sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Da caixa de correio...


EU TAMBÉM TIVE UM SALAZAGALHÃES !!

...e se era apanhado a limpar o "écran" com a manga da camisola, levava um "calduço".

...e se me queixasse em casa de que a professora me tinha dado umas reguadas (raramente o fazia e apenas se merecidas) ainda levava mais.

... e as escolas tinham um aspecto limpo (que ajudávamos a manter aos sábados de manhã - não era considerado trabalho infantil) não tinham grades nem sequer muros altos, e tinham uns canteiros de flores a que retirávamos as ervas daninhas uma vez por outra, sob orientação do/da professora também aos sábados de manhã. Chamavam-se actividades circum-escolares....

...e não havia processos de alunos e/ou pais contra professores que eram muito respeitados, por ajudarem a educar os filhos.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O Rei do Azar

Imagem: Público

Nas provas de ciclismo habituei-me a ver aquela figura trágico-cómica do rei do azar, o vencedor daquele ridículo Prémio do Azar.

E quem era ele? Era aquele desgraçado que caíra cinco vezes, deslocara a omoplata, rebentara os joelhos, se esfolara todo mas, mesmo assim, conseguira terminar a etapa.

Confesso que, mesmo gostando muito de desporto, tenho andado um pouco afastado do ciclismo, verdadeiro laboratório de dopings e outros «auxiliares de esforço físico», se percebem o que eu quero dizer.

Pois bem, este post é dedicado ao verdadeiro Rei do Azar, de seu nome José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, cidadão de 52 anos natural de Vilar de Maçada, actualmente Primeiro Ministro do XVIII Governo Constitucional.

E se ele não é o rei do Azar, então já não sei nada. Senão, atentem:

O homem tem sido perseguido pelo azar desde os tempos em que se alistou na JSD, no pós 25 de Abril, quando ainda militava pelas terras serranas da Covilhã.

Em 1981 filiou-se no PS e seis anos depois foi eleito deputado, realizando o sonho de ir para Lisboa.

Azar nº1:

Nos anos 80 foi responsável por alguns projectos no distrito da Guarda, quando não tinha ainda capacidade para tal. A qualidade e o arrojo arquitectónico de algumas obras falam por si. basta ir à net e procurar. Mas como o mau gosto não paga imposto... as obras deste homem estão isentas!

Azar nº2:

Para concluir a sua licenciatura, a Universidade Independente inovou instituir aulas a um domingo para que o pobre do José pudesse concluir a sua... tarefa. Os restantes pormenores desta licenciatura são por demais conhecidos, desde as famosas notas de Inglês Técnico, passando pelos exames feitos por amigos, etc. E para que tudo terminasse bem, e que tal encerrar a Independente? Ora toma!

Azar nº3:

O «caso Cova da Beira», onde corrupção e branqueamento de capitais envolveram o nome do nosso Primeiro. Claro que documentos foram destruídos, mas mesmo assim, é um azar do caraças o nome do pobre José aparecer eivado de suspeita de corrupção. Mas felizmente foi tudo arquivado «por falta de provas»!

Azar nº4:

A compra da casa do José, no edifício de luxo «Heron Castillo» é mais um caso do extremo azar do homem. Logo alminhas mais invejosas, não conseguindo ombrear com o José em termos de moda, resolveram dizer que a compra da sua casa foi tudo menos... limpa. E isto tudo só porque Sócrates conseguiu comprar a casa a um preço muuuuuito abaixo do de mercado... E que culpa tem ele de conseguir fazer um bom negócio? Invejosos!!!

Azar nº5:

O caso Freeport, ai ai, o caso Freeport... Provavelmente vai tudo dar em águas de bacalhau, tudo irá prescrever e no final terá dado para se vender mais uns jornais, mais umas horitas de telejornal, mais umas lições condensadas do «Manual de Ética da Classe Política» e de «Como fazer Justiça na Política»... Felizmente para o José!

Azar nº6:

Um homem já não pode ter amigos que logo o ligam com todos os tipos de tropelias e ilegalidades...
Que culpa tem José Sócrates que Armando Vara goste mais de dinheiro do que macaco gosta de banana? E que lhe tenham arranjado mais este «Face Oculta»?
E que culpa tem José Sócrates que tenha sido sócio de Armando Vara nos idos de 90 na Sovenco?

