sábado, 31 de outubro de 2009

Novamente PONTE DE SOR nas notícias!

Não, não é sobre a Delphi, visto que aí o caso está resolvido. Em termos de comunicação social, o assunto Delphi está morto e Delphi morta, Delphi posta!

Ponte de Sor volta a ser falada nos noticiários. E como se aprende nas escolas de jornalismo, a notícia é quando o homem morde o cão, nunca o contrário.

Claro que o motivo não pode ser bom, não é sobre a fábrica polaca que irá substituir a Delphi (esperemos que seja verdade), a notícia é sobre esquemas, tramóias e corrupção

Nos últimos dias, a Polícia Judiciária iniciou uma operação a que deu o nome de «Face Oculta», que incidiu na actividade de um grupo de empresas que manteria um esquema organizado para beneficiar da adjudicação de concursos e consultas públicas na área de recolha e gestão de resíduos industriais, abarcando, essencialmente, a REN e a REFER.

As investigações já produziram, até agora, 13 arguidos. Outros decerto se seguirão, pois a procissão ainda vai no adro!

Nomes sonantes lá aparecem: o ex-ministro Armando Vara, o presidente da REN, José Penedos e outros nomes não tão sonantes que não vale a pena aqui estar a descriminar.

E é aqui que a nossa cidade aparece, no meio deste lodaçal de intrigas e corrupção.

Segundo a RTP,

«A investigação levou a PJ a mais de 30 locais por todo o país - Aveiro, Ovar, Santa Maria da Feira, Lisboa, Oeiras, Sines, Alcochete, Faro, Ponte de Sôr e Viseu - resultando dessa acção a constituição de 13 arguidos e a detenção de uma única pessoa, o empresário Manuel José Godinho, que hoje está a ser ouvido no Juízo de Instrução Criminal da Comarca do Baixo Vouga.»

O resto da notícia podem ler aqui.

Esperamos, atentamente e ansiosamente, os novos episódios.

E quanto às personalidades cá do burgo, quem serão? Será que o Príncipe da Transilvânia voltou a fazer das suas?

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Admirável Mundo Novo...

Para aqueles gurus que andam a meter coisas esquisitas na cabeça do nosso Primeiro, era bom que vissem o que o Futuro nos reserva!

Admirável Mundo Novo? Cada um que julgue por si!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Outro Professor Assertivo...


Quantas vezes não nos apetece...??


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Hoje e sempre, o meu Benfica!!!


Passe a publicidade, que eu até sou do Meo...

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Será que sim?! (parte II)

Actualização no Jornal da Tarde de hoje.

Será que sim?!

Tinha acabado de fazer o poste anterior, quando tropecei nesta notícia que será assim a modos como uma sequência lógica do que falei ali atrás.

Parece que há desenvolvimentos nocaso do encerramento da Delphi, mas quantas vezes não ouvimos já esta cantiga?

Pode ser que seja desta... Pelo menos, esperemos!

A notícia é da Lusa e está aqui.

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Parte dos operários da Delphi de Ponte de Sôr poderão regressar à unidade após negócio com outra empresa

Portalegre, 27 Out (Lusa) -- Uma parte dos operários da Delphi de Ponte de Sôr poderá regressar, em breve, ao trabalho nas mesmas instalações, após negócio com outra empresa, garantiu hoje, à agência Lusa, o presidente do município local, Taveira Pinto.

"As instalações onde se encontra a Delphi estão a ser negociadas com outra empresa multinacional e, aos poucos, lentamente, tenho a esperança que esta situação vai ser resolvida e que uma grande fatia de trabalhadores possa ser integrada", disse.

No entanto, o autarca não especificou que tipo de empresa poderá vir a instalar-se no espaço da Delphi, naquela cidade alentejana.

E pronto! O sonho acabou!

É oficial.

A Delphi vai encerrar as portas no dia 31 de Dezembro.

A sombra do desemprego volta a pairar sobre Ponte de Sor!

Após reunião com a administração, não houve volta a dar: o encerramento tornou-se uma realidade.

Pelas 16.30 a RTPN dava a notícia:


e mais tarde o TeleJornal confirmava:


Imagino todas as pequenas, médias e micro empresas que giravam em torno da Delphi e cuja principal actividade estava completamente dependente dela.

Imagino os trabalhadores que, na casa dos 50 anos, se vêem na eminência do desemprego, tão novos para a reforma mas «demasiado experientes» para um novo emprego.

