segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Antes que seja tarde demais!



De 7 a 18 de Dezembro de 2009, durante a CONFERÊNCIA DE COPENHAGA SOBRE O CLIMA, o Mundo estará de olhos postos na capital da Dinamarca: mais de 200 países irão discutir o que cada um pode fazer para reduzir as emissões de CO2 e o aquecimento global.

O futuro da vida na Terra estará aqui em questão: Que Planeta queremos deixar aos nossos filhos?

Para que o nosso planeta não fique assim:


Mais um pouco de Ecologia cá à moda do burgo...



Na passada Sexta feira, noticiava o Expresso online aqui:


«Nem a chuva intensa impediu a plantação de quatro mil árvores.

Dois dias antes do Dia da Floresta Autóctone, e debaixo de chuva intensa, cerca de meia centena de pessoas juntaram-se na Samardã para plantar quatro mil árvores, uma iniciativa para "a promoção e conservação das florestas naturais" apadrinhada pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) e pela Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza.


(...)

Em comunicado, a CGD contabiliza que, no mesmo dia, no âmbito do projecto de recuperação da floresta original portuguesa, foram plantadas 15 mil árvores em sete localidades diferentes (Baião, Cadaval, Grândola, Ponte de Sôr, Portalegre, Sabugal e Vila Real), acções que contribuíram para que o projecto da "Floresta Caixa" já tenha ultrapassado as 107 mil plantas, "entre espécies arbóreas e arbustivas autóctones, colocadas em terrenos de Norte a Sul do país". (...)»


Ainda pensei que algumas dessas árvores viessem para o Jardim do Monte da Pinheira, do qual já falei aqui no blogue, na passada Segunda Feira.


Na altura, não tinha fotos, mas para que os meus leitores me percebam como é possível existir um jardim sem árvores, aqui deixo algumas fotos, de fraca qualidade, mas que dão para perceberem bem do que falo.


Eis uma panorâmica do jardim, relva verde mas nada de árvores. Embora o verde pareça desmaiado, posso garantir que a qualidade da relva não é má de todo.

Pormenor do caminho que atravessa o jardim. Nos dias de verão, a sombra dos candeeiros é muito apreciada!


A zona central tem bancos ao seu redor, que não parecem estar no melhor estado de conservação.


Sobre esses bancos, está uma estrutura composta por vigotas, que penso servirem, num futuro próximo (século XXII?) para plantas trepadeiras. O desalinhamento que se vê na foto não é nenhum arranjo estético, são mesmo algumas vigotas que se encontram soltas (sim, soltas!), e que se podem mover facilmente, empurrando-as. Qualquer criança que se empoleire poderá, inadvertidamente ou não, derrubar alguma peça. E se cair em cima de alguém? A quem se deverão pedir explicações?


Por isso, aviso os pais que deixam as suas crianças brincar naquele jardim para terem cuidado ou queixarem-se a quem de direito.


Para terminar, somente um pequeno comentário.


Todos sabem que a blogosfera é um mundo de partilha, um copy-paste constante, «eu roubo-te a ti e tu roubas-me a mim...» por isso é frequente irmos buscar posts a outros blogues e vermos os nossos noutros. São as regras do jogo e ainda bem que assim é.


Um dos blogues mais conhecidos da nossa zona é o pontedosor.blogspot.com, que por vezes, reconhece algum valor às patacoadas que aqui vou escrevendo e resolve publicá-las.


O post de que falei na segunda feira, «Hoje Sinto-me Verde!...», foi publicado nesse blogue.


Houve um comentário dum Anónimo (são sempre anónimos, mas de cara bem conhecida!) em que me chamava "demagogo". Dizia o citado comentarista:


«ja sei porque é que este país está tão atrasado.
É por ter demagogos destes como professores!!!»


O que é um facto é que a opinião pública de Ponte de Sor é assim: insulta, refila, mas são muito pouco assertivos. Insulta-se quem tenha a veleidade de ter uma opinião, mas sem se refutar nada do que fora afirmado. Não se vai à raiz do problema, pois a cobardia está latente nessas pessoas. E as colunas direitas são um bem em vias de extinção!