Mas graças a Deus e a todos os políticos honestos e sensatos que este ufanar da comunicação social irá ter um fim, pois as escutas das conversas do senhor Primeiro Ministro estão blindadas por uma legislação no mínimo... estalinista! Parece daquelas decisões que qualquer Politburo soviético teria toda a honra de deitar cá para fora. A bem da Nação!

Azar nº7:

Pois bem, José Sócrates não gosta da comunicação social, pim! Principalmente daquela que gosta de esgravatar fundo para ver os podres que se escondem. Por isso, vá de se fazer pressão em tudo o que é jornalista narigudo! (Como som de fundo ouço José Sócrates dizer «o quê? eu adoro a comunicação social, a comunicação social adora-me»)

É uma extraordinária coincidência o nosso José já ter processado 9 jornalistas... mas perdeu todos os casos em tribunal!

...E digam-me lá vocês se o homem não é mesmo azarado?!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Invejosa!!!

Bastou ver o meu post anterior e a invejosa da Amy Winehouse resolveu imitar a Leopoldina!

Ora vejam a notícia do DN:

Amy Whinehouse exibe maminhas novas

A cantora britânica, que gastou 39 mil euros nos novos implantes, foi fotografada a exibir a sua nova silhueta.

Amy Whinehouse está feliz com os seus novos implantes mamários, e faz questão que todo o mundo saiba...e veja.

A intérprete de Back to Black foi fotografada numa das zonas mais movimentadas de Londres com uma camisola muito decotada, que deixava o seu soutien cor-de-rosa totalmente exposto.

A cantora, que recentemente aumentou o tamanho do peito de um singelo 32B para um generoso 32D, mostrou-se muito confiante e feliz com a sua nova silhueta e não exclui a hipótese de voltar a submeter-se a mais intervenções estéticas como, por exemplo, a colocação de implantes no rabo.


Olha, olha, a Leopoldina cresceu!

Pois é, já não bastava a nossa TV mostrar mulheres super sexys, todas retocadas ao centímetro, homens de abdominais falsamente insuflados (pelo menos os meus são naturais!), não bastava isso tudo e resolveram dar cabo de tudo e dar volta à cabeça das nossas criancinhas!

Foi até o meu filho que me chamou à atenção:

- Olha, pai, a Leopoldina... cresceu!

A Leopoldina de que estou a falar não é ninguém das minhas relações, este é uma das «filhas» de Belmiro de Azevedo e prima daquela hipopótama (será que se diz?) de nome Popota que nos atormenta vinte vezes por hora, a ordenar-nos a ir «comprar os brinquedes num Modelo perto de si»!

Esta é a Leopoldina avestruza (avestruza?! deves estar a precisar de comprar um novo prontuário ortográfico...) que nos promete aventuras fantásticas, sempre que o Natal se aproxima.

Pois a Leopoldina cresceu.

Foi ao cirurgião plástico, fez um lifting e cresceu as maminhas!


E verdade e se quiserem verificar, basta olharem aqui para o ANTES e o DEPOIS.





É verdade que as imagens não lhe fazem justiça, mas atentem no spot da TV que ficam com um melhor retrato!

Já não bastava a permanente sexualização de tudo o que é programa de TV, com todas as «primas donas» cá do nosso rectângulozinho encantado, as dondocas, as «famosas» das revistas do «social», as Paris Hilton saloias, tudo malta com botox às bardas, facelifts, lipoaspirações em todos os recantos de pele...

Não bastava isso e resolveram tornar uma figura para crianças como a Leopoldina numa sex-symbol!!! Um boneco, uma personagem de BD!

Pelizeeeee... Já não há pachorra!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Porque hoje é dia 9...


...faz precisamente 20 anos um acontecimento que mudaria a história do Mundo: a queda do Muro de Berlim.

aqui falei um pouco dos antecedentes deste evento tão importante, mas bastou uma pergunta, naquele dia 9, e tudo se precipitou.

Decorria uma conferência de imprensa transmitida ao vivo pela televisão da Alemanha de Leste, quando o jornalista Riccardo Ehrman, correspondente italiano em Berlim, aproveitando a discussão sobre uma directiva do Politburo que permitia que os cidadãos de leste poderiam passar 30 dias no estrangeiro, questionou Günther Schabowski, porta voz do governo comunista se aquela decisão não teria sido um erro.

