“Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos, e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta...”
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Pensamento Para o Fim de Semana
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Liga dos Campeões em Barcelona...
Devo confessar que não sou grande fan do Barcelona, mas depois do grande baile que deram aos amigos do Cronaldo (um bocadinho de humildade não lhe ficava mal!), lembrei-me de outro do Barça, quando veio a Lisboa jogar com o Glorioso, em Março de 2006.
Ah, e especialmente para os meus amigos lagartos, não levámos 5 nem 7: ficou 0-0.
Vejam se reconhecem alguém (e não, não é o Ronaldinho).
Olha se a moda pega...
Faz-me lembrar aquela definição do que é a notícia:
é quando o homem morde o cão, nunca quando o cão morde o homem!
Por isso fiquei de boca à banda quando, hoje, dei com esta notícia no Sol que...
Bem, leiam e comentem!

Fonte: Google Imagesde injúria agravada a professor
A fonte adiantou à Lusa que, na sentença, agora transitada em julgado, o tribunal deu como provado que em Junho de 2006, João N., agora com 19 anos, dirigiu palavras injuriosas ao professor de Matemática - nomeadamente dois adjectivos, considerados popularmente como «palavrões» - por ter sido chamado a atenção quando brincava com o telemóvel na sala de aula.
O docente, segundo a sentença, «havia, repetidamente, chamado a atenção do aluno - do 10.º ano de escolaridade - que brincava constantemente com o telemóvel e não realizava os exercícios que lhe eram apresentados».
«O arguido ignorou as várias advertências que lhe foram apresentadas até que, ao ser mais uma vez, chamado à atenção pelo seu comportamento indevido, se levantou, arrumou o material escolar na mochila e abriu a porta da sala insultando o professor antes de sair da aula», refere o juiz que julgou o caso.
A condenação do ex-aluno foi baseada, entre outros factores, no depoimento de três ex-colegas de turma.
O tribunal concluiu que, ao proferir expressões insultuosas, «o arguido lesou a honra e consideração» devidas ao professor, tendo agido com dolo directo, ou seja, com vontade de o ofender.
Contactado pela Lusa, o queixoso - que solicitou anonimato - disse que apenas recorreu aos tribunais porque o aluno não lhe quis pedir desculpas pelo seu comportamento incorrecto, apesar de lhe ter dado oportunidade para o fazer.
Acresce que, acentuou, depois de ter decidido castigar o aluno com dois dias de suspensão, o Conselho Executivo da Escola anulou a pena, argumentando que o professor tinha deixado passar 12 dias antes de apresentar queixa, o que viola os regulamentos.
«Deixei passar alguns dias porque dei tempo ao aluno para reflectir e pedir desculpa, e, depois, porque tive um funeral de família», afirmou, frisando que pensou também que o Conselho Executivo iria agir autonomamente por, entretanto, ter tomado conhecimento do facto.
Lusa/SOL
Gosto, particularmente da parte que reza assim:
«Acresce que, acentuou, depois de ter decidido castigar o aluno com dois dias de suspensão, o Conselho Executivo da Escola anulou a pena, argumentando que o professor tinha deixado passar 12 dias antes de apresentar queixa, o que viola os regulamentos.»
Onde é que eu já vi isto?!
Mas afinal que sei eu? Sou apenas um papagaio. E daltónico!
Epá!!! Isto está bem frequentado!!
Após uma semana já tive mais de 270 visitas!!!
O que significa que as pessoas andam preocupadas com aquilo que se passa na nossa escola/Agrupamento, que se interessam e questionam.
E eu que pensava que andava tudo amorfo... É que me custa ver toda a escola sem reacção, sem alegrias ou tristezas, parece que só se preocupam em ir dar a próxima aula, e a outra... e ir para casa. E os alunos, Senhor?
Já agora, aproveito para agradecer aqueles que me deram algumas «bicadas», quer no blog, quer no meu correio «inlertónico», vulgo imeil!
E lanço aqui o desafio:
Ou não concordaram com aquilo que eu escrevi?
Ou queriam dizer mais qualquer coisa?
Pois bem, têm aqui um espaço onde poderão dar largas à vossa crítica, mordaz ou não, de tudo aquilo que nos cerca nesta Parvónia City, onde todos parecem necessitar de um choque eléctrico para acordar!
