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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

«Não Invocarás o Nome do Chefe em Vão!»

Confesso que não vi a entrevista completa entre Sócrates e Miguel Sousa Tavares. Possivelmente porque são duas criaturas que me causam alguma repulsa, quem sabe.

Aquilo parecia um festival da linha Armani Primavera-Verão, tão finos e selectos eles estavam.

E pus-me a pensar:

«Gaita, que este Sócrates tem mais sorte do que um eunuco na Gay Parade!»

O homem tem mais vidas que um gato. É um sobrevivente nato, escapa-se de todos os entraves com uma panache, que até manda ventarolas!

E tem uma qualidade (qualidade?!) que os todos os políticos procuram:

Consegue reverter todas as desgraças em proveito próprio!

Então não é que, agora que estava quase encurralado a um canto, fruto de tantas mentiras (ou inverdades, como os políticos tanto gostam de dizer) sobre interesses, pressões, falcatruas, desonestidades e etc, então não é que o homem recebeu no seu regaço a catástrofe da Madeira?

Sim, não façam esse ar, quem vai recolher mais benefícios com as chuvadas da Madeira? Duas pessoas:

- Alberto João Jardim, que nos aparece como o Marquês de Pombal lá da ilha dele

- e José Sócrates que, tal qual um grande estadista, retirou a polémica da lei das finanças da Madeira e viu todas as suspeitas deixadas de lado, pois o tempo é de reconstrução!

O Grande Vencedor, o Grande Pensador, o Grande Líder, quiçá, o Grande Timoneiro.

E não lhe chamem "chefe":

«As referências a "chefe" devem ser a outra pessoa porque a mim ninguém me trata por "chefe"!»

É verdade que eu já lhe chamei vários nomes, mas "chefe", nunca.

A quem se estaria a referir? A Cavaco Silva? Ao Chefe Silva? Ao Michel? À Maria de Lurdes Modesto? Ao Chefe Sueco dos Marretas? Mistérios...

E não invoques o nome do Senhor Teu Deus em vão:

«Se alguém invocou o meu nome, evocou-o abusivamente.»

Eh pá, o homem tem cá uma "vaca"!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O Rei do Azar

Imagem: Público

Nas provas de ciclismo habituei-me a ver aquela figura trágico-cómica do rei do azar, o vencedor daquele ridículo Prémio do Azar.

E quem era ele? Era aquele desgraçado que caíra cinco vezes, deslocara a omoplata, rebentara os joelhos, se esfolara todo mas, mesmo assim, conseguira terminar a etapa.

Confesso que, mesmo gostando muito de desporto, tenho andado um pouco afastado do ciclismo, verdadeiro laboratório de dopings e outros «auxiliares de esforço físico», se percebem o que eu quero dizer.

Pois bem, este post é dedicado ao verdadeiro Rei do Azar, de seu nome José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, cidadão de 52 anos natural de Vilar de Maçada, actualmente Primeiro Ministro do XVIII Governo Constitucional.

E se ele não é o rei do Azar, então já não sei nada. Senão, atentem:

O homem tem sido perseguido pelo azar desde os tempos em que se alistou na JSD, no pós 25 de Abril, quando ainda militava pelas terras serranas da Covilhã.

Em 1981 filiou-se no PS e seis anos depois foi eleito deputado, realizando o sonho de ir para Lisboa.

Azar nº1:

Nos anos 80 foi responsável por alguns projectos no distrito da Guarda, quando não tinha ainda capacidade para tal. A qualidade e o arrojo arquitectónico de algumas obras falam por si. basta ir à net e procurar. Mas como o mau gosto não paga imposto... as obras deste homem estão isentas!

Azar nº2:

Para concluir a sua licenciatura, a Universidade Independente inovou instituir aulas a um domingo para que o pobre do José pudesse concluir a sua... tarefa. Os restantes pormenores desta licenciatura são por demais conhecidos, desde as famosas notas de Inglês Técnico, passando pelos exames feitos por amigos, etc. E para que tudo terminasse bem, e que tal encerrar a Independente? Ora toma!

Azar nº3:

O «caso Cova da Beira», onde corrupção e branqueamento de capitais envolveram o nome do nosso Primeiro. Claro que documentos foram destruídos, mas mesmo assim, é um azar do caraças o nome do pobre José aparecer eivado de suspeita de corrupção. Mas felizmente foi tudo arquivado «por falta de provas»!

