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terça-feira, 22 de junho de 2010

Ena, o que aí vem...

medo-2«Acompanho com curiosidade e alguma gozo o frenesim que tomou conta dos directores ameaçados de extinção dos cargos em consequência da fusão de agrupamentos escolares.

Sobra-lhes agora o nervosismo e a indignação que lhes faltou, em 2008 e 2009, quando os professores foram alvo do mais violento ataque de sempre à profissão docente.

Não me revejo no modelo de gestão escolar criado pelo decreto-lei 75/2008. Creio que a escola é uma organização que só tem a perder com um modelo de gestão profissionalizado.

A criação de mega-agrupamentos pode até trazer algumas vantagens pedagógicas para além da salutar e necessária redução na despesa pública. Entre as vantagens, destaco:

Um maior distanciamento físico e geográfico entre o director e os docentes que leccionam fora da escola-sede pode ampliar os espaços de liberdade pedagógica e reduzir o controlismo estéril e a perda de tempo dos processo de prestações de contas sob a forma de preenchimento de grelhas, actas e relatórios. Para a maioria dos professores o afastamento do director será uma benção.

A criação dos mega-agrupamentos, integrando estabelecimentos de todos os níveis de ensino, tornará inviáveis os chamados projecto educativos, projectos curriculares de escola e outra tralha curricular semelhante. A formatação da prática pedagógica fica mais difícil e os professores ganham em liberdade de actuação.

Sou a favor ao regresso a um modelo de gestão não profissionalizado e inteiramente democrático com os jardins de infância e escolas do 1º CEB a criarem agrupamentos horizontais com não mais de 1000 alunos por agrupamento gerido por um delegado escolar eleito por docentes, funcionários e pais por um período de 3 anos, renovável até ao limite de 9 anos.

Sou a favor da eleição de conselhos directivos, constituídos por 3 docentes, eleitos por docentes, funcionários e pais, sem direito a suplemento remuneratório, nas escolas dos 2º e 3º CEB e nas escolas secundárias com mais de 800 alunos e conselhos directivos com dois docentes nas escolas com menos de 800 alunos.

Estou, portanto, curioso, esperançoso e optimista com as consequências provocadas pela criação dos mega-agrupamentos. Ao menos, o processo veio pôr fim à paz podre, ao controlismo e à formatação pedagógica vigente. E abre-se uma porta por onde pode entrar ar fresco.»

Ramiro Marques, ProfBlog

segunda-feira, 10 de maio de 2010

«Dicas para melhorar o clima da escola»

O Ramiro Marques, no seu ProfBlog, continua a ser uma das referências do Papagaio.

Ultimamente, tem-nos brindado com um conjunto de dicas, algumas daquelas que nos fazem pensar e meditar, reconhecendo-nos nós em tantas e tantas delas.

Uma delas tinha o nome de

«Dicas para melhorar o clima da escola»


oito indicadores de clima da escola e o director pode ajudar a melhorar todos eles:

Respeito: todos os membros da escola devem ser tratados com respeito e consideração.

Cuidar: todos devem preocupar-se com todos e cada um deve estar interessado no bem-estar dos outros.

Moral: há sentimentos positivos acerca das tarefas assumidas e o nível de confiança é elevado.

Oportunidade para fornecer ideias e sugestões: o director estimula os professores a darem ideias para melhorar o clima

Crescimento académico e pessoal: reconhece-se a todos a possibilidade de desenvolvimento profissional.

Inovação: a escola está aberta a mudar o que está mal ou funciona menos bem.

Coesão: todos partilham a mesma visão educativa e a missão da escola.

Confiança: há frontalidade, verdade e confiança mútua.


Como é que o director afecta o clima da escola?


Mostra que é responsável por tudo o que acontece na escola.

Não se esconde no gabinete. Tem uma presença forte e visível na escola.

Conhece os alunos e os professores.

Comunica regularmente com os professores e os alunos.

Faz reuniões curtas, positivas e produtivas.

Conhece as necessidade dos professores e dos alunos.

Preocupa-se em dotar a escola de um ambiente físico atraente, limpo e seguro.


workplace_feel_good

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Boa Semana!

Sou um ‘consumidor’ dos textos de Ramiro Marques, que considero um dos melhores exemplos da blogosfera que melhor representa o sentir da classe dos professores.


Não concordo com tudo o que ele escreve, mas tem, no seu blogue ProfBlog dos melhores textos sobre educação que foram escritos nos últimos tempos.


Agora deu ao Ramiro apresentar dicas sobre vários aspectos da função de Professor e este, assim que o li, disse-me qualquer coisa.