Se alguém me dissesse «eh pá, isso é treta, pois o novo conceito de jardins é assim, sempre se poupa água na rega das árvores, por isso estás a ser demagogo». Se alguém me dissesse isso, eu reconsideraria, mas insultar simplesmente dizendo que este país está atrasado, por ter professores demagogos como eu...


Deve ser algum adiantado mental!


E fim da polémica!


sábado, 28 de novembro de 2009

Solução Anti-Hooligans...


Hoje é dia de jogo grande: Sporting-Benfica!

No momento em que escrevo falta pouco mais de uma hora para começar o jogo, já se registaram desacatos. De parte a parte, valha a verdade.

Como cidadão que gosta de ver o futebol ao vivo, e que gosta de assistir acompanhado da família, é com grande apreensão que vejo aquelas moles humanas, assustadoras, aterrorizando tudo e todos. As claques dos clubes de futebol são dispensáveis ao fenómeno.


Repito: dispensáveis!

É triste ver aqueles grupos de criaturas ululantes, em grupo, a serem conduzidos por cordões de polícias, tal e qual se leva um rebanho de ovelhas ou de outros animais quaisquer. Porque é disso que se trata: animais descontrolados, espumando raiva por todos os poros!

E até proponho uma sugestão, que ofereço, de bom grado, à Liga de Clubes ou à Federação Portuguesa de Futebol, quiçá à FIFA:

Antes destes jogos ditos grandes (e outros considerados mais susceptíveis de criar confusão), por que não perguntar a esses grupos quantos queriam avançar? Digamos que o clube que tivesse menos (digamos, 500), avançaria com essas tropas. Do outro clube avançaria o mesmo número de interessados e seriam conduzidos a um redondel, ou jaula, ou recinto, onde poderiam fazer aquilo que desejassem ou tivessem vontade: trocar argumentos, discutir a filosofia cartesiana, ou, simplesmente, trocar canticos de apoio ao seu clube? Ou jogar à batalha naval? No final, verificava-se quantos sobravam de pé, que poderiam assistir ao jogo, calmamente.

Quem quiser a ideia, dispenso os direitos de autor.

Bom Fim de Semana...

Questão:

a) Solário a mais?

b) Defeito da camara?

c) ou Principiante de Photoshop?

Fotos: www.loltuga.com

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Os novos Dez Mandamentos (o Saramago que me perdoe...)


1) Não arrumar problemas

2) Encarar desafios
3) Concentrar-se no trabalho
4) Fazer exercícios
5) Ajudar o próximo

6) Cuidar dos amigos


7) Estar preparado para dias difíceis


8) Descansar mais


9) Sorrir sempre


10) Acreditar que nada é impossível


Obrigado, Luísa!


terça-feira, 24 de novembro de 2009

As estatísticas tramaram-nos...

...ou uma vez mais, Ponte de Sor nas notícias!

E não é pelos melhores motivos. Ontem faleceu mais um feto com 39 semanas, no Hospital de Portalegre, numa grávida vacinada com Pandemrix, a vacina para prevenção da Gripe A! O segundo em tão pouco tempo! E a grávida é de Ponte de Sor!

Quero acreditar que tudo aquilo foi uma coincidência do caraças, que não é nada derivado da vacina. Mas que preocupa, ai isso preocupa. Como preocupará todas as grávidas sujeitas à vacinação.

E que dilema terão que enfrentar! Ser ou não ser, eis a questão!

Tudo isto a juntar ao azar que acometeu o nosso Primeiro (tudo o que é um «super» processo judicial tem o seu nome agarrado, tal e qual como qualquer porcaria se cola aos nossos sapatos...) faz do nosso país algo «sui generis»!

Senão, vejamos:

Desde que se iniciou a vacinação a grávidas na Comunidade Europeia, já se registaram 7 mortes de fetos em grávidas sujeitas à vacinação: uma em França (que tem 64 milhões de habitantes), duas na Noruega (5 milhões) e QUATRO em Portugal (10 milhões)!