Imagino as famílias inteiras que aí trabalharam toda a vida e daí retiravam o seu salário.

Imagino tudo isso e prevejo tempos muito amargos para a nossa região. Bem basta o Norte Alentejano ser a pobreza franciscana que conhecemos e que, em vez de melhorar, em vez de se atrair mais investimento, se vê a braços com mais de 400 desempregados.

439 desempregados, para ser mais concreto. É este número que estará a martelar algumas consciências.

Pessoas como eu, pessoas como nós, com nome, história, uma casa para pagar, com filhos a estudar...

Mas a grande pancada não será agora já. A administração da Delphi garantiu os compromissos estabelecidos com os trabalhadores, os tais 2 meses por ano de serviço, mais os dois anos de subsídio de desemprego... Honra lhes seja devida.

O pior virá depois. Porque agora as indemnizações até vão dar para se comprar o carrito novo, pagar a casa, a universidade dos filhos... E depois? Aquela quantia que «pingava» todos os meses vai deixar de aparecer. E se não se tiver juízo e acautelar o futuro, então os tempos serão de borrasca.

Em conversa com amigos que trabalham lá, constatei que houve trabalhadores (daqueles mais «altos», não sei se estão a ver...) que até aplaudiram o encerramento da fábrica, já a contar com as chorudas indemnizações que vão receber. Mas nem queria acreditar. Não quero acreditar que haja pessoas que se alegrem por a nossa cidade ficar mais pobre. Quero antes imaginar que a alegria foi porque... o Benfica ganhara na véspera! (mas vocês já sabem que sou muito daltónico... E até falo muito!)

Termina um capítulo da história económica da nossa cidade. Espero agora que a Câmara, como foi prometido durante a campanha eleitoral, encontre soluções que viabilizem outras industrias para Ponte de Sor e que o encerramento da Delphi possa ser, não um drama, mas o início de tempos mais áureos para o nosso concelho. Porque ganhamos todos nós!

Na minha humildade e pequenez, envio um abraço fraterno a todos aqueles que terão uma consoada mais amarga.

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Momentos...


A vida de qualquer professor é como a vida de qualquer outra pessoa: tem momentos bons e momentos maus. Ou se quisermos ser mais eufemísticos, momentos bons e outros menos bons.

Vivemos na ilusão de que o nosso trabalho seja reconhecido, quer pelos nossos alunos, quer pelas famílias, quer pelos nossos pares.

Quanto aos primeiros, eles são o primeiro e último elemento pelo qual devemos nortear a nossa vida, eles são o alfa e o ómega, o Ying e o Yang. Consegui-lo é garantir uma função bem feita.

As famílias, por consequência, tanto podem ser coadjuvantes como oponentes à nossa função de ensinar. Se as coisas correrem bem (leia-se, se os seus rebentos tiverem boas notas), então aquele professor é excelente, do melhor. Mas ai se as coisas não correm de acordo com os seu sonhos. Porque todos julgam ter a melhor das criaturas como filho. E como estão tantas vezes enganadas...

E relembro-me o caso duma aluna que, nos dois últimos anos, resolveu que me haveria de fazer a vida negra. E devo dizê-lo que, parcialmente, o conseguiu. Confesso que me auto-avaliei vezes sem conta, será que o errado era eu? será que tinha razão?

Mas não. A minha objectividade e trabalho com aquela turma particular dizia-me que o errado não era eu. E para piorar as coisas, a família resolveu fazer uma autentica cruzada, falando mal «daquele professor» em tudo o que era sítio, chegando inclusivé ao insulto fácil, cobarde e gratuito.

E eu não alterei o meu caminho. Outros colegas eram da minha opinião mas, ao chegar ao final de cada um dos anos, a aluna (já o adivinharam!) passou de ano e foi azucrinar outros docentes, como já tive oportunidade de constatar.

Costumo dizer aos meus alunos, naquelas palestras que costumamos dar em Formação Cívica, que as acções de cada um fica com quem as faz. Quanto maior for a certeza de que fazemos um bom trabalho, então mais perto estamos de ser verdade.

Mas veio esta lengalenga a propósito de outro tipo de reconhecimento: o dos nossos pares. (Confesso que a palavra «reconhecimento» talvez seja muito forte, mas quem ler as minhas palavras, saberá do que falo).

Esse reconhecimento do nosso trabalho é, actualmente, feito por quem nos avalia, ou seja, os nossos superiores hierárquicos.