Versa a função e o papel do Director e reza assim:


Dicas para directores: como promover um bom clima de escola?


Dica #1: Não se refugie no gabinete, circule pela escola e seja visto todos os dias;


Dica #2: Não admita que os pais e os alunos digam mal dos professores sem terem razão para tal;

Dica #3: Lembre-se disto: você vai trabalhar com os pais durante dois ou três anos, mas tem de trabalhar com os professores uma vida inteira;


Dica #4: Quando as coisas correm mal, seja o primeiro a assumir as responsabilidades e o último a colher os louros das coisas bem sucedidas;

Dica #5: Nunca encubra uma situação de indisciplina grave, bullying ou agressão.


Imagem retirada do blogue "Movimento Escola Pública"

domingo, 1 de novembro de 2009

Avaliações à la carte?!



Recebi, durante este fim de semana, um comentário a um poste aqui do Papagaio, do meu (minha?) leitor (a?) J.A. que, por tão interessante e actual, reproduzo aqui.

Sem mais delongas e com os devidos créditos ao citado amigo, aqui vai.

ME no seu melhor:

Avaliação de desempenho dos

membros das direcções executivas


Foi publicado hoje a Portaria n.º 1317/2009. D.R. n.º 204, Série I de 2009-10-21 que estabelece um regime transitório de avaliação de desempenho dos membros das direcções executivas, dos directores dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário e, bem assim, dos directores dos centros de formação de associações de escolas.


Gostaria de realçar o seguinte:


A avaliação do desempenho dos docentes abrangidos pela presente portaria é efectuada mediante a ponderação do seu currículo.

* Habilitações académicas - 10 %;

* Habilitações profissionais - 25 %;

* Formação profissional - 25 %; (não interessa a classificação só o n.º horas)

* Experiência profissional - 40 %.


Escala de avaliação (artigo 4º)


* Excelente: de 4,5 a 5 valores (Se convertida na escala de 10: de 9 a 10 valores);

* Muito Bom: de 4 a 4,4 valores (Se convertida na escala de 10: de 8 a 8,8 valores);

* Bom: de 3 a 3,9 valores (Se convertida na escala de 10: de 6 a 7,8 valores)

Para a generalidade dos professores esta escala é de de 6,5 a 7,9 valores.

* Regular: de 2 a 2,9 valores (Se convertida na escala de 10: de 4 a 5,8 valores);

* Insuficiente: de 1 a 1,9 valores (Se convertida na escala de 10: de 2 a 3,8 valores).


Vamos a um exemplo:


Um professor que em termos dos parâmetros definidos tem sempre o número de pontos inferior (3 pontos*10% + 2 pontos*25% + 3 pontos*25% + (2*50% + 2*25% + 2*25%)*40% = 2,1) tem uma classificação regular porque a ponderação final dá 2,1 valores.


Então o parâmetro insuficiente só lá está para enfeitar?


A componente lectiva não é um parâmetro a considerar para a aplicação do Muito Bom ou Excelente?


Neste diploma mesmo que o membro da direcção executiva dê aulas este facto não é considerado.


E os objectivos onde entram?


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terça-feira, 21 de julho de 2009

Onde é que eu já vi isto?!

Retirado do site A Educação do meu Umbigo:

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Mesmo Boas Práticas

Diversos mails me vão chegando com a adesão de muitos Directores à atitude de deixar entregar a autoavaliação a toda a gente que o queira fazer, com ou sem objectivos individuais.

Esta é a atitude correcta, sadia e que procura preservar o que resta de um bom ambiente de escola.Vou fazendo uma pequena lista, mas por enquanto prefiro não a divulgar por razões que julgo óbvias.

É muito importante que todas as práticas abusivas sejam denunciadas, assim como todo o tipo de vendettas pessoais que estão a ser feitas com a desculpa da avaliação.

O que mais me custa é que em diversas escolas, algumas das quais eu até conheço de forma mais ou menos próxima, as pessoas preferirem calar-se por terem medo de represálias.

Ora é exactamente com esse medo que os novos tirantes e caciques escolares contam para reinarem a seu bel-prazer.


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Sem comentários!
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sábado, 18 de julho de 2009

O «annus horribilis» da Educação


Estávamos no ano de 1992 e o Reino Unido atravessava uma fase menos boa, monarquicamente falando.