É mesmo para dizer:

As estatísticas tramaram-nos!

Quem Matou o Papagaio?!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Hoje sinto-me verde!...

Não, não se preocupem nem vejam nisto metamorfoses clubísticas!
Continuo vermelho, encarnado, escarlate... um bocadinho roxo de raiva pela derrota com o Guimarães, mas como sou daltónico...

Sinto-me verde, que é o mesmo que sentir-me ecológico. Pois hoje, dia 23 de Novembro, celebra-se em toda a Península Ibérica o

Dia da Floresta Autóctone.




Mas que raio de palavra, «autóctone»... Entaramela-se-me na língua... mais parece alemã! Segundo os livros, «floresta autóctone» é uma floresta composta por árvores originárias do mesmo território. Portanto, nada de misturas.

E qual a importância das florestas autóctones? É simples de ver, senão observemos:

1) As florestas autóctones estão mais adaptadas às condições de solo e clima do território, sendo mais resistentes a pragas, doenças e a períodos longos de seca e de chuvas intensas, em comparação com as espécies introduzidas.

2) As florestas autóctones são componentes importantes no pastoreio de ovinos, na actividade apícola e no suporte aos cogumelos silvestres.

3) As florestas autóctones são importantes locais de refúgio e reprodução para grande número de espécies animais autóctones (alguns delas em vias de extinção, como a Águia-real, Águia de Bonelli, a Cegonha-negra ou o Lobo Ibérico).

4) As florestas autóctones ajudam a manter a fertilidade do espaço rural, o equilíbrio biológico das paisagens e a diversidade dos recursos genéticos.

5) As principais ameaças às florestas autóctone são incêndios, pragas, doenças, invasão por espécies não autóctones e cortes prematuros e desordenados.

Conforme podem facilmente constatar, «O Papagaio Daltónico» também é educação e cultura... Não é só «má língua», como muitos acusam!

Mas as palavras são como as cerejas, é verdade! Quando comecei a escrever este post não tinha a intenção de ser tão académico... Queria falar um pouco sobre o «Verde em Ponte de Sor».

Não! Não vou continuar a falar dos semáforos perto do estádio, pois parece que ninguém liga e as pessoas parece que gostam de estar assim. Vá lá saber-se...

O que queria aqui referir é que um dos motivos de chacota com que os meus amigos de fora costumam «picar-me» é a originalidade de, em Ponte de Sor, termos um... «Jardim de Pedra»! Para quem já viu um porco a andar de lambreta, poderá não fazer confusão, mas para quem goste de organização, equilíbrio, ordem e normalidade, convenhamos que não é habitual. Mas quem por cá passa saberá que Ponte de Sor é tudo menos... uma cidade habitual!

Continuando a falar de jardins, verdes e espaços ajardinados, que dizer do jardim que existe numa das zonas nobres e mais recentes da cidade, o Bairro do Monte da Pinheira? Para quem não saiba, é aquele bairro por detrás da Escola Secundária.


Jardim do Monte da Pinheira (Foto Ecos do Sor)


E qual será a originalidade desse... jardim? É simples. Continuando a falar da pouca... «habitualidade» de Ponte de Sor, da sua originalidade, que tal um jardim... sem árvores?!

Admirado? Então deixem-me explicar-vos e tentar descrever esse parque: uma zona central, com uma estrutura circular, formada por vigotas de cimento (algumas estão soltas, cuidado, pais!) que, penso eu, seriam para algum tipo de trepadeiras. Continuando, temos um parque infantil, pouco tratado, uma zona verde, com a relva frequentemente bem aparada (valha-nos isso!), dois caminhos a atravessá-la, com bancos de madeira, a necessitarem já de manutenção, que, em boa verdade poderá receber a sombra de alguns candeeiros que por lá estão, em dias de sol! Quanto a árvores, nada, zero, népia, nem autóctones, nem meio autóctones, nem transferidas, nada!

OK, já sei o que estarão a pensar: «se calhar o Bairro é novo, ainda não tiveram tempo de organizar o jardim...»