Para finalizar, deixem-me colocar uma «bicada» de Can, sobre as eleições para Director, que recebi hoje, logo a seguir à vitória (que bailinho!) do Barcelona sobre o United do Cronaldo:
Eu também gosto de dar uma boa gargalhada, mas olhem que isto de rir tem os seus porquês... Ainda podem pensar que nós estamos a rir de alguém... No que me toca, não gosto de rir de ninguém, gosto mais de rir com alguém... Mas, olha, o que está a dar é mesmo falar de eleições...
Sabias que a DREAlentejo tem os projectos das escolas e, pessoas inteligentes como são, questionam-se como é possível que certos projectos tenham vencido... Sim, porque em primeiro lugar a Comissão concursal, bem como o Conselho Geral Transitório podiam ter pelas mãos projectos de pessoas que nunca viram na vida (aconteceu em muitas escolas e os melhores projectos ganharam e muitos de pessoas desconhecidas!!!)... É verdade ainda há gente que não se deixa levar em conversas, ameaças e outras coisas mais que não vale a pena enumerar... Fica para a próxima...
um riso
Can.»
Mas afinal o que sei eu? Sou apenas um papagaio. E daltónico!
quarta-feira, 27 de maio de 2009
O cão de Obama
Por isso fui ao site do Expresso e encontrei este cartoon de Mike Peters que tenho a certeza que vos irá agradar. (não, não é sobre eleições... Dessas falaremos mais tarde)

Fonte: Jornal Expresso
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Democracia, Eleições e... Papagaios (parte III)
Ora vejam:
Esse tal candidato a director (actual Director do Centro de formação de Cascais) foi entretanto pressionando e até dizendo que o Conselho Transitório se estava a “meter numa fria.”!!! A falta de vergonha não tem limites e isto tudo com a complacência dos serviços do ministério.
Será evidente que o feitiço se vai virar contra o feiticeiro e em nome da defesa da democracia, é esperada uma reacção muito forte de todos os membros do Conselho Geral Transitório, mesmo daqueles que votaram a favor. Porque é a democracia que está em jogo e isso com certeza soará mais alto.»
Democracia, Eleições e... Papagaios (parte II)
Aqui vai:
«Só uma bicadita de corrida...
Parabéns... confesso que considero que já tardava existir um espacito, organizado por um dos experientes da minha escola (e neste caso digo-o sem ironia), onde se vê fazer opinião para além do marasmo e das palavras ocas, bonitas mas ocas, que vou encontrando no dia a dia lá/cá pela "parvónia"...
Sinceramente, já estava a render-me à ideia de que o (insisto) marasmo e, eufemisticamente falando, a estreiteza de perspectiva são, efectivamente, características culturais, profundamente enraizadas, de quem vive e trabalha em Ponte de Sôr...
Afinal, há esperança...
A não ser que, agora que a nossa escola (sim nossa, eu ainda cá/lá estou!!) irá passar a ser TEIP, talvez o corpo docente, para o bem dos alunos e segundo o princípio de que o "conhecimento da comunidade" é condição imprescindível para o melhor funcionamento da escola, etc etc, dizia eu, não tarda está a escola privada de outro horizonte que não o seu próprio umbigo... Irra, porque é que não consigo convencer-me de que isso é o melhor para os alunos e para a comunidade?!
Em comentário mais directo ao post... mt tinha que dizer... e se bem me conheço, não vou conseguir deixar de o dizer na sala dos profs até ao fim do ano lectivo...
isto porque, sinceramente, quando sou atacado pela minha incapacidade de ver em perspectiva mais alargadita (fruto provavelmente do processo de enculturação e adaptação à comunidade que tenho sofrido nestes 3 anos) acabo por pensar que só a minha ingenuidade me deixa pôr a hipótese de que, com efeito, e parafraseando se calhar sou EU que estou errado!...
Porque, no fudo, quase tudo vai bem...
E a responsabilidade do "quase" é do ELES!... Nossa não... do ELES!
Abraço!»
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Democracia, Eleições e... Papagaios!
Umas eleições, estão a ver???
Pois é, quem me conhece poderá pensar: Será que o rapaz se passou?!
Não, nem por sombras!!
Nunca gostei de política, pelo menos esta política «à la portugaise», tão fértil em jogos rasteiros, de bastidores, com tantas jogadas de pessoas que, como um político tão bem disse, quando se referiu ao nosso primeiro, «com algum conflito com a sinceridade e honestidade»...
E assim foi.
Como trabalho numa escola (em Parvónia de Cima) e estamos na época de arranjar um Director, vi-me na eminência de ter de fazer algo.
(Não, não me candidatei a Director, isso não!)