A Raínha Isabel II (ou Queen Elizabeth II, para os puristas da língua de Shakespeare, que gostam de
ler o meu blogue comendo uns «scones» e bebendo o «five o'clock tea») passava as «passinhas do Algarve» (ou será «ALLgarve?), vendo os seus filhos a divorciarem-se das respectivas. Como se isso não bastasse, por alturas do Natal viu o seu «modesto» castelinho de Windsor pegar fogo! E foi por isso tudo que ela apelidou 1992 como o «anno horribilis» do seu reinado.

Foto: perioproperty

De então para cá, muita água passou por debaixo das pontes e uns anos foram melhores, outros nem tanto.

E foi então que chegámos a Portugal. O ano era 2008. E 2009, porque eles andam sempre a pares.

2008-2009 foi o «annus horribilis» da Educação. Não só para a Educação, é um facto, mas para muitos e diversos aspectos do nosso país. E a crise não explica tudo.

Enquanto professor, nunca me senti tão humilhado, insultado, vilipendiado na minha tarefa de Educador como neste ano. E já levo 27 anos de serviço, o que é uma vida!

À excepção daquela figura que é um farol de lusitaniedade, de nome Cronaldo (há quem lhe chame Cristiano, ou Ronaldo, mas eu, Ronaldo, só conheço aqueles dois brasileiros, com dentes grandes, o -inho e o outro), que até sabe dar uns pontapés na «chicha», o ano foi mau para todos. Ninguém foi comprado por 94 milhões! (por favor, comprem-me! faço um preço mais em conta, 50 milhões chegam-me!)

Façamos, então, um exercício de memória e puxemos a cassete atrás.


Este foi o ano da nova legislação da avaliação de desempenho, que, se algum benefíci
o trouxe à carreira, foi ter conseguido juntar uma classe e encher as ruas de Lisboa (eu estive lá! das 2 vezes! ó pra mim, aqui na Praça do Comércio!)

Foto: Papagaio Inc.

De resto, o Decreto 2/2008 trouxe às escolas aquilo que a equipa ministerial pretendia e que muitos já previam: a divisão entre professores e o mal-estar daí decorrente. Cada um por si e a escola colaborativa acabou nesse instante. «Eu, mostrar-te a minha ficha? Para tu a copiares e colocares no teu portfolio? Faz mas é a tua...»

Professores contra professores, a bufaria e o beija mão a grassarem por tudo quanto é escola...


E que dizer dos colegas que, pressionados por um sistema cada vez mais burocrático e desfazado da realidade, começaram a pedir a reforma antecipada? Basta cada um de nós olhar em redor e ver quantos dos que estavam «connosco» no ano anterior já estão fora do sistema. E com penalizações de 30, 40, 50%...

A cereja no topo do bolo chamou-se Decreto Lei nº75/2008, o famoso 75 que «inventou» essa figura de Democracia Burocrática que é o
director!

Imagem: Google Images

O novo modelo de gestão veio aumentar a cisão numa profissão que conseguira juntar quase a totalidade dos seus docentes, por duas vezes... Os Conselhos Gerais (anteriormente Transitórios), como herdeiros da anterior Assembleia, assimilaram todo o poder, mandando a escola representativa às malvas! «Ah, mas estão lá os pais, os professores, os pais, a comunidade...» Pois, está bem, abelha! Eu sei perfeitamente como esses Conselhos Gerais podem trabalhar, oh se sei... Basta 2 ou 3 elementos que sabem urdir a teia e, lentamente, vão apertando a malha, até a simples aplicação da livre escolha fica tolhida. «Pois, vê lá como votas, lembra-te do que te foi concedido!»

«Vae Victis», «ai dos vencidos»: ficam párias, excluídos, separados dos demais.
Se tens cargos, obviamente destituo-te! Mas com «souplesse» e classe. E democraticamente...

Como disse o meu colega Bloguista Ramiro Marques (Boas Férias, Ramiro!), no seu ProfAvaliação:


«Os professores passaram a andar pelos cantos da escola, de rosto triste, a dizerem às escondidas aquilo que passou a ser proibido afirmar às claras. O medo instalou-se. Os aspirantes a tiranetes, fascistas, socialistas jacobinos, vira-casacas e lambe-botas deram as mãos e mergulharam as escolas numa espiral de loucura burocrática e desrespeito pelas leis e pelas pessoas.»

E acreditem que ainda a procissão vai no adro. A
Avaliação Docente ainda agora saíu da Igreja. No meu Agrupamento, no último Pedagógico do ano, questionaram o Director sobre a Avaliação Docente:

- Ah, vão de férias, lá para Setembro concluímos isso!