Pois, o Bairro é novo, começou a crescer há 15 anos... Se não chega para planear e executar, então não sei. Algumas das estruturas já precisam de reforma!

Por isso, meus amigos, anunciar plantações de árvores para comemorar o «Dia da Floresta Autóctone» pode ser muito bonito, mas não passará de uma grande hipocrisia se, no resto do ano, se manda às malvas (que também são verdes...) o resto das árvores e das zonas verdes do nosso concelho.

Para uma outra oportunidade, penso falar de outros dois membros da «classe verde» do nosso concelho: o sobreiro velhinho da Ervideira e as «arvores eléctricas» da Rua das Escolas!

Se por acaso, caro leitor ou cara leitora, tem algum exemplo que aqui queira deixar, força que ele aqui aparecerá.

Um abraço verde do Papagaio Daltónico.

Professores, Avaliações, Estatuto...

sábado, 21 de novembro de 2009

Sobre aulas de substituição e tudo...

Da Blogosfera e mais concretamente do Profblog, respingo este post da autoria de Mmottamoreira que concordo e subscrevo:


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Vamos ao que realmente interessa? Da inutilidade pedagógica das actividades de substituição

21.11.09 Publicada por Ramiro Marques
Muitos não compreenderam que o que aconteceu até hoje foi uma estratégia intencional do ME desviar as atenções da opinião pública e dos próprios professores par as questões (secundaríssimas) da ADD. Os objectivos foram parcialmente cumpridos: Pouparam-se uns milhões e, sobretudo, correu-se com alguns milhares dos professores mais experientes (com tudo o que isso significa) para fora do sistema.

Neste momento dou de barato a inoportunidade e o desconhecimento que levou a um formidável ataque lançado (por colegas) contra os coordenadores, os titulares, os Conselhos pedagógicos, as CCAD... enfim. As escolas ficaram mais pobres e essa perde é irrecuperável. Por isso não me apetece cantar vitória. Mas passemos ao que interessa.

Enumero de forma breve:

- A necessidade urgente de revisão dos horários dos professores, separando claramente as águas turvas da componente lectiva e não lectiva. A paranoia da sala de aula, em desfavor dos tempos informais de escola, tão importantes como os primeiros. A este propósito um dia apresentarei algumas contas do número de aulas de substituição e acompanhamento que os titulares tiveram que assegurar e continuam a assegurar. O imenso vazio destas aulas, o "desaprender", o potenciar a indisciplina.

- A indisciplina e a violência a ela associada (bem sei que há escolas e escolas...). Com ou sem estatuto do aluno, esta questão tem que ser prioritária.

- Os apoios educativos, que devem ser repensados de raiz.

- As condições de aposentação dos professores

- ...

Feito isto, veremos que, afinal, o filme "Professores à beira de um ataque de nervos" está quase a ser estreado. E a culpa não é da ADD nem dos titulares.

Cá estaremos para ir vendo.

Mmottamoreira


Visitas de Estudo...

Pois... Já se esperava!

1. E eis que voltámos ao Bloco Central!

2. O namoro não preconizava nada de bom, os arrufos de namorados entre o PS e o PSD (onde eles já vão!) deram em casamento. De conveniência, eu sei, mas conseguiram abalar toda uma dinâmica para destruição deste modelo idiota de avaliação, que irrita todos aqueles que foram a Lisboa para as maiores manifestações de uma classe profissional de que há memória em Portugal!

3. E agora temos (têm!) 30 dias (trinta!) para se elaborar um novo modelo... Nem parece que estamos em Portugal!

4. Cá para mim, ao ouvir a nova Ministra da Educação nas declarações aos telejornais convenço-me (Deus queira que me engane!) cada vez mais que foi um erro de «casting»! Muitos beijinhos, muito diálogo e já conseguiram adormecer a classe.

5. Em Setembro de 2008, Manuela Ferreira Leite anunciava que o partido que comandava iria até às últimas consequência para a suspensão (sim, eu ouvi, ela disse SUSPENSÃO!) deste modelo de avaliação.