Azar nº4:

A compra da casa do José, no edifício de luxo «Heron Castillo» é mais um caso do extremo azar do homem. Logo alminhas mais invejosas, não conseguindo ombrear com o José em termos de moda, resolveram dizer que a compra da sua casa foi tudo menos... limpa. E isto tudo só porque Sócrates conseguiu comprar a casa a um preço muuuuuito abaixo do de mercado... E que culpa tem ele de conseguir fazer um bom negócio? Invejosos!!!

Azar nº5:

O caso Freeport, ai ai, o caso Freeport... Provavelmente vai tudo dar em águas de bacalhau, tudo irá prescrever e no final terá dado para se vender mais uns jornais, mais umas horitas de telejornal, mais umas lições condensadas do «Manual de Ética da Classe Política» e de «Como fazer Justiça na Política»... Felizmente para o José!

Azar nº6:

Um homem já não pode ter amigos que logo o ligam com todos os tipos de tropelias e ilegalidades...
Que culpa tem José Sócrates que Armando Vara goste mais de dinheiro do que macaco gosta de banana? E que lhe tenham arranjado mais este «Face Oculta»?
E que culpa tem José Sócrates que tenha sido sócio de Armando Vara nos idos de 90 na Sovenco?

Mas graças a Deus e a todos os políticos honestos e sensatos que este ufanar da comunicação social irá ter um fim, pois as escutas das conversas do senhor Primeiro Ministro estão blindadas por uma legislação no mínimo... estalinista! Parece daquelas decisões que qualquer Politburo soviético teria toda a honra de deitar cá para fora. A bem da Nação!

Azar nº7:

Pois bem, José Sócrates não gosta da comunicação social, pim! Principalmente daquela que gosta de esgravatar fundo para ver os podres que se escondem. Por isso, vá de se fazer pressão em tudo o que é jornalista narigudo! (Como som de fundo ouço José Sócrates dizer «o quê? eu adoro a comunicação social, a comunicação social adora-me»)

É uma extraordinária coincidência o nosso José já ter processado 9 jornalistas... mas perdeu todos os casos em tribunal!

...E digam-me lá vocês se o homem não é mesmo azarado?!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A essência do meu blogue


Como sabem, quem quer fazer um comentário neste blogue, tem que se sujeitar ao escrutínio do Administrador, neste caso, eu, o vosso amigo Papagaio.

O anonimato de quem comenta é sempre preservado, se alguém não quiser colocar o seu nome (ou pseudónimo, ou outro 'alias') pode sempre fazê-lo e aparecer como Anónimo. Mas sempre sujeito ao controle do Administrador.

Outros blogues optaram por outro modo de actuação, onde os comentários não passam pelo crivo dos Administradores. É o caso de um outro blogue de Ponte de Sor, que se tornou visita obrigatória e diária para mim: pontedosor.blogspot.com.

É uma opção legítima como qualquer outra. Não foi a que eu segui, mas tenho que a aceitar.

Só que isso se pode transformar numa autentica Caixa de Pandora, aberta a toda a maledicência inimaginável.

Quem me conhece sabe que participei nas Eleições Autárquicas numa lista que perdeu as eleições. Venceu o Pinto, viva o Pinto! Vários comentários foram feitos no citado blogue, uns com mais acutilância, outros nem tanto... Muitos citavam o meu nome e de colegas meus, sempre com o insulto fácil.

O que doeu (e dói a qualquer pessoa honrada e honesta) foi a quantidade de maledicência, boateria, mentira, injúria a que fui sujeito. E sempre sob a capa do anonimato!

Foram inúmeros os Anónimos que, cobardemente, me insultaram, atacaram... Porque é difícil uma pessoa ter a coragem de tomar uma atitude, de dizer que algo vai mal. E em Ponte de Sor aprendi que não se pode ir contra a corrente. Ou pelo menos aquilo que me quiseram passar...

Vários comentários chegaram à caixa de correio do Papagaio de igual teor. A todos recusei, pois quero manter este blogue com um mínimo de qualidade, pois quero continuar a rever-me nele.

Mas o que é mais chato no meio de tudo isto é que a maioria dos insultos vêm sempre da(s) mesma(s) pessoas(s), os Anónimos não são assim tão plurais... E não serão tão desconhecidos assim...

