sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A Culpa foi do D. José I !!!

A propósito do Caso «Face Oculta» (em alentejano, "tromba escondida"... ou "focinho disfarçado"...), recebi um mail interessantíssimo da amiga e colaboradora do Papagaio, Toutinegra Escarlate.

Sem demoras, aqui está, directamente da sua pena:



«Mesmo assim, o PS e o nosso Primeiro continuam a subir nas sondagens!


Isto é que é um país democrático, tão democrático que até dão "liberdade" aos "ladrões de colarinho branco" para governar esta nação! Isto é o espoente máximo da liberdade, não tivessemos sido nós um dos primeiros países a abolir a escravatura!


Que bela democracia, que bela república! Por falar nisso, parece que esta gaja faz 100 anos, está velha a cabra! Mas nem com o peso dos anos conseguiu aprender nada e agora que está esclerosada... prontos vou parar...


Espera lá, há aqui qualquer coisa que me está a escapar: A escravatura foi abolida no passado séc. XVIII!


Que interessante, o Primeiro, não era o Sócrates, era o Marquês de Pombal... e o sistema de governo era,... era ?????? uma monarquia (falem baixinho!), e... ainda por cima uma Monarquia Absoluta! Que horrooooor! .... Mas apesar das injustiças, não de se ser uma monarquia, mas desta ser absoluta, com todos os inconvenientes inerentes à mesma, o tal Primeiro, o Marquês, criou fábricas, ... matou também uns nobres de forma cruel, é verdade! Mas a verdade é que assistimos ao fim da escravatura e à criação de fábricas, muitas: sedas, limas, meias, relógios, .... e até chapéus!


Mas, tendo em consideração as sondagens, agora é que estamos bem! Sim Senhor:


Viva a corrupção, viva o encerramento das fábricas, viva a escravatura dos empréstimos, viva a escravatura da ignorância!


Mas aqui, quem tem a culpa da escravatura da ignorância, não é o nosso actual Primeiro, ... tenho que dar a mão à palmatória, a culpa é do D. José I e do Marquês, que resolveram criar uma fábrica de chapéus!


Ora está visto que não podia dar bom resultado, os portugueses aderiram à moda dos chapéus de tal forma que neste momento o chapéu não é um adereço de moda, faz parte do nosso corpo, nem se nota, ... pudemos pensar que as orelhas são orelhas, mas não são! São os rebordos do chapéu! E está tão enterrado cabeça abaixo que nos tapa a visão e as ventas! De tal forma que não conseguimos enxergar em cheirar a merda que anda neste país!


Bem amigos não culpem o Sócrates, coitadinho, tão asadinho nos seus fatos Armani, ... também não culpem este povo! Este povo, esta sopa animada de culturas, que vive do Rendimento Minimo e do Desemprego, que tem os filhos nos OPIS, mais dos raros que, coitados, ... enfim são forçados a mandar os filhos para os colégios particulares dentro e fora do país, e coitados vão passar o Carnaval a Veneza ou ao Brasil, em vez de ficarem no Bairro da Pinheira! E depois, ainda há uns, que são os maus da fita, é verdade! No meio desta mistura mágica temos os desgraçados! Sim senhora, os desgraçados daqueles que têm a vergonha de trabalhar e de descontar, de pagar impostos, ir ao modelo e vir de lá a contar os tostões! Ah, velhacos, mas não se preocupem que o que é deles está guardado, vão ver os ordenados congelados e vamos lá ver se chegam a ver o 13º! Ah pois, isto não dá para tanta malandragem. Então e os ciganitos, e os drogaditos, e os tendeiritos ??? Esta gente tem de comer, senão perdemos os melhores exemplares da raça humana!


Bem, vou parar, vou escrever para outro lado, pois como podem ver isto não está bom. Mas já agora deixem-me terminar o raciocinio interrompido (têm de me desculpar, cheguei agora de Lisbon e ainda não jantei! Estou fraquita.):


Vamos lá ver se chego lá, ... (não tenho paciência para voltar a ler as sentenças que me passaram pela cabeça), mas acho que tudo isto começou ... já sei! De quem é a culpa da escravatura de ignorância?