6. Na escola onde lecciono estão a ser entregues as avaliações aos docentes, e quanto mais tomo conhecimento delas, mais me convenço de que essas avaliações, mais o novo modelo de gestão das escolas, são um processo muito simples de recompensar aqueles que adoram o Chefe, que nunca contradizem o Chefe, que dizem que o Chefe é magnífico... E se há dúvidas... «eh pá, as quotas...» Pois, as quotas! São as culpadas de tudo, mas sabemos que basta um simples exercício de matemática para que aquele «chato» fique fora das ditas cujas!

7.
Pois gostaria que me explicassem se há alguma classe social onde se passa aquilo que vemos acontecer com os Professores: um professor com 8,1 tem Muito Bom e um outro com 8,3 tem Bom... Aconteceu na minha escola, aconteceu em qualquer escola!


8. Estranho? Esquisito? Pois, isto é Portugal, o governo está em maioria (é uma questão de tempo...) e já nada me surpreende. Brevemente veremos coisas como:
  • Freeport arquivado;
  • Casa Pia arquivado (só o Bibi se vai tramar, pois é arraia miúda);
  • Face Oculta arquivado (temos o Godinho, que também é arraia miúda... mas com brutos Mercedes!)
9. Brevemente, num país perto de si! Não perca!

10. E bom fim de semana!


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

À atenção da Ministra da Educação...

Hmmm... Não sei, não!

Independentemente da razão que poderá assistir a qualquer proposta respeitante à discussão da avaliação de desempenho, na Assembleia, o que é um facto é que, a aproximação da proposta do PSD ao PS e toda a discussão «semântica» sobre suspensão e substituição, contribuíram para o abrir de brechas numa posição que estava bem definida e era límpida e cristalina: a abdicação e queda deste modelo de avaliação.

Não consigo compreender (é que não consigo mesmo!) é como o Grupo Parlamentar do PSD, após ter dito cobras e lagartos deste modelo de avaliação, resolveu agora, contra ventos e marés «dar uma oportunidade ao PS» (Aguiar Branco dixit)...

Desculpe... como disse, senhor Deputado Aguiar Branco?! Será que Vª Exª é a mesma pessoa que defendeu as posições que defendeu há alguns dias atrás? Ou será que há por aí qualquer jogo, qualquer gato com o rabo de fora? Será que Vª Exª disse mesmo, na discussão de hoje:

«Depois deste exemplo na Educação, pedia-lhe que transmitisse uma mensagem aos seus colegas de Governo. Em vez de, permanentemente, atacarem os deputados, ouçam os deputados, ouçam o Parlamento.»

Será que disse mesmo isso!? É que não compreendo, uma vez que o anterior Parlamento era um exemplo de participação democrática, em que o Governo ouvia MESMO a Oposição... Ou já se esqueceu?

Hmmm... Não sei, não, mas a coisa não me cheira nada bem!

Vamos esperar por amanhã, a votação deverá ser interessante!!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Fotos curiosas...

Senjatrollet (Skaland, Noruega): parque temático sobre os Trolls, criaturas mitológicas da iconografia escandinava (Out.2005)


Estátua no exterior da Aeroporto de Gardermoer, Oslo, Noruega (Out.2005)

Evocação do Clip, inventado por Johan Vaaler, em 1899 (Oslo, exterior do Nobel Peace Center) (Out.2005)

Biblioteca Municipal de Praga, na Marianské Namesti, República Checa (Fev.2001)

Dentro de dias ponho aqui mais umas. Querem?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O Semáforo Caído...




Era uma vez um semáforo.

Como todos os bons semáforos, tinha três cores: verde, amarelo e vermelho.

E cumpria a sua missão com brio e pundonor. Deixava passar os mais afoitos, acalmava os apressados e mandava parar os mais perigosos.