O ensino atravessa, como todos devem saber, tempos muito conturbados no que à avaliação diz respeito. E na nossa escola acabaram de ser atribuidas as avaliações do desempenho docente.

E é engraçado decifrar todas as... nem sei como lhes chame... todas as voltas e revoltas que são dadas para se atribuir uma determinada classificação.

Já sabemos como as coisas funcionam: Quem não é por mim, é contra mim!

E mais não digo! Quem quiser que comente.

Mas não choremos por coisas de somenos. A vida é bela! E como dizia Oscar Wilde:

"A vida não passa de um «mau quarto de hora» composto de momentos deliciosos."


Trial de Ponte de Sor, 24 e 25 de Outubro

Teve lugar, durante este fim de semana, o Ponte de Sor Trial 4x4 Terrain.

Pensamentos para a semana...

A verdadeira bravura está em chegar em casa bêbado de madrugada, ser recebido pela mulher com uma vassoura na mão e ainda ter peito pra perguntar: «Vais varrer ou vais voar???»
Errar é humano, persistir no erro é americano, acertar no alvo é muçulmano.
Nunca desista do sonho. Se não encontrar numa padaria, procure na próxima.
Qualquer idiota é capaz de pintar um quadro, mas somente um génio é capaz de vendê-lo.
Tudo é relativo. O tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do banheiro você está.
O mais nobre dos cachorros é o cachorro-quente: alimenta a mão que o morde!
Se emperrar, force. Se quebrar, precisava trocar mesmo...
Roubar idéias de uma pessoa é plágio. Roubar de várias, é pesquisa.
Devo tanto que, se eu chamar alguém de meu bem .... o banco toma !
Quando lhe atirarem uma pedra, faça dela um degrau e suba... Só depois, quando tiver uma visão plena de toda a área, pegue outra pedra, mire bem e acerte o crânio do sacana que lhe atirou a primeira.
Na vida tudo é relativo. Um fio de cabelo na cabeça é pouco; na sopa, é muito!
À beira de um precipício só há uma maneira de andar para a frente: É dar um passo atrás!
Eu queria morrer como o meu avô, dormindo; tranquilo... E não gritando desesperadamente, como os quarenta passageiros do autocarro que ele dirigia!
Diz-me com quem andas, que eu te direi se vou contigo.
Eu cavo, tu cavas, ele cava, nós cavamos, vós cavais, eles cavam. Não é bonito, mas é profundo.
Errar é humano. Colocar a culpa em alguém, então, nem se fala.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O Mistério das Vozes

O nome do grupo é BR-6, a música é «The Girl From Ipanema» e o prazer é todo nosso!


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Yuppi!!!

O Dia Mais Longo da Delphi...

Ponte de Sor foi bastante falada na comunicação social, neste 22 de Outubro.

Habituei-me, desde miúdo, que quando Ponte de Sor era falada na TV, na rádio ou nos jornais, era sinal de que qualquer desgraça tinha acontecido. Ou era um acidente, ou uma intoxicação alimentar, ou um crime...

Desta vez o motivo foi a «nossa» Delphi. E todos nós sabemos que, devido à Delphi, foi inventado um novo provérbio:

«Quando a Delphi espirra, Ponte de Sor constipa-se!»


E assim tem sido. Embora algumas almas iluminadas insistam que o possível encerramento da Delphi não seja nenhuma tragédia, temo que não seja bem assim.

Quem conhece o nosso concelho e mais concretamente a nossa cidade sabe que o tecido industrial de Ponte de Sor se centrou, essencialmente, na antiga Cimbor, depois Inlan, hoje Delphi. Foi como se a Delphi, tal como um eucalipto, secasse toda a indústria em seu redor.

É certo que têm vindo a aparecer outras industrias, diversificando o mercado de trabalho, trazendo mais gente para a cidade. O mercado da cortiça tem sido um bom impulsionador do mercado de trabalho, mas...

Lembro-me, particularmente, da Subercentro, que tive o prazer de visitar, com uma comitiva de professores de toda a Europa. Era uma verdadeira «ponta de lança» na industria da transformação de cortiça. Todos os visitantes foram unânimes em considerar a Subercentro uma das fábricas mais avançadas que já tinham visitado.

Mas a história já a sabemos todos: a Subercentro já foi. Deixou de ser. Morreu.