Assim, tal e qual. Em Setembro! Quem vier atrás que feche a porta! Quando começarem a sair as avaliações,
«então ele tem Excelente e eu só Muito Bom? Ele, que é um lambe botas?» E isto vai-se ouvir e repetir, vezes e vezes sem conta. Faz parte do clima que nos criaram.

Foi isto que esta verdadeira maga do Ensino que se chama
Maria de Lurdes Rodrigues nos deixou, ao abrir a Caixa de Pandora em que se tornou a Educação do nosso país!

E eu, que sou um profissional atento, participativo, colaborativo, amigo, fico triste. Porque os professores já não têm pejo de apunhalar os colegas nas costas, porque é sempre um a menos a sair de cena. Ninguém quer ajudar ninguém, isto é o que constato. E só vai piorar!


E que dizer dos
concursos? Tenho tantos colegas que esperavam, «este ano é que é, vou entrar quase de certeza, com tantas vagas...» Pois bem, algumas centenas, cerca de 4, para ser preciso, foram os felizardos que puderam entrar para os quadros. Quanto aos outros, transformaram-se numa nova «classe», os DACL.

Felizmente, alguma coisa boa surgiu. Ou irá surgir.Consta por aí que em Outubro esta gente toda vai levar um valente empurrão (para não utilizar outra figura de estilo!) e o Ministério da Educação terá uma verdadeira lufada de ar fresco. Alguém abriu uma porta «europeia»...


Assim espero. Assim esperamos!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Uma História de Terror... (Conclusão, finalmente!)

Finalmente, deu-se!

2009, Odisseia em Monforte! A história chegou ao fim.

Já vos tinha contado as duas partes anteriores desta autêntica história à portuguesa que foi a eleição/nomeação do Director para o Agrupamento de Monforte.

Podem recordar qualquer uma delas, a 1º parte aqui e a 2ª, aqui.

E qual foi a conclusão?

A Direcção Regional tomou o assunto pessoalmente em mãos e resolveu-o, a bem da nação.

No início de Julho, o Director Regional dirigiu-se pessoalmente a Monforte, onde se reuniu com o Conselho Geral. Este manteve as posições que já havia assumido, não alterando uma vírgula ao que fora decidido, mostrando que há Alentejanos de boa cepa lá para os lados de Monforte.

Finalmente, um Conselho Geral que mostrou ter a coluna vertical!


Ficou então decidido que ambos os concorrentes a Director, que já anteriormente foram rejeitados pelo CG, não apresentavam as condições necessárias para o cargo. Teria que se arranjar alguém de fora, foi o que ficou decidido.

E então aconteceu, numa manhã quente de meados de Julho (não consta que estivesse nevoeiro). Monforte já tem Director! (depois de Sobral de Monte Agraço ter um parque infantil...)

Aparentemente toda a gente ficou contente:

- o CG manteve as posições que sempre defendera, não alterando nada ao que decidira, mantendo-se firme e hirto;

- o Agrupamento pode continuar a sua vida, na mais perfeita das naturalidades;

-a Direcção Regional desatou este verdadeiro nó górdio, que estrangulava a vida normal das escolas;

- e os professores podem todos ir de férias, confiantes de que cumpriram a sua obrigação, dando uma verdadeira lição de estar verticalmente na vida.

Os meus parabéns ao novo Director, aos professores do Agrupamento e aos colegas do CG, que serviram de exemplo e inspiração para muitos, nestes tempos sombrios em que a bufaria está cada vez mais a aumentar nas escolas deste país, à beira mar plantado!


quinta-feira, 18 de junho de 2009

Uma História de... Terror?! (parte 2)

À excepção de «O Padrinho», nunca uma sequela de qualquer filme foi melhor que a versão original. Salvo a excepção daquele filme de 72, ainda Francis Ford Copolla dava os primeiros passos na realização.

Mas embora adore cinema, não é disso que vou falar.

No passado dia 5 contei aqui a história trágico-marítima a que dei o nome de «Uma História de... Terror?!» Em traços gerais, contava as peripécias eleitorais da escolha/eleição do Director numa Escola Alentejana, com todos os condimentos para a versão IV do filme referido, a sequela da sequela da sequela! Mario Puzo deve andar a dormir!

Mas continuemos. Voltei a receber um mail dum colega que se encontra nesse verdadeiro «olho do furacão», que posso dizer que se situa no Agrupamento de Monforte, Alto Alentejo.

Vou deixar essa segunda parte da história em discurso directo. A história passou-se ontem, 17 de Junho.

Ouçamos, então, a


2ª Parte

«Continuam a ser marcadas reuniões do C. Geral para a eleição do Director que continua, sem fim à vista...


A semana passada nenhum dos dois teve dois terços da votação (11 a 2).