Então recapitulando: É do D. José, que em vez de não ter permitido que o Marquês abrisse uma fábrica de chapéus, deixou a Dona Mariana Vitória sózinha na cama para se andar a enroscar com a Távora, também esta casada, a ordinária!


Eh pá, se calhar a culpa nem é do D. José nem do Marquês, se calhar foi a Dona Mariana Vitória, derramada, com o par de cornos - a gaja era espanhola, e como de Espanha nem bom vento nem bom casamento, ainda por cima cornuda - vá de rogar uma praga ao rei, e não contente com isso rogou uma praga a Portugal. Toma lá que já comeste! Andas metito com essa p..... da Távora, mas também hás-de morrer numa barraca e este teu país há-de ser uma grande barraca!


Gaita, vou-me embora, são 10.10 e eu ainda "nan janteii" e eu acho que estas minhas teorias tem a ver com o meu estômago! Quanto mais vazio está mais alucinada fico e sinceramente já nem sei o que digo, quer dizer escrevo ....


Fiquem bem, beijinhos, bom carnaval, bom fim de semana. Eu era para ir podar as minhas flores, mas a minha cadelita já me poupou esses trabalho, agora é só limpar o quintal! ... bem já estou noutra! Vou comer!»


Toutinegra Escarlate



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Finalmente, um bocadinho de Bom Senso?

In
«Isabel Alçada acaba com provas de recuperação»
«O Ministério da Educação vai acabar com as provas de recuperação obrigatórias para os alunos que excedem o limite de faltas. O anúncio foi feito, esta quarta-feira, aos sindicatos pelo secretário de Estado Alexandre Ventura, durante uma negociação sobre o horário de trabalho dos professores.»


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Mais outra!!!


Sporting-1 Benfica-4!!!

- Ai que saudades do Paulo Bento! - dizia um amigo meu, benfiquista.

- Então porquê? - perguntou um outro, sportinguista. - Se calhar pensas que, com o Paulo Bento, o Sporting ganhava?

- Não - respondeu o benfiquista - mas pelo menos riamo-nos mais!!!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Anabela de Malhadas apanhada nas escutas do «Face Oculta»!

Agora que as escutas estão aí na berra, aqui vai mais um testemunho para ajudar a deslindar o caso «Face Oculta».

Oiçam, que só «ouvisto» se acredita!



A culpa de quem é??? Do prof. de matemática, claro está! ;)


O Papagaio Estrangeiro...

El Papagayo Cubano


En Cuba, un niño regresa de la escuela a su casa, cansado y hambriento y le pregunta a su mamá:


- Mamá, que hay de comer?
- Nada, mi hijo.


El niño mira hacia el papagayo que tienen y pregunta:


- Mamá, por qué no papagayo con arroz?
- No hay arroz.
- Y papagayo al horno?
- No hay gas.
- Y papagayo en la parrilla eléctrica?
- No hay electricidad.
- Y papagayo frito?
- No hay aceite.

El papagayo contentísimo gritó:

PUTA QUE LO PARIÓ !!!

VIVA FIDEL !!!

VIVA LA REVOLUCIÓN !!!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Comboiadas...


Agora que tanto se fala em TGV e possível privatização da CP, é com bastante pena que vejo o definhar gradual e constante dos Caminhos de Ferro Portugueses.

Não nos podemos esquecer que Ponte de Sor cresceu por influência directa da estação da CP, foi nos finais do século XIX que nasceu a norte da cidade, «obrigando» à criação da avenida principal, primeiro baptizada de Cidade de Lille, mais tarde General Carmona, actualmente da Liberdade.


Por aqui passava (e ainda passa) o comboio internacional que nos liga a Espanha. Aprendemos na escola primária que Ponte de Sor pertencia à Linha do Leste, que entroncava no Ramal de Cáceres...