Este resolveu ignorar a pergunta, mas lá foi tentando explicar e continua com «...decidimos encontrar hoje uma regulamentação que permita a todos os cidadãos da RDA viajar para o exterior através dos postos fronteiriços da RDA» e essa regulamentação começaria «agora, imediatamente!»

Esta decisão só deveria ser apresentada no dia seguinte mas o anúncio nas rádios e televisões impulsionaram uma mole humana de mais de 2 milhões de berlinenses que aproveitaram essa madrugada para tornar aquele 9 de Novembro de 1989 num dia verdadeiramente inesquecível!

domingo, 8 de novembro de 2009

Os piares do Papagaio

Este é dedicado aos meus colegas lá da escola:

«Numb» - Linkin Park



I'm tired of being what you want me to be
Feeling so faithless, lost under the surface
I don't know what you're expecting of me
Put under the pressure of walking in your shoes

(Caught in the undertow just caught in the undertow)
Every step that I take is another mistake to you
(Caught in the undertow just caught in the undertow)

I've become so numb I can't feel you there
Become so tired so much more aware
I'm becoming this all I want to do
Is be more like me and be less like you

Can't you see that you're smothering me?
Holding too tightly, afraid to lose control
?Cause everything that you thought I would be
Has fallen apart right in front of you

(Caught in the undertow just caught in the undertow)
Every step that I take is another mistake to you
(Caught in the undertow just caught in the undertow)
And every second I waste is more than I can take

I've become so numb I can't feel you there
Become so tired so much more aware
I'm becoming this all I want to do
Is be more like me and be less like you

And I know I may end up failing too
But I know you were just like me
With someone disappointed in you

I've become so numb I can't feel you there
Become so tired so much more aware
I'm becoming this all I want to do
Is be more like me and be less like you

I've become so numb I can't feel you there
I'm tired of being what you want me to be
I've become so numb I can't feel you there
I'm tired of being what you want me to be

sábado, 7 de novembro de 2009

Berlim, 20 anos depois

Não conheço cidade com tanta história contemporânea como Berlim.

Porta de Brandemburgo (Brandenburg Tor) e Pariser Platz

A minha primeira vez (e única, até hoje) que visitei Berlim foi assim um despertar de sentidos em todas as direcções. Foi durante Abril de 2006, altura em que a cidade mais parecia um estaleiro, com incontáveis obras para o Campeonato Mundial de Futebol, que se iniciaria daí a dois meses.

Bundestag, antigo Reichstag (Parlamento alemão)

Capital do III Reich (o tal que, segundo Hitler, demoraria mil anos...), foi praticamente destruída após ter sido intensiva e sistematicamente bombardeada, quer pelos aliados, quer pelos russos, durante os anos da guerra.

«Aqui exerceu Arthur Landsberger, aprisionado pela Gestapo, suicidou-se em 1933»

Mas Berlim, qual fénix renascida, ressurgiu dos escombros e tornou-se numa cidade de capital importância do período do pós-guerra. A continuação da história já todos a conhecemos: fruto das vicissitudes dos tratados de paz e partilha pelos vencedores da guerra, viu-se dividida em duas partes, o sector soviético, pertencente à República Democrática Alemã e o sector francês e britânico, parte da República Federal Alemã. Era o início da Guerra Fria.

Parte do Muro de Berlim que ainda permanece, para «turista ver»

Numa noite obscura de Agosto de 1961, e em virtude da quantidade de berlinenses que fugiam da parte soviética, o governo da República Democrática Alemã iniciou a construção de um muro para impedir que estes «voassem» para o Ocidente. Uma verdadeira cicatriz que ficaria a marcar os anos vindouros.

Gedächtnis Kirche, a Igreja da Memória, tal como no final da II Guerra Mundial. Para que os vindouros não se esquecessem...

O muro tinha 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. O seu historial ficou marcado pela morte de 80 pessoas, 112 feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar.

Potsdamer Platz: «Neste sítio, em 1989, foi feito o primeiro buraco no Muro de Berlim»

Fruto dos ventos de mudança que começavam a soprar na União Soviética, o mundo comunista começou a desmoronar-se, em virtude da acção de Gorbatchov e a sua Perestroika (reconstrução) e Glasnost (transparência).