E a Delphi para lá caminha. Os motivos? Se calhar nem os próprios trabalhadores o sabem. Creio que o factor económica nem é para aqui chamado. Todos se recordam daquele episódio da transferência duma linha de produção para a Roménia ou Hungria, não me lembro bem. Diziam «ah pois, lá os trabalhadores são mais económicos e tal...»

Pois, a linha de produção foi devolvida à procedência, pois o pessoal lá de fora não conseguia fazer as coisas com a rentabilidade e qualidade que os nossos trabalhadores faziam.

Agora falam em transferir os outros equipamentos para países mais... digamos, economicamente atractivos. E quais são? França. Espanha. Alemanha. Pois! Já viram o filme, não é?

E hoje foi o Dia Mais Longo da Delphi. Falada desde as primeiras horas do dia (estava a fazer a barba quando ouvi "Ponte de Sor" pela primeira vez...), foi recorrente o assunto ao longo do dia.

Primeiro, anunciaram o despedimento de 500 trabalhadores da «irmã» da Guarda (in Sol), para mais tarde a TSF informar que hoje seria o dia D para a Delphi conhecer o seu futuro.

Entretanto, aconteceram acontecimentos, como diriam os Gatos Fedorentos: a RTP noticiava que a fábrica de Ponte de Sor podia encerrar, a Visão anunciava que os sindicatos se encontravam reunidos desde a manhã, para o Expresso anunciar, pela hora de almoço, que, afinal, a decisão de encerrar a Delphi seria adiada mais uma semana.

Pela hora de almoço, ouvi na TSF o Presidente da Câmara, Taveira Pinto, a não aceitar o encerramento da fábrica, aconselhando a administração da fábrica a respeitar os compromissos que assumiu com os trabalhadores.

Mais tarde, pela hora do jantar, a RTP noticiava novamente a opinião do Município, que defendia a continuidade da Delphi em Ponte de Sor: «O município defende a continuidade da Delphi em Ponte de Sor a longo prazo e de forma viável para todos os trabalhadores». Taveira dixit.

E pronto. Esta a história deste dia que, esperemos, seja o início de muitos mais para os trabalhadores da Delphi e que lá trabalhem muitos anos. Pelo menos, até à reforma!

Ah, já me esquecia. Para terminar as notícias relacionadas com a nossa cidade, falta dizer que o mau tempo fez cair árvores no nosso distrito, e Ponte de Sor não fugiu à regra. Vejam no Correio do Alentejo.

Quanto ao Desporto, o Benfica espetou 5 aos bifes do Everton. O que é que isso tem a ver com Ponte de Sor? Tudo: eu sou do Benfica, eu sou de Ponte de Sor, «ergo» está tudo explicado!

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

...e a Milú não nos disse Adeus!!!

Mais uma vez, obrigado ao Antero!

Novos ares sopram da 5 de Outubro!

Afinal ainda há esperança! Tem o nome de Isabel Alçada (e embora cada ministro seja uma melancia, nunca se sabe o que está lá dentro), parece-me que vamos deixar de ver prepotência e autoritarismo no diálogo com a classe docente. Parece-me...

Espero que estes anos de intoxicação da opinião pública tenham um final e que a excelentíssima senhora doutora Maria de Lurdes Rodrigues, mais os seus «sidekicks» Pedreira, Lemos e outros, peguem na sua excelentíssima tralha e que vão pregar para outra freguesia.

Esse é o meu desejo e, creio eu, de cerca de 150 mil professores do nosso país.

Quanto ao que vem aí, continuo a dizer que é uma grande incógnita. Mas uma coisa temos a favor: Isabel Alçada foi professora do básico e secundário, esteve no terreno, conhece o que é a escola portuguesa e não é uma seguidista do eduquês.


Conheci Isabel Alçada de duas visitas que fez à minha escola, em acções de promoção da leitura e dos seus livros da colecção «Uma Aventura», em companhia da sua colega de escrita Ana Maria Magalhães. Claro que a impressão que tive dela foi ligeira, mas pareceu-me uma pessoa de diálogo fácil. Assim espero que seja na sua nova função.

E desejo, muito sinceramente, que esta não seja... «Uma Aventura na 5 de Outubro»!
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FINALMENTE!!!!!

A Polémica de Saramago



José Saramago, escritor de língua portuguesa, Prémio Nobel e habitante da «isla» de Lanzarote, resolveu promover o seu novo romance, «Caim» atacando tudo o que cheire à religião, seja ela judaica ou católica, numa atitude de jacobinismo um pouco fora de prazo. Fosse o ataque feito à religião muçulmana e Saramago não se safava duma «fatwa»!