Hoje mais uma reunião... não houve quórum...


Amanhã, outra vez (passadas 24h lá tem que ser...), vamos ver amanhã...


Mas que tem havido coerência, lá isso tem.


Só que, se amanhã se puder votar, sem exigência de número de membros presentes... um dos candidatos pode ser eleito com o esmagador apoio de 2 ou 1 pessoa!!!


MARAVILHOSO!!!!


O sistema funcionará na sua plenitude... o assunto será arrumado e não fará história...


Aliás, convém que não faça, porque a escola é um local de paz e harmonia...é o que dizem na telefonia! (Olha: versejei!)»



Estava já a escrever este post quando me chegou à caixa do correio, fresquinha, a continuação da saga, passada hoje, dia 18.

Pelo mesmo preço, aqui têm a


3ª Parte

«Pois é verdade... as 24h passaram e desta vez haveria votação se houvesse quórum... bastava que um terço do C. Geral estivesse presente (7)...


Pois não houve 7 pessoas!!!


Não se pôde votar... Que pena!...


O processo voltará a ser encaminhado (novamente), para a DREA... agora aguarda-se o desenvolvimento.


A bola está do lado de lá!...

Nomeação? Novo concurso?...


A malta vai levar uns açoites? Não podem é dizer que não houve coerência...»



Mais comentários para quê?

É uma escola portuguesa, com certeza!



terça-feira, 16 de junho de 2009

Meu Deus, Mais Eleições!!!

É verdade, o nosso Agrupamento vai ter mais umas eleições! Para o Conselho Geral!

Que bom, vive la Democracie!!!


E como o nosso Primeiro e sua correlegionária Milú são inteligentes, ao criarem as eleições para o Conselho Geral (que é assim a modos como a extinta Assembleia, mas em moderno) logo após a escolha dos novos Directores!


Sim, pois em todo o nosso país se verifica esta cena, que não é tão ficção assim:


- Olha lá, queres formar uma lista para o Conselho Geral?

- Eh pá, quer dizer, vou ser avaliado/a... o Director vai dizer sempre a última palavra... é o Conselho Geral que escolherá o novo Director, daqui a 4 anos, não é?... e depois como progrido? E o meu Muito Bom?...


Não, meus amigos, não me estou a referir a nenhuma escola em particular, mas sim a todo o país, a todas as escolas e agrupamentos de Portugal Continental e Ilhas Adjacentes!! (Bem, para falar verdade, nas ilhas não sei, pois vivem «noutro» país...)


O pessoal anda todo... deixem-me lá descobrir uma palavra inequívoca que resuma a situação... o pessoal anda ACAGAÇADO!


Ai as avaliações, ai ai...


Nunca o ambiente nas escolas do nosso país foi tão «poluído», tão... pidesco! E notem que estou-me a referir ao país inteiro, não estou a falar de nenhum caso particular, capice?


Os professores têm medo, MEDO! De quê? De falar, de darem a sua opinião, de discordar do Chefe, que, como todos sabemos, «O Chefe Tem Sempre Razão!»


Imaginem, o 25 de Abril foi em 1974 e 35 anos depois, os Professores têm medo! De falar!

Contradigam-me, por favor! Quero ser contradito!

Quero saber que estou errado,

que afinal as escolas do nosso país melhorarem com o aparecimento do Director, qual «Deus Ex Machina», que resolve tudo num piscar de olhos, com benefício para todos!

Que o ambiente é completamente aberto, sem perseguições nem ninguém que é posto de lado simplesmente por pensar diferente, sem pressões!

Por favor, digam-me!

Basta entrar na Sala de Professores da minha escola, de qualquer escola. Sente-se todo o mundo a respirar confiança, abertura, discussão livre, não é? Pois... As eminências pardas andam por aí.

«Elas anden aí!»

Como eu dizia, a Procissão ainda vai no adro. Espero que estas eleições sejam:

claras,
honestas,
sem contactos «pessoais e transmissíveis»,
nem telefonemas diários,
nem «negócios» paralelos,
nem ameaças veladas,
nem jantares de desagravo,
nem «esperas» para discutir... qualquer coisa,
nem pressões,

como decerto acontece em todas as escolas, mas sim com toda a Honestidade, Sinceridade e Sapiência, pois são as medidas exactas para termos uma Verdadeira Escola Pública, e que deverão nortear a nossa função principal de Educadores!

Como dizia Platão,

«São muitos os que usam a régua, mas poucos os inspirados.»

Mas que sei eu? Sou apenas um papagaio. E daltónico!