Era o meu meio de transporte preferido, primeiro na ligação a Lisboa, nos meus anos universitários, depois para o serviço militar, em Mafra. A minha mulher também o usou, e muito. Portanto, esteve sempre presente na vida deste vosso amigo.

Com a entrada da minha filha na Universidade, em Coimbra (e com a falta de alternativa a nível de autocarros), lá nos tivemos de virar para a alternativa "comboio". Consultámos os horários, que bom! havia um às 4 e meia. Mas qual quê! Foi sol de pouca dura, pois os horários foram todos alterados, de modo a que, quem quiser chegar a horas a Coimbra, tem agora de entrar no InterCidades, em Abrantes!

Em Abrantes! A 35 km de Ponte de Sor! Aquilo até parece Ponte de Sor-B, com tantos pontessorenses a partirem para Coimbra, ou para Lisboa!

E tudo isto vem-me à memória pelo facto da falação que por aí vai sobre o TGV. Ele é "TGV para aqui", "TGV para ali", "Lisboa será a praia de Madrid", "teremos linha até Vigo?"...

Já chateia, confesso-vos.

Porque somos todos uma cambada de parvos!

Repito e esclareço: Nós, Portugueses, somos uma cambada de parvalhões!!!

Falamos de TGV, armados em condes falidos e deixamos o "outro" caminho de ferro a agonizar, a apodrecer aos poucos! Queremos transformar todo o caminho de ferro português numa gigantesca "Linha do Tua"? Aberta só a turistas?

Nunca compreendi por que razão nunca se investiu num ramal, aqui em Ponte de Sor, para a Inlan, mais tarde Delphi e toda a zona industrial. Sempre aprendi que o transporte ferroviário é mais barato e amigo do ambiente, evitando sobrecarregar as estradas do nosso país.

Seria uma boa maneira da nossa Câmara poder investir no futuro. Ou será que já estavam a pensar que, no século XXI iria existir uma aeródromo em Ponte de Sor, podendo privilegiar o transporte aéreo para o resto do país? Mistérios!!!

E assim vamos, contentes e assobiando, enquanto o país caminha, alegremente, para ser um clone da praxis dos nossos irmãos comunitários da Grécia!

E viva Portugal! E viva a Ponte de Sor!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Como Definir O Indefinível?


A raça do Alentejano?

É, assim, a modos que atravessado.

Nem é bem branco, nem preto, nem castanho, nem amarelo, nem vermelho...

E também não é bem judeu, nem bem cigano.

Como é que hei-de explicar? É uma mistura disto tudo com uma pinga de azeite e uma côdea de pão.

Dos amarelos, herdámos a filosofia oriental, a paciência de chinês e aquela paz interior do tipo "não há nada que me chateie";

Dos pretos, o gosto pela savana, por não fazer nada e pelos prazeres da vida;

Dos judeus, o humor cáustico e refinado e as anedotas curtas e autobiográficas;

Dos árabes, a pele curtida pelo sol do deserto e esse jeito especial de nos escarrancharmos nos camelos;

Dos ciganos, a esperteza de enganar os outros, convencendo-os de que são eles que nos estão a enganar a nós;

Dos brancos, o olhar intelectual de carneiro mal morto;

E dos vermelhos, essa grande maluqueira de sermos todos iguais.

O Alentejano, como se vê, mais do que uma raça pura, é uma raça apurada. Ou melhor, uma caldeirada feita com os melhores ingredientes de cada uma das raças.

Não é fácil fazer um Alentejano. Por isso, há tão poucos.

É certo que os judeus são o povo eleito de Deus. Mas os Alentejanos têm uma enorme vantagem sobre os judeus: nunca foram eleitos por ninguém, o que é o melhor certificado da sua qualidade.

Conhecem, por acaso, alguém que preste que já tenha sido eleito para alguma coisa?

Até o próprio Milton Friedman reconhece isso quando afirma que

«As qualidades necessárias para ser eleito são quase sempre o contrário das que se exigem para bem governar».

E já imaginaram o que seria o mundo governado por um alentejano?

Era um descanso!

(autor desconhecido)