Mas mal sabe Saramago com quem se está a meter!

Segundo uma notícia a que o Papagaio teve acesso, Saramago bem se pode pôr a pau e ir pondo as barbas de molho!

Ora vejam:

Livro de Saramago contra a Igreja provoca mau tempo em Portugal


20 de Outubro Por Vítor Elias
O novo e polémico livro de José Saramago, “Caim”, em que volta a atacar ferozmente a Igreja, irritou profundamente Deus, que resolveu acabar com o tempo ameno em Portugal e mandar, como vingança, aguaceiros e trovoadas aos conterrâneos do escritor.

Caso “Caim” tenha uma segunda edição, Deus está a ponderar enviar contra Portugal mais catástrofes, como tufões e a falência da Autoeuropa. Caso José Saramago insista em denegrir a Igreja, Deus mandará o seu braço-direito, o arcanjo Gabriel, marcar uma reunião com um jornalista do “Público” e plantar no jornal um escândalo que acabe de vez com a carreira do Nobel da Literatura.


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sobre horários, distribuição de serviço e...


Os nossos colegas Professores Lusos em boa hora trouxeram à discussão o tema dos horários de trabalho dos docentes (distribuição de serviço, etc), como podem ver aqui, aqui, aqui e aqui.

No seu último poste, chama a atenção para um documento elaborado pela FenProf, cuja leitura recomendo. Basta clicar aqui.



terça-feira, 20 de outubro de 2009

Como dar mais COR ao dia a dia...

A premissa é interessante:

O que aconteceria se actividades consideradas corriqueiras tivessem um bocadinho mais de cor?

Por vezes, a maneira mais fácil para mudar os comportamentos das pessoas é tornar qualquer tarefa divertida.

Veja aqui:

domingo, 18 de outubro de 2009

Finalmente, Rankings do Básico...

...não foram nada famosos para o Distrito nem para a nossa Escola!

Da análise do Jornal i, no seu dossiê Especial Escolas Básicas 2009, podemos verificar que os resultados da nossa Escola foram muito fracos.

Ora vejam:

a) Num total Nacional de 1304 escolas, ficámos na posição 1267 (só 37 escolas com resultados piores do que a nossa!), com uma média geral de 2.31!

b) No distrito de Portalegre, num total de 23 escolas, ficámos na 21ª posição! Piores resultados, só nas Escolas do Crato e a nº2 de Elvas;

c) Em Língua Portuguesa, ficámos em 22º lugar (em 23), com a média de 2.38;

d) Em Matemática, o resultado foi melhor: 21º lugar, com a média de 2.24.

Estão aqui os resultados e quem quiser que comente.
A mim não me apetece!



Resultados Nacionais:



Resultados do Distrito de Portalegre:


Resultados do exame de Matemática (distrito):


Resultados do exame de L.Portuguesa (distrito):


O Maior Espectáculo do Mundo!


O Circo chegou à cidade! O Circo chegou a Ponte de Sor. Com a sua tenda grande, as roulotes, as luzes, a cor, o som...

Era assim que era chamado, o Maior Espectáculo do Mundo!

Cecil B. De Mille imortalizou-o no clássico de 1952, «The Greatest Show On Earth», com Charlton Heston e Betty Hutton. Ganhou inclusivé o Oscar de Melhor Filme.

Foi sempre uma das Artes mais esquecidas. E quantos de nós na sua infância não sonhou em ser artista de circo? o equilibrista? o ilusionista? o palhaço? ou simplesmente o apresentador? As lantejoulas, os brilhantes, o glamour, o fascínio... Aquela ilusão de vida fácil, de viajar pelo mundo, do perigo, da emoção...

E os animais...

Foi no circo que vi, pela primeira vez, um leão! E um tigre!

Deste lembro-me muito bem, aquele primeiro encontro.

Foi durante uma Feira de Outubro. O circo ficava «estacionado» no antigo Largo da Feira, quase sempre no mesmo sítio, em frente da antiga casa dos padres, ao lado do Hospital. E naquele dia, após a montagem da tenda e de todos os apoios, chegaram os carros-jaulas com os animais. E num deles lá vinha o tigre! Belo e imponente!