Checkpoint Charlie

E num belo dia de Novembro, o nono daquele ano de 1989, a liberdade chegava finalmente aos habitantes de Berlim, do leste e do oeste, do norte e do sul. As grilhetas do comunismo, finalmente destruídas, fez com que famílias que não se viam há quase 30 anos, pudessem então reunir-se.

Celebram-se agora exactamente 20 anos desta data histórica que abriu as portas a uma Alemanha unida e que permitiu que a Comunidade Europeia se desenvolvesse do modo que todos conhecemos.

E hoje, como cidadão de pleno direito e amante da liberdade e da democracia, posso dizer igualmente, tal qual John F. Kennedy, em Junho de 1963,

«Ich bin ein Berliner!»

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Entendam-se, p***a!


A primeira vez que passei por Moura (já lá vão uns anitos...) lembro-me de, logo à entrada da cidade, estar escrita, num muro, uma frase poderosíssima, em plena campanha pela construção da Barragem do Alqueva. Dizia simplesmente:

«Construam-me, porra!»

Vem isto tudo a propósito do estado de «chove não molha» que a questão da avaliação docente está a atravessar. Fiquei banzado quando hoje, logo pela manhã, ouvi o abrantino presidente da bancada socialista, Jorge Lacão, afirmar que a avaliação iria continuar, tal qual como a Milú a tinha sonhado.

Belisquei-me e doeu-me: afinal não estava a dormir! Estava a ser testemunha de mais um número de paranóia do poder!

Até parece que o partido que neste momento está no poder teve maioria absoluta! Por favor, alguém que passe pelo Largo do Rato e lhes explique que estão em minoria!

Porque é disso que se trata. A oposição é a maioria, o que quer dizer que têm uma palavra a dizer (a não ser que acreditam naquelas lérias do socrático ministro que é capaz de, numa assentada, repetir «diálogo» 'n' vezes...).

Já dizia a minha avó que não há pior mentiroso que aquele que acredita nas próprias mentiras... como é o caso.

Por isso, senhores e senhoras deputados, façam o favor de seguir aquelas palavras tão alentejanas e tão verdadeiras que eu, num dia quente dum Maio de há anos atrás, encontrei em Moura:

Entendam-se, porra!

PS: (cruzes, credo!) Não viram o exmº senhor ministro Santos Silva tão pose de Estado? Tão diplomata e tão querido! Agora que joga na Defesa, em quem é que vai malhar?

PS outra vez: Uma arara amiga contou-me que lhe tinha segredado uma catatua que ouvira a um periquito que... parece que está por aí a acontecer outra visita «de Estado (ao que isto chegou)» até terras de Cabo Verde... E com convidados VIP... Mas isto fui eu que ouvi... e podia estar distraído!

.

Mais uma pérola do YouTube...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Já estou a ver isto colado nos carros...



Pois é, já se estava à espera...

Lá diz o povo:

«Não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe!»

Sabia-se que, mais tarde ou mais cedo, o Benfica teria de ceder. E desta vez calhou ser em Braga, com uns estalos e murros à mistura, à maneira de outros túneis de antanho. Havia um estádio, no Porto, onde isso acontecia muito. E parece que até lá cheirava mal...

Mas isso são contas de antigamente, o que interessa agora é que o Benfica perdeu. E bem, digo eu, pois durante o jogo não fez muito para alterar as coisas.

E não vale a pena estarmos aqui a carpir as mágoas e dizer que houve duas mãos na área do Braga (que noutro estádio ou com outra cor de camisola até daria penalty), que o golo invalidado ao Benfica... enfim, pode-se aceitar...

Não vale a pena argumentar com o árbitro, visto que a armada do Porto (estou-me a referir aos 6 árbitros do Porto que já apanhámos nas 9 jornadas da Liga...) é como todos sabemos: para serem 'abençoados' têm que estar nas boas graças do 'Papa'.

Jorge Jesus tem que preparar a equipa para, todas as semanas, jogar, não contra 11, mas sim contra 14. Sabemos que é assim, sempre foi assim e há coisas que não mudam.