Como todos os bons semáforos, andava sempre em conjunto com mais três. Eram assim tipo Os Três Mosqueteiro, que na verdade eram quatro (esquecem-se sempre do pobre do D'Artagnan...). E cumpriam sempre o moto: «E Pluribus Unum»: Um Por Todos E Todos Por Um! Se um se avariasse, todos os outros o seguiriam

Certo dia alguém zangou-se com um deles (não sei o nome dele, mas chamemos-lhe o Aramis daquele semáforo particular) e resolveu dar-lhe uma traulitada, deixando-o assim a piscar amarelo-amarelo-amarelo, sempre sem cessar, entre a vida e a morte.

Ei-lo, qual Torre de Pisa, quase a cair mas a insistir em dizer «eh, estou aqui, não me deixem cair, ponham-me em pé...»

Mas o ser humano insiste em não lhe ler os sinais, deixa-o lá continuar sem lhe acudir.

Para aqueles que não sabem do que falo, este semáforo fica no cruzamento perto do Estádio Municipal, na intersecção das ruas João Pedro de Andrade, Condes da Torre e Avenida Garibaldino de Andrade. É um cruzamento perigoso, onde já houve vários acidentes, inclusivé com vitimas mortais.

A destruição parcial desse semáforo deu-se ainda antes das eleições autárquicas e eu, ignoro infante, ainda pensei que, para agradar ao povoléu, Sua Majestade Camarária resolvesse mandar por o dito cujo em pé.

Puro engano, o meu. Ele lá continua até que, num assomo de consciência, alguém (Câmara? Junta de Freguesia? o Governo? a Unicef? a ONU? a Associação dos Pequenos Cantores? a Junta Autónoma das Estradas? a defunta Delphi?) resolva reparar uma estrutura tão necessária como imprescindível como esta.

A não ser... Ah, já sei! Decifrei o código! Já percebi:

Isto tudo não é mais nem menos do que uma mensagem subliminar das forças ocultas que estão por detrás da rede de azares que têm acometido Sua excelência o Senhor Primeiro Ministro:

«Encerraram a Delphi, aqui vai o castigo Divino!»

E pronto! Assim vai continuar a Odisseia deste semáforo ferido, que é simplesmente uma metáfora daquilo que aqueles que mandam resolvem escolher para aqueles que só têm que obedecer!

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Ah, e já agora só mais uma coisa:

A avaria deste semáforo teve um efeito positivo: pôs-nos todos a relembrar o por vezes olvidado Código da Estrada.

E para aqueles mais distraídos, aqui vai uma lição, grátis, de regras da estrada.

Num cruzamento normal (como aquele onde se situa o semáforo que, bem vistas as coisas, é como se não existisse...), deve-se dar prioridade a quem se apresenta à direita! Lembram-se? Chama-se a Lei da Prioridade.

É que me faz uma confusão do caraças ver as caras que certos condutores fazem, quando me encontro com eles nesse cruzamento... Alguns ficam a olhar, como se fosse a coisa mais estapafúrdia do mundo... Se faz favor, caro senhor, está à minha direita, faz favor de seguir!

E não se esqueçam: aquele cruzamento é uma desgraça à espera de acontecer!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Da caixa de correio...


EU TAMBÉM TIVE UM SALAZAGALHÃES !!

...e se era apanhado a limpar o "écran" com a manga da camisola, levava um "calduço".

...e se me queixasse em casa de que a professora me tinha dado umas reguadas (raramente o fazia e apenas se merecidas) ainda levava mais.

... e as escolas tinham um aspecto limpo (que ajudávamos a manter aos sábados de manhã - não era considerado trabalho infantil) não tinham grades nem sequer muros altos, e tinham uns canteiros de flores a que retirávamos as ervas daninhas uma vez por outra, sob orientação do/da professora também aos sábados de manhã. Chamavam-se actividades circum-escolares....

...e não havia processos de alunos e/ou pais contra professores que eram muito respeitados, por ajudarem a educar os filhos.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O Rei do Azar

Imagem: Público

Nas provas de ciclismo habituei-me a ver aquela figura trágico-cómica do rei do azar, o vencedor daquele ridículo Prémio do Azar.

E quem era ele? Era aquele desgraçado que caíra cinco vezes, deslocara a omoplata, rebentara os joelhos, se esfolara todo mas, mesmo assim, conseguira terminar a etapa.