Mas como diria Georg Stiernhielm:

«A lua silenciosa passa ignorando os latidos;
Assim os homens probos, calmos e honrados
sorriem dos insultos e das línguas hipócritas»

Foto: Portugal Air Show, Évora 2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Olha se a moda pega...

Tropecei neste blog, MAIRDENUBOSKE, do Dr. Shue, onde encontrei esta pérola, que a seguir transcrevo:

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Domingo, Julho 19, 2009 | Publicado por: Dr. Shue

O Conselho Científico do Instituto de Educação e Psicologia (IEP) da Universidade do Minho (UM) ratificou a decisão de não renovação do contrato que liga Daniel Luís àquela instituição. O docente do Departamento de Sociologia da Educação, que mantém o blogue humorístico Dissidências, viu assim confirmada a primeira decisão tomada, há um mês, pelo conselho de departamento.

Daniel Luís tinha feito um pedido de prolongamento da sua ligação à UM por mais dois anos, de forma a terminar o seu doutoramento. No entanto, a deliberação tomada pelo conselho científico na reunião realizada na última quarta-feira rejeita esse pedido, confirmando o sentido da votação dos doutores do conselho do departamento de Sociologia da Educação e Administração Educacional, à qual o docente está vinculado.

As justificações para a decisão são, de resto, as mesmas que sustentaram a deliberação de Junho. O órgão máximo do IEP considera que Daniel Luís não atingiu os objectivos propostos na elaboração da sua tese de doutoramento, por ter apenas entregue um capítulo da mesma em dois anos de trabalho. O docente rejeita este argumento e alega que vários colegas em situação idêntica viram os seus contratos renovados, entendendo que a decisão é antes uma represália por não ter acatado o pedido de encerramento do blogue humorístico feito pelos superiores em Dezembro de 2007.

Fonte: Público

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Felizmente já sou um Papagaio Titular! Porque senão...

Não sei, não. As bruxas não existem, «pero que las hay...»

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quarta-feira, 3 de junho de 2009

«Divide et regna» (Dividir para Reinar)...

Filipe II da Macedonia (Foto Wikipedia)

...era o moto que Filipe II da Macedónia, pai de Alexandre o Grande, usava, já no distante séc. IV a.C., como forma de combater os seus inimigos.

Esse é, infelizmente, o tipo de linha de vida que os nossos governantes tão despudoradamente preconizam e que tão «magníficos» resultados tem obtido. Basta olhar o que se está a passar nas escolas do nosso país, com os novos concursos de professores, com titulares contra os... não titulares, com o novo concurso para director...

E vêm lá as eleições para o Conselho Geral!

Quem poderá afirmar, sem ponta de ironia, que o ambiente das escolas é o mais colaborativo, o mais assertivo, o mais... amigo, que transforma a escola num verdadeiro templo de prazer e alegria?

Há quem queira ser mais papista que o Papa e pense que é imitando estes usos, estas tácticas, que consegue ser respeitado e seguido. É pelo respeito, pela verdadeira amizade, pela boa fé, pela sinceridade, pelo jogo limpo que se consegue levar uma escola, uma cidade, um país a almejar os seus mais altos desígnios.

Para aqueles que, ufanos do seu poder, carregam o seu séquito de verdadeiros aduladores, engrandecendo tudo aquilo que o chefe faz, relembro que olhem o exemplo de Julio Cesar:

«Et tu, Brutus?»

E para terminar, lembro uma citação mais moderna, precisamente de Junho de 1940, por um senhor de seu nome Winston Churchill:

«We shall fight on the seas and oceans, we shall fight with growing confidence and growing strength in the air...
whatever the cost may be.
We shall fight on beaches, landing grounds, in fields,
in streets and on the hills.
We shall never surrender.»


(Lutaremos nos mares e oceanos, lutaremos com cada vez mais confiança
e força nos ares... não interessa com quantas baixas.
Lutaremos nas praias, nos campos, nas ruas e nas montanhas.
Nunca nos renderemos)


Mas que sei eu? Sou apenas um papagaio! E daltónico!

sábado, 30 de maio de 2009

Duas ou três coisinhas sobre as «nossas» eleições


Vários colegas já se me dirigiram e questionaram-me sobre os resultados das eleições, quantos votos contra quantos, como decorreram as votações, etc, e eu verifico que muitos estão mal informados, ou, quanto muito, desinformados.