Só vira tigres na televisão. E recordem que nesses tempos a tv era a preto e... cinzento. Por isso, toda a pelagem colorida e lustrosa daquele tigre de Bengala deixou-me de boca aberta! Que belo!


Sempre que podia lá dava uma saltada ao Circo. A minha casa ficava perto do Largo da feira, por isso já calculam que fazia essa viagem várias vezes. E muitas vezes a minha mãe me ralhou...

Qundo mais tarde visitei o Jardim Zoológico pela primeira vez, a surpresa já não foi tão grande. Outros bichos mereciam a minha atenção, mas quando passava pelos tigres, recordava-me daquele belo bicho que vi, pela primeira vez, na jaula dum circo no Largo da feira em Ponte de Sor, na já longínqua década de 60.

Para muitos de nós, petizes e curiosos, a primeira (e talvez única) vez que vimos animais foi através do circo. Elefantes, macacos, camelos, girafas... Zebras, crocodilos... os Ferozes Crocodilos do Nilo, assim eram chamados.

Vem toda esta conversa a propósito da nova legislação que impede que os circos tenham animais... e que estes nem sequer possam procriar!

(será que alguém já terá inventado preservativos para toda a bicharada?)

É quase como proibir um bar de vender bebidas alcoólicas... ou uma farmácia de vender medicamentos!

Os animais são a essência do circo! Concordo que tenha que existir uma legislação que regule o modo como os animais são mantidos nos circos. E sabemos que muitos estão mal acomodados, em jaulas exíguas...

Ok, concordo com isso, mas agora pagar o justo pelo pecador... Nem todos os circos tratam mal os seus animais. Que verifiquem as condições. Se forem boas, se os animais não sofrerem, tudo bem. Agora ser-se fundamentalista?! Basta de ASAEs cegas!

Temo que esta legislação seja o princípio do fim dos circos.

Curioso que na citada legislação nada se diz sobre as touradas... Por que será? Os animais não sofrem? Não sangram? São bem alimentados, com leite e cevada, como fazem no Japão, para ficarem mais tenrinhos?!

Por favor!!! Deixem-se de hipocrisias! Haja decência e tratem-se todos os animais por igual.

Se vamos proibir os animais nos circos, então também se deverão proibir as touradas.

Tão simples como isso!

Mas isto é só a minha opinião!
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sábado, 17 de outubro de 2009

Aí, valente!


O Liceu Camões comemorou a bonita idade de 100 anos, com direito a celebração especial, com Presidente, Milú e outros, de sangue azul e outras cores.

A notícia do Público surpreende. Ou talvez não, uma vez que a juventude começa a abrir a pestana para as malfeitorias que alguns governantes insistem em perpetuar, sempre em nome do Futuro!

Aluno acusa ministra de
"tirar credibilidade à democracia"
16.10.2009 - 21h28 Lusa
O representante dos alunos do Liceu Camões destacou-se hoje durante as comemorações dos 100 anos da escola ao tecer duras críticas à política educativa, acusando a ministra da Educação de “tirar credibilidade à democracia”.

Pedro Feijó, delegado dos alunos no Conselho Pedagógico do Liceu Camões, foi um dos participantes da cerimónia do 100º aniversário da escola, ao lado do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, além do director da escola e do médico João Lobo Antunes, um dos antigos alunos.

Pedro Feijó, que discursou de improviso, criticou o que disse serem os “entraves que foram postos à democracia nas escolas pelas novas políticas de Educação” e “a linha de orientação errada que a Educação tomou”, acusações que não mereceram qualquer reacção da ministra no discurso que fez de seguida.

“O que o Ministério fez foi tirar credibilidade à democracia dentro e fora da escola”, sublinhou.

Entre os exemplos que considera negativos das políticas educativas do Governo cessante, o aluno apontou o novo Estatuto do Aluno, considerando que, em vez de falar dos estudantes como “os agentes construtores da escola, fala como essas pessoas iguais e padronizados, que vêm às escolas apenas para fazer os seus testes e competir por um futuro que não é garantido e que devia ser um direito”.

Outro exemplo daquilo que considerou “um dos maiores ataques à democracia” é o novo modelo de gestão das escolas, que “tira a representatividade e o poder aos estudantes e outras classes nos órgãos de gestão, dando-o a agentes exteriores à escola”.

“Por melhor que essa colaboração pudesse ser, não podemos prescindir de direitos tão fundamentais como a eleição do director da escola e a elaboração do regulamento interno”, sublinhou, motivando fortes aplausos entre a audiência.