Interroguei-me (e interrogaram-se muitos):
«É esta a Escola que eu quero, onde tenho prazer em ensinar?»
Já imaginam a resposta: um rotundo NÃO! Ou melhor, muitos NÃO!
Começamos a falar, analisamos no que se tinha tornado a escola, identificámos os problemas e vimos algumas soluções. E concluímos que havia que fazer algo!
Juntou-se uma equipa que analisou e, após várias reuniões, decidiu que o rumo que a nossa escola estava a tomar não era o mais correcto nem aquele para que tinhamos sido preparados:

- a indisciplina grassava,
- os melhores alunos partiam para a escola vizinha, ficando só aqueles que, na melhor das hipóteses, são os «turistas» do nosso sistema de ensino...
- o insucesso tinha números impressionantes...
E, na boa fé dos nossos propósitos, fizemos um Projecto, onde detectámos os (infelizmente muitos) problemas da nossa escola, propusemos as soluções, com honestidade e jogo limpo.
Ah, pois... Jogo limpo... O célebre «fair play»...
Que ingénuos! Começámos a acreditar naqueles que nos davam pancadinhas nas costas, dizendo «boa, boa, está na hora da mudança», «a escola tem de melhorar», «queremos qualidade», e nós, ingenuamente, acreditámos. Com a força deles, com mais força ficámos.

«Democracia» e «Verdade»... Mas que grandes palavrões...
Devo lembrar que foi com a palavra «Democracia» que Adolph Hitler conseguiu, já no distante Verão de 1932, vencer as eleições, numas eleições «livres», tipo... Estão a ver, certo?
No tempo do Adolfo não havia telefones nem telemóveis para se contactarem os votantes, nessa época havia umas organização chamada de SS que nas horas vagas fazia concursos de partir janelas e montras... E conseguiam ser bastante persuasivos, aqueles rapazes de camisa preta! E vocês sabem como acabou essa história!
Hoje a persuasão trabalha a um outro nível, com «classe»!
Trabalha-se com luvas do melhor material, de gente com dom da palavra, daqueles que até vendem frigorificos aos esquimós no Polo Norte, que ameaçam suavemente, com, digamos, muita «panache», que fazem viagens turísticas a todo o lado para «espalhar a palavra», que esperam os votantes à porta do local de trabalho, que os visitam em casa...
Não! Não falo em ninguém em especial, falo só dos nossos políticos, que campeiam nas nossas cidades, nos nossos governos, nas nossas escolas... Parece que o molde é igual, só a roupa é que muda.
É esta gente que faz os freeports, as fundações, as negociatas, os desfalques nos (pobrezinhos!) bancos, que gastam os nossos euros em viagens, convenções, viagens gastronómicas e que, ébrios de poder, só querem mais poder!
O Poder pelo Poder. Porque sem ele, não são nada. Tornam-se pequeninos, como qualquer normal mortal, que quando feridos, sangram.
Mas no cadeirão do Poder julgam-se Zeus.
«O Poder corrompe e o Poder Absoluto corrompe absolutamente», já dizia John Emerich Edward Dalberg-Acton, mais conhecido por Lord Acton. Capice?...
Pois é, estou chateado, pois perdemos a eleição! Como?
Posso apontar três hipóteses:
1. Mesmo depois de tanta análise, proposta, apoio de TODA (sim, toda) a comunidade educativa, possivelmente a nossa mensagem não terá passado. Talvez o Projecto apresentado ao Conselho Geral estivesse escrito em hebraico...
2. Houve factores sobrenaturais de índole... esquisita. Talvez as pessoas tivessem sido hipnotizadas com aquele «charme discreto» daqueles que muito dizem mas nada significam, onde as palavras são extremamente bonitas mas são como aquelas uvas muito bonitas que, apesar de muito espremidas, não dão vinho de espécie alguma, nem sequer para encher um copo...
3. Ou se calhar somos nós que estamos errados!
A Escola está uma maravilha!
O Sucesso é magnífico!
Todos os nossos cursos são uma referência a nível nacional... não, mundial!
As relações pessoais são do melhor, a sinceridade e a honestidade são os dois principais bastiões da nossa escola!
Enfim, a Vida é Bela! Brindo a ela com o copo do meu melhor vinho, comprado no Modelo (e pago por mim!)
Mas por muito que nos queiram adormecer, estaremos sempre despertos.
Como diria a escritora francesa Françoise Sagan:
«A felicidade para mim consiste em gozar de boa saúde, em dormir sem medo e acordar sem angústia.»
Por isso, meus amigos, sejam felizes!