Ora já se passaram quase duas semanas depois desse acto tão querido da Democracia que são as Eleições, as «nossas» Eleições. Como já disse antes, fiquei chateado pelos resultados, pois não gosto de perder nem a feijões (embora o meu Benfica tenha vindo a habituar-me a pouco e pouco)! E como tinha abraçado este projecto de alma e coração, pensei que desta é que o nosso agrupamento entrava nos eixos.

Os resultados foram, em primeiro lugar, maus para mim e para a pessoa que eu considerava aquela que reunia as melhores condições para ser Directora da nossa escola e, por consequência, dar um outro ritmo, com mais sucesso, melhores resultados, mais respeito e disciplina.

Basta observar os dois projectos, coloquem-nos lado a lado e vejam as diferenças. Um, com princípio, meio e fim; outro, igual ao que sempre foi, tão certa estava a vitória!

As diferenças são tão gritantes que, imaginem, já há quem queira «adapta
r» soluções do Projecto perdedor!

Ao longo das duas semanas que então passaram, fui recolhendo infor
mações aqui, sinais ali, uma dica daqui, outra d'acolá… Quanto mais sabia, mais queria não saber. Quanto mais me diziam, mais na ignorância queria ficar. Mas adiante.

Ora bem, de que vou falar em primeiro lugar?

1. Os resultados

Os resultados oficiais, como foram publicitados, foram de 12-9 para quem ficou como Director.

Mas as coisas não foram tão lineares assim. Tudo aquilo que se passou nessas eleições parecia um filme de Fellini, tão surreal tudo foi.

É que a votação registada só foi conseguida à segunda volta. Numa primeira votação o resultado foi de 10-10 com um voto em branco. Ora segundo foi prática noutras votações noutras escolas/agrupamentos por este país fora, a votação deveria ter sido repetida num prazo máximo de cinco dias!


Admirados? É que no ponto 2 do artigo 7º do Regulamento do Recrutamento Director do Agrupamento Vertical de Ponte de Sor, reza o seguinte:


«No caso de nenhum candidato sair vencedor, nos termos do número anterior, o Conselho Geral Transitório reúne novamente, no prazo máximo de cinco dias úteis, para proceder a novo escrutínio, ao qual são apenas admitidos os dois candidatos mais votados na primeira eleição e sendo considerado eleito aquele que obtiver maior número de votos, desde que respeitado o quórum legal e regulamentado exigido para que o Conselho Geral Transitório possa deliberar.»

Entendem? «Reune novamente…», estão a ver? E o que foi feito? «Não senhor, é já a seguir, fazemos 45 minutos de intervalo para fotocopiar novos votos e vamos votar já!»

E meus amigos, o que se terá passado nesses 45 minutos…
Consta que até houve conversas com um membro do Conselho, que parece que tinha votado em branco…

E, milagre, os 10 votos da oposição, chamemos-lhe assim, transformaram-se em 9!!! Creio ser a versão inversa do «Milagre da Multiplicação dos Pães»!

Portanto, e como dizia o saudoso António Guterres, é fazer as contas! Socorro-me da minha calculadora e:

10 votos + 1 que deixou de ser branco + 1 de alguém que «metafisicamente» resolveu que aquilo que tinha votado há 45 minutos atrás tinha sido afinal feito por um clone seu que se intrometera no Conselho Geral transitório, e voilá! 12 votos e viva a Democracia! Toma lá que já almoçaste!!


A oposição? 9 votos e não digas que vais daqui!


OK, o tal ponto 2 diz «no prazo máximo», mas também refere «reú
ne novamente». Entendem? Reunir novamente quer dizer reunir «outra vez» e não «reunir daqui a bocado que tenho as garrafas do champanhe no congelador e rebentam!»

Podem sempre dizer que foi legal. E se calhar foi, pois eu não petisco muito destas minudências legislativas, por isso não vou por aí.


Legal? Digamos que sim.
Mas ético?! Julguem vocês que a mim não me apetece!

Bom, detesto ler posts grandes e muito mais fazê-los. Este já vai grande, por isso vou deixar o resto para amanhã. Ou segunda, pois amanhã vou dar um docinho a mim e ao resto da famelga: Vamos ver o Cirque Du Soleil à capital.

Fico à espero dos vossos comentários. Porque eu sei que vocês também não andam a dormir!

Mas não me levem muito a sério. É que eu sou um papagaio! E daltónico!

Fonte: Google Images