Mas, para o jovem estudante, pior do qualquer lei, “foi a atitude do ministério”.

“Desprezou manifestações com milhares de estudantes, só por sermos menores, como se por sermos estudantes de secundário não tivéssemos uma palavra a dizer. Desprezou abaixo-assinados, incluindo um com dez mil assinaturas de estudantes, que pediram a revogação destas leis. Desprezou manifestações com várias dezenas de milhar de professores que lutavam pelos seus direitos, pelas suas escolas”, sustentou.

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Ainda a propósito dos Rankings...

Imagem daqui

... tropecei nesta opinião no blogue «O Pedro Na Escola» sobre uma escola que melhorou 700 lugares nos famigerados rankins.

Não sei se hei-de rir, se chorar!

Ora atentai:

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QUARTA-FEIRA, 14 DE OUTUBRO DE 2009
Como trepar 700 lugares no ranking nacional
Hoje, recebemos um telefonema de uma jornalista do jornal Público, que desejava saber quais foram os factores que nos fizeram subir mais de 700 lugares no ranking nacional, segundo as estatísticas daquele órgão de comunicação social. Nós ainda não sabíamos do nosso lugar no ranking, mas a senhora jornalista fez o favor de informar. Um salto fabuloso!

A simpatia da senhora jornalista foi tanta que até sugeriu respostas: mudança de práticas?, mudança de professores?...

Com o devido respeito, tenho a dizer que é preciso muita patetice junta e concentrada para sequer se ousar pensar que se trepam 700 lugares num ranking às custas de mudança de práticas ou de professores. É preciso viver mesmo noutro planeta para se adiantar hipóteses destas. Francamente!

Ainda assim, foi necessário dar resposta à senhora jornalista, não sei bem para quê, pelo que se gerou ali logo uma saudável discussão sobre os tais factores que fizeram a diferença. Eu tentei forçar a barra, insistindo que o único factor em causa era a mudança dos pais dos alunos. Alunos diferentes, porque pais diferentes, e o resto são estórias da Carochinha, disse eu.

Não colou. Assim sendo, elencámos três factores para justificar o salto:

1. Em 2008, não tínhamos uma turma de CEF no 9º ano, pelo que a exame foram alunos interessados, alunos assim-assim e alunos que se estavam a borrifar completamente para a escola (estes com a conivência dos pais, obviamente). Em 2009, mais de um terço dos alunos do 9º ano estavam num CEF, pelo que, automaticamente, acabaram os níveis 1, e os níveis 2 ficaram em minoria.

2. Os alunos que foram a exame, em 2008, tiveram um 3º ciclo para esquecer, sempre com malucos na turma, a provocarem diariamente perturbações e interrupções das aulas para tratar da indisciplina. Os alunos que saíram do 2º ciclo com quatros e cincos, terminaram o 3º ciclo incapazes de passar acima da fasquia do 3. Tiveram azar, coitados, aqueles que sonhavam voar mais alto, porque, às custas de três ou quatro “órfãos de pais vivos”, ficaram com as “pernas cortadas” para o futuro.

3. Calhou, em 2009, grande parte dos alunos vir desde o 7º ano sem malucos nas turmas e, além disso, grande parte dos alunos ter pais com expectativas, que nunca se demitiram do seu papel de pais, nem das suas exigências para com os deveres e obrigações dos filhos (entenda-se: estudar, ter bons resultados e ter bom comportamento). Calhou, simplesmente.Tiveram sorte, estes alunos. Têm pernas para andar, uns querem seguir para medicina, outros para engenharias, e por aí fora.

As práticas lectivas, os apoios dados pela escola, a qualidade dos professores e mais uma mão-cheia de balelas que enchem páginas de jornais, revistas e blogues, são de uma irrelevância brutal neste assunto. Lamento como tanto se insiste em factores que, na minha humilde opinião, não passam de poeira, de tão insignificantes que são.

E falo com conhecimento de causa. Fui professor destes alunos que subiram 700 lugares no ranking, durante todo o 3º ciclo, e preparei-os para o exame nacional. Tal como todos os meus colegas de Matemática que também prepararam os seus alunos para o exame nacional. Ao contrário do que muitos patetas pensam, não se faz pão sem farinha! E a minha escola teve muita sorte, porque, em 2009, teve um saco cheio de farinha, quando habitualmente o saco traz bem mais areia do que farinha...
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