência aponta para o que se passa lá fora.


Mas será isso suficiente?


As comparações entre sistemas de ensino europeus e de outros países (nomeadamente Coreia do Sul, Japão e Índia) não deixam ninguém tranquilo. Ou seja, a pergunta que fica é: apesar de menos chumbos, os alunos saem com mais qualificações para enfrentarem o mercado de trabalho?


Não sei se Sócrates e a ministra são capazes de pôr o pescoço no cepo por esta verdade.


Eu não sou!


Vamos aos insultos.


Sócrates já devia ter percebido que quando se compram guerras com certas corporações só há um de dois resultados: ou se ganha ou se perde.


Não se empata.


Ora, depois de tanto "sangue mau" entre as partes, em que o ministério tinha razão no conteúdo (objecto das reformas) mas não na forma (métodos), é duvidoso que os professores caiam neste namoro, desavergonhado, de última hora.


É como se o noivo que largou a noiva para cortejar a vizinha decidisse regressar, meses depois, arrependido.


Ninguém acredita pois não?»



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