Confesso que, mesmo gostando muito de desporto, tenho andado um pouco afastado do ciclismo, verdadeiro laboratório de dopings e outros «auxiliares de esforço físico», se percebem o que eu quero dizer.

Pois bem, este post é dedicado ao verdadeiro Rei do Azar, de seu nome José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, cidadão de 52 anos natural de Vilar de Maçada, actualmente Primeiro Ministro do XVIII Governo Constitucional.

E se ele não é o rei do Azar, então já não sei nada. Senão, atentem:

O homem tem sido perseguido pelo azar desde os tempos em que se alistou na JSD, no pós 25 de Abril, quando ainda militava pelas terras serranas da Covilhã.

Em 1981 filiou-se no PS e seis anos depois foi eleito deputado, realizando o sonho de ir para Lisboa.

Azar nº1:

Nos anos 80 foi responsável por alguns projectos no distrito da Guarda, quando não tinha ainda capacidade para tal. A qualidade e o arrojo arquitectónico de algumas obras falam por si. basta ir à net e procurar. Mas como o mau gosto não paga imposto... as obras deste homem estão isentas!

Azar nº2:

Para concluir a sua licenciatura, a Universidade Independente inovou instituir aulas a um domingo para que o pobre do José pudesse concluir a sua... tarefa. Os restantes pormenores desta licenciatura são por demais conhecidos, desde as famosas notas de Inglês Técnico, passando pelos exames feitos por amigos, etc. E para que tudo terminasse bem, e que tal encerrar a Independente? Ora toma!

Azar nº3:

O «caso Cova da Beira», onde corrupção e branqueamento de capitais envolveram o nome do nosso Primeiro. Claro que documentos foram destruídos, mas mesmo assim, é um azar do caraças o nome do pobre José aparecer eivado de suspeita de corrupção. Mas felizmente foi tudo arquivado «por falta de provas»!

Azar nº4:

A compra da casa do José, no edifício de luxo «Heron Castillo» é mais um caso do extremo azar do homem. Logo alminhas mais invejosas, não conseguindo ombrear com o José em termos de moda, resolveram dizer que a compra da sua casa foi tudo menos... limpa. E isto tudo só porque Sócrates conseguiu comprar a casa a um preço muuuuuito abaixo do de mercado... E que culpa tem ele de conseguir fazer um bom negócio? Invejosos!!!

Azar nº5:

O caso Freeport, ai ai, o caso Freeport... Provavelmente vai tudo dar em águas de bacalhau, tudo irá prescrever e no final terá dado para se vender mais uns jornais, mais umas horitas de telejornal, mais umas lições condensadas do «Manual de Ética da Classe Política» e de «Como fazer Justiça na Política»... Felizmente para o José!

Azar nº6:

Um homem já não pode ter amigos que logo o ligam com todos os tipos de tropelias e ilegalidades...
Que culpa tem José Sócrates que Armando Vara goste mais de dinheiro do que macaco gosta de banana? E que lhe tenham arranjado mais este «Face Oculta»?
E que culpa tem José Sócrates que tenha sido sócio de Armando Vara nos idos de 90 na Sovenco?

Mas graças a Deus e a todos os políticos honestos e sensatos que este ufanar da comunicação social irá ter um fim, pois as escutas das conversas do senhor Primeiro Ministro estão blindadas por uma legislação no mínimo... estalinista! Parece daquelas decisões que qualquer Politburo soviético teria toda a honra de deitar cá para fora. A bem da Nação!

Azar nº7:

Pois bem, José Sócrates não gosta da comunicação social, pim! Principalmente daquela que gosta de esgravatar fundo para ver os podres que se escondem. Por isso, vá de se fazer pressão em tudo o que é jornalista narigudo! (Como som de fundo ouço José Sócrates dizer «o quê? eu adoro a comunicação social, a comunicação social adora-me»)

É uma extraordinária coincidência o nosso José já ter processado 9 jornalistas... mas perdeu todos os casos em tribunal!

...E digam-me lá vocês se o homem não é mesmo azarado?!