E tudo isto vem a propósito da grandeza do Benfica. Somos grandes... Não, somos ENORMES!

E nem sequer me chateio com os meus amigos que são de outras tendências futebolísticas que, perante um jogo entre Benfica e Porto, por exemplo, preferem 'puxar' pelas gentes do Norte.

E não me chateio, porquê?

Muito simples. Quando se é tão grande assim, é natural que TODOS os outros nos queiram ver em baixo. Aceito isso como algo normal, não levo nada a mal. Todos contra o Benfica, foi assim nos anos 70, 80, 90... Por que haveria de mudar agora?

Até sou daqueles que, numa primeira análise, até sorri um pouco com a crise que vai ali para o outro lado da Segunda Circular. Mas pensando mais a fundo, eu gosto é de ver um Sporting mais forte, para as vitórias saberem melhor! Pedradas e tentativas de invasão do estádio não ficam bem num clube que foi fundado por Viscondes e fidalgos de punhos de renda!

As claques (pois são elas o detonador de tudo o que o futebol tem de mais violento) são desnecessárias ao futebol! Desnecessárias, repito! Se alguém quer ir ao futebol e puxar pela sua equipa, vai e fá-lo. Tão simples como isso. Não falo de nomes, mas se querem que vos diga, Juve Leo, No Name Boys, Super Dragões... Tudo elementos supérfluos para o fenómeno futebol. Tudo delinquentes com camisolas de várias cores.

Mas falemos do nosso Benfica. A melhor maneira para esquecer uma derrota é jogar melhor para a próxima e conseguir a vitória. Portanto, na próxima Quinta, todos 'em Liverpool' a puxar pelo Glorioso que, acredito, irá dar música na cidade dos Beatles!

*******************

Última hora: Mais uma boa notícia: Luisão renovou até 2013!!!

E mais outra: a Académica ganhou 2-0!

.

«Se non è vero, è ben trovato»

domingo, 1 de novembro de 2009

Avaliações à la carte?!



Recebi, durante este fim de semana, um comentário a um poste aqui do Papagaio, do meu (minha?) leitor (a?) J.A. que, por tão interessante e actual, reproduzo aqui.

Sem mais delongas e com os devidos créditos ao citado amigo, aqui vai.

ME no seu melhor:

Avaliação de desempenho dos

membros das direcções executivas


Foi publicado hoje a Portaria n.º 1317/2009. D.R. n.º 204, Série I de 2009-10-21 que estabelece um regime transitório de avaliação de desempenho dos membros das direcções executivas, dos directores dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário e, bem assim, dos directores dos centros de formação de associações de escolas.


Gostaria de realçar o seguinte:


A avaliação do desempenho dos docentes abrangidos pela presente portaria é efectuada mediante a ponderação do seu currículo.

* Habilitações académicas - 10 %;

* Habilitações profissionais - 25 %;

* Formação profissional - 25 %; (não interessa a classificação só o n.º horas)

* Experiência profissional - 40 %.


Escala de avaliação (artigo 4º)


* Excelente: de 4,5 a 5 valores (Se convertida na escala de 10: de 9 a 10 valores);

* Muito Bom: de 4 a 4,4 valores (Se convertida na escala de 10: de 8 a 8,8 valores);

* Bom: de 3 a 3,9 valores (Se convertida na escala de 10: de 6 a 7,8 valores)

Para a generalidade dos professores esta escala é de de 6,5 a 7,9 valores.

* Regular: de 2 a 2,9 valores (Se convertida na escala de 10: de 4 a 5,8 valores);

* Insuficiente: de 1 a 1,9 valores (Se convertida na escala de 10: de 2 a 3,8 valores).


Vamos a um exemplo:


Um professor que em termos dos parâmetros definidos tem sempre o número de pontos inferior (3 pontos*10% + 2 pontos*25% + 3 pontos*25% + (2*50% + 2*25% + 2*25%)*40% = 2,1) tem uma classificação regular porque a ponderação final dá 2,1 valores.


Então o parâmetro insuficiente só lá está para enfeitar?


A componente lectiva não é um parâmetro a considerar para a aplicação do Muito Bom ou Excelente?


Neste diploma mesmo que o membro da direcção executiva dê aulas este facto não é considerado.


E os objectivos onde entram?


.